sábado, 27 de dezembro de 2025
Uma Garota Avançada
quarta-feira, 24 de dezembro de 2025
Filmografia Al Pacino
sábado, 20 de dezembro de 2025
Taxi Driver
Esse filme que mudou para sempre a carreira do ator Robert De Niro. Filho de um pintor do Greenwich Village em New York, o jovem De Niro só esperava por um grande papel para se destacar definitivamente no cinema. Formado no Actors Studio, a mesma escola de arte dramática onde estudaram Marlon Brando e James Dean, ele foi o grande representante da última e fenomenal geração de atores de Nova Iorque proveniente daquela instituição de ensino. Aqui um ainda jovem De Niro conseguiu desenvolver finalmente todo o seu talento nessa obra prima psicológica e insana do diretor Martin Scorsese, com quem ele faria uma longa e bem produtiva parceria nas telas de cinema. O interessante é que tanto Scorsese como De Niro sempre afirmaram amar a cidade de Nova Iorque, porém fizeram a ela uma estranha "homenagem". Um dos símbolos de NYC, os seus táxis amarelos, se tornam o cenário e o palco para um estranho personagem, o motorista vivido por De Niro. Um sujeito que foi a Vietnã e voltou de lá com sérios problemas psicológicos e traumas que aos poucos vão dominando sua mente, culminando para um clímax insano, violento e explosivo.
O "gatilho" para seu enlouquecimento acaba sendo uma estranha relação que desenvolve com uma adolescente prostituta, interpretada com brilhantismo por Jodie Foster (que consegue inclusive ofuscar em determinados momentos o próprio De Niro, algo impensável). Em determinado momento do filme ela o provoca dizendo que ele deveria provar seu amor matando o presidente dos Estados Unidos. Um louco da vida real acabou levando muito à sério o diálogo e realmente fez um atentado ao presidente Ronald Reagan, um fato amplamente explorado pela imprensa na época e que acabou marcando de forma definitiva o filme "Taxi Driver". Esse aspecto macabro e bizarro da história porém deve ser descartado, pois é um fato externo à obra de Scorsese. O que se deve mesmo levar em conta é que essa é uma verdadeira obra prima da sétima arte, um dos melhores filmes da década de 1970 e um marco do estilo realista que estava predominando naqueles agitados e produtivos anos para a indústria de cinema americana. Imperdível para todo cinéfilo que se preze. Merecia inclusive ter vencido em todas as categorias importantes do Oscar naquele ano. Só que a Academia, como sempre, estava mais disposta a fazer mais uma de suas injustiças históricas. Melhor assim, "Taxi Driver" realmente nunca foi um filme convencional, aliás sua estética era direcionada para o extremo oposto disso. Assim acabou sendo coerente em tudo, até no Oscar.
Taxi Driver (Estados Unidos, 1976) Estúdio: Columbia Pictures / Direção: Martin Scorsese / Roteiro: Paul Schrader / Elenco: Robert De Niro, Jodie Foster, Cybill Shepherd, Albert Brooks / Sinopse: Motorista de táxi de Nova Iorque, um veterano da guerra do Vietnã, começa a trilhar o caminho da loucura insana e violenta, após se relacionar com uma jovem garota, menor de idade, que trabalha como prostituta nas ruas escuras da cidade. Filme indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Ator (Robert De Niro), Melhor Atriz coadjuvante (Jodie Foster) e Melhor Música Original (Bernard Herrmann). Também indicado ao Globo de Ouro nas categorias de Melhor Ator (Robert De Niro) e Melhor Roteiro Original (Paul Schrader). Vencedor do BAFTA Awards nas categorias de Melhor Atriz (Jodie Foster) e Melhor Música (Bernard Herrmann).
Pablo Aluísio.
sábado, 13 de dezembro de 2025
O Poderoso Chefão II
Título Original: The Godfather Part II
Ano de Produção: 1974
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Francis Ford Coppola
Roteiro: Francis Ford Coppola, Mario Puzo
Elenco: Al Pacino, Robert De Niro, Robert Duvall, Diane Keaton, John Cazale, Lee Strasberg
Sinopse:
Nova Iorque. Década de 1920. Vito Corleone (Robert De Niro) é um imigrante italiano que tenta subir na vida na grande metrópole americana. Vindo de baixo, acaba sendo alvo de criminosos que querem extorquir e se aproveitar de seu pequeno negócio. Sem outra alternativa resolve reagir contra as injustiças, nascendo daí uma das mais poderosas famílias mafiosas dos Estados Unidos.
Comentários:
Considerado por grande parte da crítica americana como o melhor filme da saga "The Godfather", o que não deixa de ser curioso pois quando o projeto da produção foi anunciado nos anos 70 muitos criticaram a proposta, afinal de contas o primeiro filme foi considerado um clássico absoluto, uma obra de arte completa. Fazer uma continuação era visto como algo indigno. Para surpresa de toda essa gente o fato é que "The Godfather Part II" se mostrou um filme não apenas à altura do primeiro, mas também em certos aspectos bem superior. O roteiro, brilhantemente escrito por Francis Ford Coppola e Mario Puzo, não apenas se limitou a levar em frente o enredo do filme original, mas também desenvolveu de forma genial o passado de Vito Corleone, aqui interpretado de forma irrepreensível por Robert De Niro.
Pablo Aluísio.
sábado, 6 de dezembro de 2025
Filmografia Robert De Niro
sábado, 29 de novembro de 2025
Emma
Título Original: Emma
Ano de Produção: 2020
País: Inglaterra
Estúdio: Working Title Films
Direção: Autumn de Wilde
Roteiro: Eleanor Catton
Elenco: Anya Taylor-Joy, Bill Nighy, Callum Turner, Amber Anderson, Oliver Chris, Mia Goth
Sinopse:
Baseado no romance escrito pela autora Jane Austen, o filme "Emma" conta a história da jovem Emma Woodhouse (Anya Taylor-Joy). Inteligente, sonhadora e romântica, ela arranja namoros e casamentos para as moças da região onde vive, mas ao mesmo tempo fica em dúvida sobre seu próprio futuro sentimental.
Comentários:
Nos países de língua inglesa esse livro é leitura obrigatória entre os estudantes de ensino médio. Então é natural que de tempos em tempos venham a surgir novos filmes baseados no romance de Jane Austen. Pessoalmente gosto muito da versão de 1996. Analisando o conjunto da obra aquele é um filme melhor, porém devo também dizer que a atriz Gwyneth Paltrow já tinha passado da idade certa para interpretar a personagem Emma. Ela é uma moça jovem, com pitadas ainda da adolescência. Por essa razão achei perfeita a escalação da atriz Anya Taylor-Joy para essa nova versão. Ela está na faixa etária certa para interpretar Emma. E também tem ótima presença, com grandes olhos azuis e aquele olhar que apenas as adolescentes possuem. Ficou mais do que acertada sua escolha. E por falar em gente jovem... Esse é praticamente o primeiro filme do diretor (que tem nome de escritor famoso) Autumn de Wilde, Antes só havia dirigido curtas. Penso que se saiu muito bem, apesar da inexperiência. Receber logo um clássico da literatura assim para seu primeiro filme de cinema, certamente não deve ter sido algo fácil. No mais o filme tem toda aquela reconstituição de época que ressalta ainda mais o clima de romantismo dessa história. O livro original foi publicado pela primeira vez em 1815 e segue encantando as novas gerações. É uma obra romântica atemporal, certamente.
Pablo Aluísio.
Almas Gêmeas
A direção de arte é muito bonita e criativa e o elenco está muito bem, em especial a atriz Kate Winslet, ainda distante do estouro de "Titanic", que seria realizado alguns anos depois. Interessante também citar que o diretor James Cameron optou por ela justamente por causa desse filme, quem diria. Sua personagem tinha um estilo vitoriano de ser, o que acabou convencendo Cameron na escalação de Winslet no papel de Rose DeWitt Bukater. Já Peter Jackson também iria se consagrar nos anos que viriam, principalmente por causa de uma das franquias mais bem sucedidas da história, "The Lord of the Rings", mas claro que isso é uma outra história...
Almas Gêmeas (Heavenly Creatures, Estados Unidos, 1994) Direção: Peter Jackson / Roteiro: Peter Jackson, Fran Walsh / Elenco: Melanie Lynskey, Kate Winslet, Sarah Peirse / Sinopse: Um estranho elo liga duas almas gêmeas. Filme indicado ao Oscar na categoria de Melhor Roteiro Original.
Pablo Aluísio.
O Despertar de um Homem
Título Original: This Boy's Life
Ano de Produção: 1993
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Michael-Caton Jones
Roteiro: Robert Getchell, baseado no livro de Tobias Wolff
Elenco: Robert De Niro, Ellen Barkin, Leonardo DiCaprio, Chris Cooper
Sinopse:
Filme baseado em fatos reais. O enredo se passa nos anos 70. Enquanto cresce e se torna um homem o jovem Toby Wolff (Leonardo DiCaprio) presencia sua mãe Caroline (Ellen Barkin) se envolver com uma série de homens violentos, irascíveis e cafajestes. A situação se torna insustentável o que faz com que ela procure recomeçar sua vida em uma outra cidade. Lá acaba conhecendo um novo namorado, Dwight (Robert De Niro), um sujeito que parece ser um bom partido para ela. Trazendo um pouco de estabilidade em sua conturbada vida amorosa, Caroline acaba tendo que lidar com os atritos entre sua nova paixão e seu filho que não gosta do novo companheiro dela.
Comentários:
Pois é, a Rede Globo parece ter se especializada em passar bons filmes apenas nas madrugadas, quando praticamente ninguém pode assistir. Hoje, por exemplo, teremos esse bom filme sendo exibido às duas da matina! Esse aqui assisti em VHS nos anos 90. É aquele tipo de drama que procura ser o mais pé no chão possível. Nada de espetacular ou absurdo acontece - apenas retrata as dificuldades da vida de um jovem, adolescente, que vê sua mãe errando sempre na escolha de seus namorados. Tudo baseado nas memórias pessoais do escritor Tobias Wolff. Eu me recordo que o filme realmente me tocou quando o vi pela primeira vez. Embora nunca tenha passado por algo semelhante deve ser muito penoso (para não dizer traumatizante) ser criado em uma família desestruturada como a do personagem de Leonardo DiCaprio. Afinal de contas nessa idade o ser humano vai criando seus valores morais, seus padrões familiares e quando não há modelos disso por perto tudo pode ficar ainda mais desesperador. Robert De Niro está realmente inspirado pois seu papel exige uma dualidade de personalidades que ele desenvolve muito bem. Para Caroline ele é um tipo de pessoa, já para seu filho o quadro muda drasticamente. DiCaprio, anos antes de virar ídolo em "Titanic" demonstra uma maturidade em seu trabalho que realmente espanta. Afinal ele era apenas um garoto na época! Por fim a bela Ellen Barkin explode em sensualidade em seu papel, mesmo sendo uma personagem em si dramática e infeliz. Assim tente dar uma de coruja hoje à noite e faça uma forcinha para conferir pois esse "This Boy's Life" realmente vale a pena.
Pablo Aluísio.
Flores de Aço
Título Original: Steel Magnolias
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: TriStar Pictures
Direção: Herbert Ross
Roteiro: Robert Harling
Elenco: Shirley MacLaine, Olympia Dukakis, Sally Field, Dolly Parton, Daryl Hannah, Julia Roberts, Tom Skerritt, Sam Shepard
Sinopse:
Um salão de beleza de uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos vira ponto de encontro de um grupo de amigas que passam suas horas vagas falando de si mesmas e dos outros moradores da cidade. O casamento da filha de uma delas acaba virando o ponto central de suas vidas. Filme indicado ao Oscar na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante (Julia Roberts). Vencedor do Globo de Ouro na categoria Melhor Atriz Coadjuvante (Julia Roberts).
Comentários:
É o tipo de filme que eu indicaria para elas, ou então para você assistir com a namorada ou sua companheira. Ok, muitos homens não vão se animar a assistir a um filme em que um bando de mulheres ficam por quase duas horas falando sem parar, mas esse tipo de mentalidade é um pouco reducionista demais. Na verdade é aquele tipo de roteiro que se sustenta completamente na boa atuação de seu elenco (feminino em essência). Para isso o elenco conta com ótimas atrizes, todas perfeitamente inseridas em seus respectivos personagens. Como se trata de uma adaptação para o cinema de uma peça teatral muitos podem ficar entediados com a enquadração cênica de tudo, mas vejo isso como um ponto positivo e não uma desvantagem. Filmes que se apóiam em diálogos bem escritos (aparentemente banais, mas tratando de temas relevantes), associado a boas interpretações (algumas ótimas) não podem ser ignorados. Uma boa dica para hoje à noite na TV a cabo. Confira!
Pablo Aluísio.
sábado, 22 de novembro de 2025
O Retorno a Howard´s End
Eu considero Howard´s End um bom filme da safra de James Ivory mas não o melhor. Ele fica bem abaixo de "Vestígios do Dia", esse sim uma obra prima. De qualquer forma a elegância da produção, o bom gosto dos figurinos, a excelente reconstituição de época (quem gosta de veículos antigos vai certamente apreciar os modelos que aparecem em cena) e a boa atuação dos atores mantém o filme em um excelente patamar de qualidade. O filme inclusive venceu na categoria de melhor direção de arte. O roteiro não tem a fluidez de "Vestígios do Dia" mas credito isso muito mais ao próprio livro em que foi inspirado (que por si só é bem minucioso, detalhista, com várias sub-tramas em seus capítulos). Trazer toda a riqueza da obra de E.M. Forster para as telas certamente não é uma tarefa das mais simples. O esforço do roteirista veio na premiação de melhor roteiro adaptado, um prêmio que em minha opinião não foi muito justo. De quialquer forma a produção em um contexto geral é realmente excelente, particularmente indicada para quem quer assistir uma elegante crônica sobre costumes ingleses no começo do século passado. Sutileza, charme e elegância não irão faltar, certamente.
O Retorno a Howard´s End (Howards End, Japão / Inglaterra, 1992) Direção: James Ivory / Roteiro: Ruth Prawer Jhabvala / Elenco: Anthony Hopkins, Emma Thompson, Vanessa Redgrave, Helena Bonham Carter, Joseph Bennett, Prunella Scales, Adrian Ross Magenty. / Sinopse: o filme retrata o complicado relacionamento de duas irmãs (Emma Thompson e Helena Bonham Carte) com um rico burguês da classe alta, interpretado pelo sempre ótimo Anthony Hopkins. No centro de tudo surge Howard´s End, uma casa de campo tradicional e familiar, almejada por todos.
Pablo Aluísio.
sábado, 15 de novembro de 2025
Cinquenta Tons de Liberdade
Um aspecto que notei nesse terceiro filme é que a autora E.L. James pareceu ter absorvido as críticas que se fazia no tocante à violência de Grey para com Anastasia. As cenas de masoquismo estão muito atenuadas, quase inexistentes. O tal quarto vermelho, com algemas e chicotes pelas paredes, ainda está lá, mas o casalzinho o usa cada vez menos. Na verdade durante o filme inteiro só há mesmo uma sessão de sexo nessa linha. Depois o quarto acaba sendo usado por ela apenas para afogar suas mágoas, quando dorme no sofá de lá, ao descobrir que seu marido pode estar tendo um caso extraconjugal. Quando o filme termina ficamos com a sensação que o casal vai cair numa rotina daquelas, que destrói vários casamentos. Eles estão no jardim, carregando o filhinho para dentro de casa. Pois é, nesse filme a Anastasia também descobre que está grávida, o que apavora Grey que diz que ainda não está preparado para ser pai. Pelo visto ele não é emocionalmente muito maduro. Um velho clichê de livros românticos ao estilo Sabrina. Então basicamente é isso o que temos. Se faz o seu gênero não deixe de assistir a esse filme que acabou me soando como uma conclusão bem insossa da trilogia.
Cinquenta Tons de Liberdade (Fifty Shades Freed, Estados Unidos, 2018) Direção: James Foley / Roteiro: Niall Leonard, baseado no romance escrito por E.L. James / Elenco: Dakota Johnson, Jamie Dornan, Eric Johnson / Sinopse: Christian Grey (Jamie Dornan) e Anastasia Steele (Dakota Johnson) finalmente se casam. Para a Lua de Mel eles começam a viajar pelos lugares mais bonitos do planeta como Paris e Aspen. Só que a felicidade completa do casal é perturbada pela presença criminosa de Jack Hyde (Eric Johnson), o ex-patrão de Anastasia que foi demitido de seu emprego após ter problemas com ela. Achando que sua vida acabou, ele decide partir para a vingança, custe o que custar.
Pablo Aluísio.
Filmografia Dakota Johnson
sábado, 8 de novembro de 2025
A Força do Destino
Título Original: An Officer and a Gentleman
Ano de Produção: 1982
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Taylor Hackford
Roteiro: Douglas Day Stewart
Elenco: Richard Gere, Debra Winger, David Keith, Robert Loggia, Louis Gossett Jr
Sinopse:
Zack Mayo (Richard Gere) é um jovem problemático que decide entrar nas forças armadas dos Estados Unidos. Enquanto leva um conturbado romance com sua namorada, Paula (Debra Winger) vai crescendo como homem e soldado, sob o comando do sargento linha dura Emil Foley (Louis Gossett Jr).
Comentários:
Um dos maiores sucessos da carreira de Richard Gere. Na época o filme surpreendeu se tornando um dos mais lucrativos da história (custou meros 3 milhões de dólares e rendeu mais de 130 milhões só no primeiro ano de exibição). A estória envolvendo o romance de um militar e uma garota de muita personalidade caiu nas graças do público que lotou os cinemas. Gere, jovem e bonitão, encarna sem culpa a figura do rapaz rebelde que se alista nas forças armadas americanas e sofre com a dura disciplina da rotina militar. O grande destaque do elenco, premiado inclusive com o Oscar de melhor ator coadjuvante, é o ator Louis Gossett Jr. Ele interpreta o Sargento Emil Foley, um tipo que se tornaria recorrente nos anos seguintes, um sujeito linha dura mas de bom coração que no fundo só deseja que seus subordinados se endireitem na vida.
Além do Oscar de Gossett o filme ainda levou o Oscar de Canção ("Up Where We Belong", um hit em seu lançamento, grande sucesso que sempre tocava na FM embalando os namoros dos jovens apaixonados da época). Visto hoje em dia "A Força do Destino" ainda se mantém interessante. O filme foi acusado por alguns críticos de ser uma mera propaganda de recrutamento do complexo militar americano, mostrando com sua mensagem que apenas as forças armadas conseguem colocar certas pessoas de volta no caminho certo da vida. Acho essa visão injusta. O foco do filme é em cima do romance de Zack Mayo (Richard Gere) e Paula (Debra Winger) e não apenas na mudança de vida do protagonista após entrar na vida militar. Tanto isso é verdade que o filme até hoje é lembrado por seu romantismo e não pelas cenas dentro do quartel. E é justamente por esse lado romântico que resolvi resgatar esse que é certamente um dos mais belos contos de amor que o cinema da década de 80 produziu. Indicado para quem ainda acredita na força do amor, apesar de tudo.
Pablo Aluísio.
quarta-feira, 5 de novembro de 2025
Atração Fatal
Na época de seu lançamento muito se falou do moralismo embutido no roteiro que passava a mensagem de que homens infiéis deveriam ser punidos sem perdão. Além disso o filme chegou nos cinemas logo no momento em que a AIDS ganhava cada vez mais espaço nos jornais e noticiários. A nova doença vinha para colocar um ponto final na promiscuidade sem freios dentro da sociedade. Assim muitos ligaram esses eventos ao próprio filme e o classificaram como uma obra moralista e cafona. Não concordo completamente com esse tipo de análise. De fato “Atração Fatal” não passava de um thriller como tantos outros que o cinema americano lançava todos os anos. A falta de noção de Alex (Close) após ser abandonada reforçava ainda mais esse aspecto pois não existem thrillers sem algum psicopata por perto. Coube a ela esse papel. E a ligação com a AIDS era realmente meramente circunstancial. De qualquer modo o filme parece ter resistido bem ao tempo. Seu clima de marketing publicitário (fruto da escola em que o diretor Adrian Lyne se formou) torna a experiência de rever “Atração Fatal” ainda mais interessante. Não é o melhor papel da carreira de Glenn Close (ela é muito mais talentosa do que vemos em cena) mas certamente é um de seus personagens mais populares. Assim fica a recomendação de “Atração Fatal”, interessante filme que inclusive pode ser exibido por esposas levemente desconfiadas aos seus maridos. Quem sabe eles não mudem de idéia antes de “pular a cerca”...
Atração Fatal (Fatal Attraction, Estados Unidos, 1987) Direção: Adrian Lyne / Roteiro: James Dearden / Elenco: Michael Douglas, Glenn Close, Anne Archer, Ellen Hamilton Latzen / Sinopse: Homem bem sucedido (Michael Douglas) na carreira resolve se aventurar num caso extraconjugal o que lhe trará enormes problemas pela frente.
Pablo Aluísio.
sábado, 1 de novembro de 2025
Até os Fortes Vacilam
Título Original: Tall Story
Ano de Produção: 1960
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Joshua Logan
Roteiro: Julius J. Epstein, Howard Lindsay
Elenco: Anthony Perkins, Jane Fonda, Ray Walston, Marc Connelly, Anne Jackson, Murray Hamilton, Robert Redford
Sinopse:
Ray Blent (Anthony Perkins) é um desportista da liga universitária que só tem um desejo em sua vida: se formar e se tornar um bom jogador de basquete. Seus planos mudam quando entra em cena June Ryder (Jane Fonda), também estudante como ele. Esperta e manipuladora, ela acaba se envolvendo numa maneira peculiar de ganhar uma bela bolada de forma rápido e fácil, levando Ray a entrar num esquema de subornos envolvendo manipulação de jogos em casas de apostas. Sua escolha porém trará consequências imprevisíveis para todos os envolvidos.
Comentários:
Um curioso filme dirigido pelo veterano cineasta Joshua Logan que contou em seu elenco com um bom time de atores liderados pela casal Anthony Perkins e Jane Fonda. Curiosamente "Tall Story" foi lançado no mesmo ano do grande filme da carreira de Perkins, o clássico absoluto do mestre do suspense Alfred Hitchcock, "Psicose". Os personagens são até levemente parecidos; claro que o universitário interpretado por Perkins aqui não é um psicopata mas ele surge tão tímido e inseguro como o clássico Norman Bates. Ao contrário do título nacional o Ray Blent de Anthony Perkins não é um forte mas sim um fraco, um sujeito que sucumbe à beleza de uma bonita garota, entrando em um esquema enrolado de corrupção esportiva. Já Jane Fonda está linda em cena, bem jovem e esbanjando carisma. Esse foi seu primeiro filme, arranjado pelo pai, Henry Fonda, que inicialmente não queria que ela seguisse a carreira de atriz mas que depois viu que nada poderia fazer contra sua vontade. Já que não tinha como mudar seu ponto de vista o jeito foi ajudar. Sua estréia é das mais simpáticas, embora o enredo seja levemente bobinho.
Pablo Aluísio.
quinta-feira, 30 de outubro de 2025
Anna Karenina
terça-feira, 28 de outubro de 2025
Razão e Sensibilidade
Título Original: Sense and Sensibility
Ano de Produção: 1995
País: Inglaterra, Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Ang Lee
Roteiro: Emma Thompson
Elenco: Emma Thompson, Kate Winslet, Hugh Grant, Alan Rickman, James Fleet, Gemma Jones
Sinopse:
Baseado no romance escrito por Jane Austen, o filme "Razão e Sensibilidade" conta a história de Elinor Dame (Emma Thompson). Quando seu pai falece e deixa toda a herança para um filho de outro casamento, ela e suas irmãs, mais sua mae, ficam numa situação financeira bem ruim e isso em um tempo de sua vida que ela é também pressionada para arranjar um marido rico para se casar. Filme vencedor do Oscar na categoria de melhor roteiro adaptado(Emma Thompson).
Comentários:
Tive a oportunidade de assistir no cinema, na época de seu lançamento original. Esse filme é um primor de elegância e estilo. Não poderia ser diferente, uma vez que é a adaptação de um dos maiores clássicos da literatura inglesa, um romance escrito pela genial Jane Austen. Quem conhece sua obra sabe do que se trata. Ela escreveu sobre a sociedade britânica de seu tempo, os valores sociais que imperavam, as pequenas e grande hipocrisias, as dificuldades de ser um mulher inteligente e de personalidade dentro daquele meio social. Em um tempo cheio de muitos preconceitos e costumes rígidos, era extremamente complicado pensar de uma maneira original e até mesmo mais sensata. Esse filme foi um grande sucesso de crítica, sendo considerado um dos melhores de seu ano de lançamento. O detalhe diferenciado é que apesar de ser um material extremamente ligado à cultura da Inglaterra vitoriana, foi dirigido por um oriental, Ang Lee. O surpreendente é que apesar dessas diferenças culturas básicas, o filme como um todo deu muito certo. È um dos melhores dos anos 90, sem dúvida. Além de ter sido premiado com o Oscar de melhor roteiro adaptado, "Razão e Sensibilidade" ainda foi indicado nas categorias de melhor filme, melhor atriz (Emma Thompson), melhor atriz coadjuvante (Kate Winslet), melhor direção de fotografia (Michael Coulter), melhor figurino (Jenny Beavan, John Bright) e melhor música (Patrick Doyle).
Pablo Aluísio.
sábado, 25 de outubro de 2025
Jane Eyre
Jane EyreA produção é da BBC Films, então bom gosto e classe refinados é o mínimo a se esperar. A direção é meio burocrática, sem grandes arroubos autorais o que é de se compreender pois o diretor Cary Fukunaga (que apesar do nome é americano) quis apenas contar a estória do livro sem tirar nem colocar nada. Quis ser eficiente e correto. Se não atrapalha também não emociona. Percebi que diante de tanto zelo pela obra original o filme acabou soando frio, gélido, sem grandes emoções. Até mesmo o romance central (que deveria ser um arroubo de paixões descontroladas) se torna morno. De qualquer forma ainda recomendo por causa da bonita produção, dos belos jardins e da chance de conhecer, nem que seja pela tela, a obra da escritora inglesa Charlotte Bront.
Jane Eyre (Jane Eyre, Estados Unidos, 2011) Direção: Cary Fukunaga / Roteiro: Moira Buffini / Elenco: Mia Wasikowska, Jamie Bell e Sally Hawkins / Sinopse: Jane Eyre (Mia Wasikowska) morava com sua tia, e ao ficar órfã é levada para morar em um internato. Quando adulta, ela vai trabalhar como governanta na casa de Edward Rochester (Michael Fassbender) mas em breve o destino mudará completamente sua vida.
Pablo Aluísio.
quarta-feira, 22 de outubro de 2025
Madame Bovary
Nesse filme o diretor Sophie Barthes procurou não adaptar todo o enredo do livro original, mas apenas parte dele, o núcleo principal de sua estória. Assim personagens secundários foram eliminados (como a sogra e a filha de Emma na literatura), se concentrando apenas na personalidade sui generis da principal personagem. Emma, aqui interpretada pela atriz Mia Wasikowska (uma de minhas atrizes preferidas dessa nova geração), tem seu passado mostrado em rápidas cenas iniciais. Ela foi órfã, criada em um convento católico. Inicialmente ela pensa se tornar freira, mas depois, com a chegada da juventude, quando atinge a idade de se casar, acaba sendo prometida em casamento a um jovem médico do interior, Charles (Henry Lloyd-Hughes).
O começo de seu casamento é até promissor. O marido é um bom homem, trabalhador e responsável. Infelizmente ele também é completamente destituído de carisma pessoal, um sujeito enfadonho e chato. No fundo Emma não o ama. O casamento foi apenas uma questão de conveniência em sua vida. O tédio que a vida de Emma vai se transformando acaba mudando até mesmo seu jeito de ser. De origem humilde, calada e tímida, ela começa a desenvolver gosto pelo luxo e pela ostentação. Começa a gastar furiosamente, comprando vestidos caros, da moda. Em pouco tempo resolve remodelar toda a sua casa, comprando móveis, tapetes e utensílios vultuosos, algo que seu marido, mesmo sendo um médico, não consegue mais pagar. Pior do que isso, ela começa a flertar com outros homens interessantes da região, como um Marquês que acaba acendendo nela finalmente a chama da paixão em seu coração.
A partir daí começa o desastre. As coisas vão perdendo o rumo e Emma vai se tornando uma pária social, por causa de seu comportamento transgressor. O filme (e obviamente o livro que lhe deu origem) procura sutilmente mostrar as mudanças de comportamento que foram surgindo ao longo do século XIX, quando as mulheres passaram a ter uma postura e uma atitude mais ativas, seguindo seus próprios instintos, não se conformando em ser apenas aquele tipo de dona de casa apagada, vivendo eternamente à sombra do marido ou de um casamento infeliz. Com ótima produção, perfeita reconstituição histórica, excelente trilha sonora incidental (toda ao piano, em peças clássicas), o filme é aquele tipo de produção que vai satisfazer até mesmo os gostos mais sofisticados e exigentes.
Madame Bovary (Madame Bovary, Estados Unidos, Bélgica, Alemanha, 2014) Direção: Sophie Barthes / Roteiro: Felipe Marino (assinando como Rose Barreneche), baseado na obra de Gustave Flaubert / Elenco: Mia Wasikowska, Henry Lloyd-Hughes, Logan Marshall-Green, Paul Giamatti, Laura Carmichael / Sinopse: Emma (Mia Wasikowska) é uma jovem órfã e pobre que após se casar com um médico do interior começa a adquirir o gosto pelo luxo - e pela luxúria, colocando em polvorosa uma pequena cidade de hábitos conservadores do século XIX.
Pablo Aluísio.
sexta-feira, 17 de outubro de 2025
Sonhos de um Sedutor
terça-feira, 14 de outubro de 2025
Diane Keaton (1946 - 2025)
Diane Keaton
Biografia
Diane Keaton nasceu em 5 de janeiro de 1946, em Los Angeles, Califórnia, EUA. Seu nome de batismo é Diane Hall, mas ela adotou o sobrenome “Keaton” (o de solteira da mãe) quando se registrou no sindicato dos atores, pois já havia outra atriz chamada Diane Hall.
Formou-se em Teatro na Neighborhood Playhouse School of the Theatre, em Nova York, e iniciou sua carreira nos palcos antes de se tornar uma estrela de Hollywood. Conhecida por sua originalidade, carisma excêntrico e estilo único, Keaton tornou-se um símbolo de independência feminina no cinema dos anos 1970 em diante.
Estréia no Teatro
Diane Keaton estreou profissionalmente no teatro no final dos anos 1960, participando de produções off-Broadway.
Seu grande destaque veio com a peça “Hair” (1968), musical revolucionário da contracultura.
Pouco depois, em 1969, foi escalada para a peça “Play It Again, Sam” (Sonhos de um Sedutor), escrita e estrelada por Woody Allen. O sucesso dessa montagem a levou ao cinema — repetindo o papel na versão cinematográfica de 1972.
🎬 Principais Filmes
Diane Keaton construiu uma filmografia rica, equilibrando comédias, dramas e romances. Entre seus principais filmes:
-
O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972) – como Kay Adams, esposa de Michael Corleone.
-
Sonhos de um Sedutor (Play It Again, Sam, 1972) – com Woody Allen.
-
O Poderoso Chefão – Parte II (The Godfather: Part II, 1974).
-
Annie Hall (Annie Hall, 1977) – papel que a consagrou e lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz.
-
Interiores (Interiors, 1978).
-
Manhattan (Manhattan, 1979).
-
Reds (Reds, 1981) – indicada ao Oscar por seu papel como Louise Bryant.
-
A Difícil Arte de Amar (Crimes of the Heart, 1986).
-
O Pai da Noiva (Father of the Bride, 1991) e O Pai da Noiva 2 (1995).
-
As Filhas de Marvin (Marvin’s Room, 1996).
-
Alguém Tem que Ceder (Something’s Gotta Give, 2003) – com Jack Nicholson, outra indicação ao Oscar.
-
A Primeira Vista do Amor (Because I Said So, 2007).
-
Book Club: O Clube do Livro (Book Club, 2018) e sua sequência (Book Club: The Next Chapter, 2023).
Prêmios Conquistados
-
Oscar de Melhor Atriz – Annie Hall (1977).
-
Globo de Ouro de Melhor Atriz (Comédia/Romance) – Annie Hall (1978) e Something’s Gotta Give (2004).
-
BAFTA de Melhor Atriz – Annie Hall.
-
Prêmio AFI Life Achievement Award (2017) – reconhecimento pelo conjunto da obra.
-
Diversas indicações ao Emmy, SAG Awards e Critics Choice Awards.
Vida Pessoal e Relacionamentos com Famosos
Diane Keaton nunca se casou, algo que ela sempre mencionou com humor e orgulho.
Durante sua vida, teve relacionamentos notórios com figuras importantes do cinema:
-
Woody Allen, durante os anos 1970.
-
Warren Beatty, com quem atuou em Reds (1981).
-
Al Pacino, seu parceiro de cena em O Poderoso Chefão — o relacionamento foi intermitente e terminou nos anos 1980.
Keaton sempre preservou sua privacidade e manteve uma imagem discreta, fora dos escândalos típicos de Hollywood.
Filhos
Diane Keaton adotou dois filhos na década de 1990:
-
Dexter Keaton, adotada em 1996.
-
Duke Keaton, adotado em 2001.
Ela frequentemente fala sobre como a maternidade tardia transformou sua vida.
Moda e Estilo Pessoal
Keaton é considerada um ícone fashion.
Seu estilo inconfundível combina ternos masculinos, chapéus, gravatas, coletes e roupas oversized, sempre com um toque vintage e elegante.
Desde Annie Hall, seu figurino — criado com a própria contribuição da atriz — influenciou a moda feminina, tornando o estilo andrógino uma tendência mundial.
Ela é conhecida por usar roupas de alfaiataria, cores neutras e acessórios ousados, sendo referência de autenticidade e sofisticação.
Legado
Diane Keaton é uma das atrizes mais respeitadas de Hollywood, símbolo de independência, talento e estilo.
Sua carreira influenciou gerações de atrizes por sua capacidade de transitar entre a comédia romântica e o drama com naturalidade.
Além de atriz, é diretora, produtora e escritora, tendo publicado livros de memórias e de fotografia.
Seu legado ultrapassa o cinema: representa a mulher moderna, criativa e livre das convenções — tanto na arte quanto na vida.
Cronologia da Carreira de Diane Keaton
Década de 1960 – Início no Teatro
-
1966–1968: Estuda teatro na Neighborhood Playhouse School of the Theatre, em Nova York.
-
1968: Faz sua estreia profissional no musical Hair, um dos símbolos da contracultura.
-
1969: Participa da peça Play It Again, Sam, escrita por Woody Allen — peça que muda sua vida profissional.
Década de 1970 – Ascensão e Consagração
-
1970: Faz pequenas participações em séries e programas de TV.
-
1972: Estreia no cinema com destaque em Play It Again, Sam (Sonhos de um Sedutor).
-
1972: É escalada por Francis Ford Coppola para viver Kay Adams em O Poderoso Chefão, papel que a projeta internacionalmente.
-
1974: Retorna na sequência O Poderoso Chefão: Parte II.
-
1977: Interpreta Annie Hall no filme homônimo de Woody Allen, pelo qual ganha o Oscar, BAFTA e Globo de Ouro de Melhor Atriz.
-
1978: Atua em Interiores, um drama familiar de Woody Allen.
-
1979: Brilha em Manhattan, um dos maiores sucessos de Allen.
Marco: Diane Keaton torna-se ícone do cinema e símbolo do estilo “natural e independente” da mulher moderna dos anos 1970.
Década de 1980 – Reconhecimento e Maturidade
-
1981: Atua e é indicada ao Oscar por Reds, dirigido por Warren Beatty.
-
1982: Protagoniza Shoot the Moon, drama familiar elogiado pela crítica.
-
1984: Faz Mrs. Soffel, drama histórico com Mel Gibson.
-
1986: Atua em Crimes of the Heart, ao lado de Jessica Lange e Sissy Spacek.
-
1987: Dirige seu primeiro longa-metragem, Heaven, um documentário filosófico sobre a ideia de paraíso.
-
1989: Dirige o filme para TV Wildflower, com Patricia Arquette e Reese Witherspoon.
Marco: Expande sua carreira como diretora, demonstrando interesse por temas existenciais e visuais experimentais.
Década de 1990 – Popularidade e Diversificação
-
1991: Retorna às grandes bilheterias com O Pai da Noiva, com Steve Martin.
-
1993: Dirige Amelia Earhart: The Final Flight (TV).
-
1995: Lança O Pai da Noiva 2.
-
1996: Ganha aclamação com As Filhas de Marvin (Marvin’s Room), ao lado de Meryl Streep e Leonardo DiCaprio — indicada novamente ao Oscar.
-
1997: Dirige Unstrung Heroes, filme indicado ao Globo de Ouro.
-
1999: Atua em The Other Sister e Hanging Up (também dirigida por ela).
Marco: Torna-se uma figura estável em Hollywood, transitando entre papéis de mãe e mulher independente, mantendo sempre o prestígio artístico.
Década de 2000 – Reencontro com o Sucesso Popular
-
2000: Estrela Town & Country com Warren Beatty.
-
2003: Protagoniza Alguém Tem que Ceder (Something’s Gotta Give), com Jack Nicholson — sucesso mundial e nova indicação ao Oscar e Globo de Ouro.
-
2005: Atua em O Casamento de Rachel e A Família Stone (The Family Stone).
-
2007: Estrela a comédia romântica Because I Said So (A Primeira Vista do Amor).
Marco: Reafirma-se como ícone de comédias românticas maduras, mostrando que talento e charme não têm idade em Hollywood.
Década de 2010 – Livros, TV e Reconhecimento
-
2010: Lança seu livro de memórias Then Again, dedicado à sua mãe.
-
2013: Publica o livro Let’s Just Say It Wasn’t Pretty, sobre beleza, envelhecimento e autenticidade.
-
2016: Atua em Love the Coopers e em Finding Dory (voz).
-
2017: Recebe o AFI Life Achievement Award, a maior honraria do cinema americano.
-
2018: Retorna com a comédia Book Club, sucesso de público.
Marco: Torna-se referência cultural também como escritora e figura inspiradora para mulheres maduras no entretenimento.
Década de 2020 – Ícone Ativo e Atemporal
-
2020: Continua aparecendo em produções leves e elegantes, além de entrevistas e eventos sobre cinema e moda.
-
2023: Lança Book Club: The Next Chapter, sequência do sucesso anterior.
-
Trabalha também em projetos de arquitetura, restauração de casas antigas e fotografia, áreas pelas quais é apaixonada.
Marco: Aos 70+ anos, mantém relevância artística e carisma público, sendo uma das poucas atrizes da Nova Hollywood ainda em plena atividade.
🎬 Como Diretora e Produtora
Diane Keaton dirigiu diversos projetos que exploram o visual, a filosofia e a emoção humana:
-
Heaven (1987) – documentário sobre a ideia de paraíso.
-
Wildflower (1991) – filme para TV indicado ao Globo de Ouro.
-
Amelia Earhart: The Final Flight (1994) – filme biográfico para televisão.
-
Unstrung Heroes (1995) – drama familiar indicado ao Globo de Ouro.
-
Hanging Up (2000) – comédia dramática estrelada por Meg Ryan e Lisa Kudrow.
Além disso, produziu e atuou em diversos projetos independentes e documentários sobre arquitetura e fotografia.
Legado Final
Diane Keaton é um ícone cultural completo:
Atriz premiada e respeitada por críticos e público.
Escritora de sucesso e cronista da vida feminina moderna.
Ícone fashion eterno, com estilo inconfundível e autêntico.
Representante da mulher autônoma, criativa e fora dos padrões convencionais de Hollywood.
sábado, 11 de outubro de 2025
Filmografia Robert Redford
quinta-feira, 9 de outubro de 2025
Descalços no Parque
Título Original: Barefoot in the Park
Ano de Produção: 1967
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Gene Saks
Roteiro: Neil Simon
Elenco: Robert Redford, Jane Fonda, Charles Boyer, Mildred Natwick
Sinopse:
Um jovem casal recém-casado se muda para um pequeno e frio apartamento em Nova Iorque. Ele, Paul Bratter (Robert Redford), é um advogado em começo de carreira, conservador e presunçoso. Ela, Corie Bratter (Jane Fonda), acaba sendo o extremo oposto dele, uma jovem com ideias liberais, espírito livre e independente, que gosta de fazer tudo o que lhe traga prazer e aventura. Mesmo sendo tão diferentes vão morar juntos nesse prédio localizado no Washington Square Park, onde aprenderão a viver a dura rotina de um casamento. Filme indicado ao Oscar na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante (Mildred Natwick). Também indicado ao Bafta Awards na categoria de Melhor Atriz (Jane Fonda).
Comentários:
Baseado numa peça teatral escrita pelo ótimo Neil Simon, "Barefoot in the Park" é um clássico romântico que se desenvolve na rotina desse casal que, aos poucos, vai descobrindo as delícias e torturas de se viver sob um mesmo teto. Além de possuírem personalidades conflitantes (a ponto inclusive de pararmos para perguntar como se apaixonaram!), eles precisam contornar os pequenos problemas do dia a dia, a rotina maçante e enervante de ter que conviver no cotidiano. Costuma-se dizer que nada é mais eficaz para se destruir um relacionamento e uma paixão do que o próprio casamento! Ironias à parte, o que vale mesmo aqui é a ótima atuação tanto de Robert Redford como de Jane Fonda (interpretando uma personagem que diga-se de passagem é quase uma caricatura de si mesmo, de sua vida real). Ambos estavam jovens e adoráveis e a excelente química deles funciona perfeitamente bem. Só não recomendo o filme para pessoas que não gostam muito de tramas passadas quase que inteiramente dentro de ambientes fechados, com muitos diálogos e jeitão de peça de teatro. O filme é bem isso, por essa razão se esse não for o seu tipo de filme é melhor esquecer. Não que se trate de algo chato, pelo contrário, o humor de Neil Simon alivia bastante esse aspecto, mas o estilo teatral realmente se impõe em vários momentos. No mais, para quem gosta de boas atuações e bom cinema, "Descalços no Parque" é uma ótima pedida para se assistir a dois, mesmo que isso acabe dando margem para intermináveis discussões sobre seu próprio relacionamento amoroso depois com sua companheira.
Pablo Aluísio.
quarta-feira, 8 de outubro de 2025
Robert Redford (1936 - 2025)
🎭 Robert Redford — Biografia Completa
📖 História
Charles Robert Redford Jr. nasceu em 18 de agosto de 1936, em Santa Monica, Califórnia (EUA).
Filho de Charles Redford Sr., contador, e Martha Hart Redford, cresceu em um ambiente de classe média modesta.
Durante a juventude, estudou na University of Colorado, mas abandonou os estudos após se envolver com bebida e perder a bolsa esportiva.
Viajou pela Europa, especialmente França e Itália, onde desenvolveu interesse por arte e teatro.
Ao retornar aos EUA, estudou atuação na American Academy of Dramatic Arts, em Nova York, e começou no teatro antes de chegar à televisão e ao cinema no fim dos anos 1950.
🎬 Principais Filmes da Carreira
| Ano | Título | Papel | Observações |
|---|---|---|---|
| 1962 | War Hunt | Ken | Estreia no cinema. |
| 1966 | Inside Daisy Clover | Wade Lewis | Primeiro grande destaque em Hollywood. |
| 1967 | Barefoot in the Park (Descalços no Parque) | Paul Bratter | Com Jane Fonda — enorme sucesso de bilheteria. |
| 1969 | Butch Cassidy and the Sundance Kid (Butch Cassidy) | Sundance Kid | Clássico com Paul Newman; consagração mundial. |
| 1972 | Jeremiah Johnson | Jeremiah Johnson | Western de sucesso e marco na carreira. |
| 1973 | The Sting (Golpe de Mestre) | Johnny Hooker | Oscar de Melhor Filme; parceria com Newman. |
| 1973 | The Way We Were (Nosso Amor de Ontem) | Hubbell Gardiner | Drama romântico com Barbra Streisand. |
| 1975 | Three Days of the Condor (Três Dias do Condor) | Joe Turner | Thriller político e um de seus papéis mais lembrados. |
| 1976 | All the President’s Men (Todos os Homens do Presidente) | Bob Woodward | Indicado ao Oscar; marco do cinema político. |
| 1980 | Ordinary People (Gente Como a Gente) | Diretor | Oscar de Melhor Diretor. |
| 1992 | A River Runs Through It (Nada É para Sempre) | Diretor / Produtor | Drama familiar com Brad Pitt. |
| 1994 | Quiz Show – A Verdade dos Bastidores | Diretor | Indicado ao Oscar de Melhor Diretor. |
| 1998 | The Horse Whisperer (O Encantador de Cavalos) | Tom Booker / Diretor | Sucesso de crítica e público. |
| 2013 | All Is Lost (Até o Fim) | O próprio (“O Homem”) | Atuação solo, aclamada mundialmente. |
| 2018 | The Old Man & the Gun (Um Ladrão com Estilo) | Forrest Tucker | Seu último papel principal no cinema. |
❤️ Vida Pessoal
-
Casou-se em 1958 com Lola Van Wagenen, historiadora e ativista.
-
Tiveram quatro filhos: Scott (falecido em 1959, ainda bebê), Shauna, David James (“Jamie”) e Amy Redford.
-
Divorciaram-se em 1985.
-
-
Em 2009, casou-se novamente com Sibylle Szaggars, artista plástica alemã.
-
Redford sempre foi reservado e avesso à vida pública, preferindo viver em seu rancho em Utah.
-
Fundador do Sundance Institute (1981), criado para apoiar cineastas independentes.
-
O Sundance Film Festival, nascido desse projeto, tornou-se o maior festival de cinema independente do mundo.
-
🕰️ Cronologia – Linha do Tempo da Vida de Robert Redford
| Ano | Evento |
|---|---|
| 1936 | Nasce em Santa Monica, Califórnia. |
| 1950s | Abandona faculdade, viaja pela Europa e começa a estudar atuação. |
| 1959 | Inicia carreira na televisão americana. |
| 1962 | Estreia no cinema com War Hunt. |
| 1967 | Sucesso com Descalços no Parque. |
| 1969 | Lança Butch Cassidy and the Sundance Kid e se torna astro internacional. |
| 1972–1976 | Era de ouro com Jeremiah Johnson, The Sting e All the President’s Men. |
| 1980 | Vence o Oscar de Melhor Diretor por Gente Como a Gente. |
| 1981 | Funda o Sundance Institute. |
| 1992–1998 | Dirige grandes sucessos e consolida seu papel de mentor no cinema independente. |
| 2000s | Dedica-se a projetos ambientais e políticos. |
| 2013 | Interpreta All Is Lost, recebendo aclamação crítica. |
| 2018 | Anuncia aposentadoria como ator com The Old Man & the Gun. |
| 2020s | Mantém-se ativo em causas ambientais e como referência cultural. |
🌎 Importância Histórica
-
Ícone do cinema americano dos anos 1970.
-
Pioneiro na promoção do cinema independente.
-
Equilibrava o charme hollywoodiano com papéis de conteúdo político e existencial.
-
Um dos poucos artistas a alcançar sucesso simultâneo como ator, diretor e produtor.
-
O Sundance Film Festival moldou carreiras de diretores como Quentin Tarantino, Steven Soderbergh e Darren Aronofsky.
🏆 Legado
-
Oscar, Globo de Ouro e Prêmio Cecil B. DeMille (pelo conjunto da obra).
-
Reverenciado como um dos homens mais influentes da história do cinema americano.
-
Inspiração para atores e diretores que buscam autenticidade e liberdade criativa.
-
Figura símbolo do ativismo ambiental e político no cinema.
📚 Bibliografia – Principais Livros sobre Robert Redford
| Título | Autor | Ano | Descrição |
|---|---|---|---|
| Robert Redford: The Biography | Michael Feeney Callan | 2011 | Biografia autorizada, detalha sua vida e obra com base em entrevistas exclusivas. |
| Robert Redford and the American West | James Spada | 1996 | Analisa a relação do ator com a imagem do “homem do Oeste” e seu papel na cultura americana. |
| Robert Redford: The Sundance Kid | Lawrence J. Quirk | 1974 | Um dos primeiros estudos sobre sua persona cinematográfica. |
| Conversations with Robert Redford | D. K. Holm | 2009 | Compilação de entrevistas com o ator/diretor sobre arte e política. |
| The Sundance Kid: An Unauthorized Biography | Lawrence Linderman | 1999 | Biografia não oficial, explorando aspectos menos conhecidos de sua vida pessoal. |
sábado, 4 de outubro de 2025
O Selvagem da Motocicleta
O Selvagem da MotocicletaInterpretando um personagem chamado apenas de "Motorcycle Boy", Rourke desfila todo seu talento, mostrando um jovem sem perspectivas, melancólico, introspectivo e completamente cool. Na época de lançamento do filme foi comparado aos grandes ídolos do passado como Marlon Brando e James Dean. Outro destaque fica com Dennis Hooper, fazendo um pai ausente, com problemas de alcoolismo e totalmente fracassado. Diane Lane, muito jovem e linda, e Nicolas Cage (com vasta cabeleira) completam o talentoso grupo de atores e de quebra demonstram como o tempo muda as pessoas. A trilha sonora é de Stewart Copeland, do The Police, o que traz uma ótima atmosfera própria para o filme.
O Selvagem da Motocicleta (Rumble Fish, Estados Unidos, 1983) Direção: Francis Ford Coppola / Roteiro: Francis Ford Coppola, S. E. Hinton / Trilha Sonora: Stewart Copeland / Elenco: Matt Dillon, Mickey Rourke, Diane Lane, Dennis Hopper, Diana Scarwid, Vincent Spano, William Smith, S. E. Hinton, Sofia Coppola, Chris Penn, Michael Higgins, Nicolas Cage, Tom Waits, Laurence Fishburne / Sinopse: Jovem motoqueiro desiludido (Mickey Rourke) tenta ajudar seu irmão e seu pai após se tornar um ícone dos jovens moradores do local.
Pablo Aluísio.























