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sábado, 12 de setembro de 2026

Essa Mulher é Proibida

Título no Brasil: Essa Mulher é Proibida
Título Original: This Property Is Condemned
Ano de Lançamento: 1966
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Sydney Pollack
Roteiro: Francis Ford Coppola, Fred Coe e Edith Sommer, baseado em peça de Tennessee Williams
Elenco: Natalie Wood, Robert Redford, Charles Bronson, Kate Reid, Mary Badham e Robert Blake

Sinopse: 
Durante a Grande Depressão, Owen Legate, funcionário de uma companhia ferroviária, chega à pequena cidade de Dodson, no Mississippi, com a missão de fechar parte da ferrovia e dispensar vários trabalhadores. Ele se hospeda na pensão de Hazel Starr e conhece suas duas filhas, Alva e Willie. Alva é uma jovem muito bonita e ambiciosa, acostumada a chamar a atenção dos homens da cidade e sonhando com uma vida melhor longe daquele lugar. Ao conhecer Owen, ela acredita ter encontrado a oportunidade de escapar para uma vida diferente e se apaixona por ele. Owen, porém, tenta manter distância, sabendo que sua presença na cidade está diretamente relacionada ao fim dos empregos e à decadência econômica do local. A situação se complica ainda mais por causa da mãe de Alva, que possui seus próprios interesses e tenta controlar o futuro da filha. O relacionamento entre Alva e Owen acaba provocando conflitos e contribuindo para uma série de acontecimentos trágicos.

Comentários: 
Essa Mulher é Proibida foi um dos primeiros trabalhos importantes de Sydney Pollack no cinema e também marcou a primeira colaboração entre o diretor e Robert Redford, parceria que posteriormente produziria vários filmes conhecidos. A produção adapta livremente uma peça de Tennessee Williams e procura transformar a história teatral em um drama romântico de grandes proporções. Natalie Wood interpreta Alva com uma combinação de fragilidade, sensualidade e ambição, enquanto Robert Redford apresenta Owen como um homem mais reservado, determinado a cumprir sua missão profissional. Charles Bronson e Kate Reid também se destacam, especialmente Kate Reid como a controladora Hazel. A fotografia de James Wong Howe contribui para criar uma atmosfera quente, melancólica e decadente, combinando a paisagem do sul dos Estados Unidos com a sensação de fim de uma época. A química entre Wood e Redford foi bastante elogiada posteriormente, e o filme permanece como um exemplo interessante do cinema dramático americano dos anos 1960.

A recepção crítica na época foi dividida. A Variety considerou o filme bem produzido e bem interpretado, destacando sua capacidade de tratar um tema adulto sem cair no exagero melodramático, enquanto Bosley Crowther, do The New York Times, foi bastante mais severo e criticou a história por considerá-la sentimental e pouco convincente. Atualmente, o filme possui 62% de aprovação entre os críticos no Rotten Tomatoes, mostrando que continua sendo uma obra de avaliação intermediária. Natalie Wood recebeu uma indicação ao Globo de Ouro por sua atuação, e o filme também é lembrado pela presença de nomes que posteriormente alcançariam grande importância no cinema, como Coppola na elaboração do roteiro e Pollack atrás das câmeras. Embora não tenha alcançado o mesmo prestígio de outros filmes de Pollack e Redford, Essa Mulher é Proibida conserva interesse justamente por reunir grandes talentos em uma história marcada por desejo, ambição, decadência e frustração. Hoje, é particularmente valorizado por admiradores de Natalie Wood, Robert Redford e do cinema americano dos anos 1960.

Erick Steve. 

sábado, 5 de setembro de 2026

Obsessão de Matar

Título no Brasil: Obsessão de Matar
Título Original: War Hunt
Ano de Lançamento: 1962
País: Estados Unidos
Estúdio: T-D Enterprises
Direção: Denis Sanders
Roteiro: Stanford Whitmore
Elenco: John Saxon, Robert Redford, Charles Aidman, Sydney Pollack, Gavin MacLeod, Tommy Matsuda

Sinopse:
Ambientado nos últimos dias da Guerra da Coreia, o filme acompanha o soldado Roy Loomis, um jovem idealista enviado para a linha de frente. Integrado a uma companhia de infantaria, Loomis conhece o soldado Raymond Endore, um combatente perturbador que realiza missões noturnas por conta própria e desenvolveu um comportamento extremamente violento. Enquanto Loomis tenta compreender a brutalidade da guerra, Endore parece cada vez mais fascinado pelo ato de matar. A chegada do armistício coloca os dois personagens diante das consequências psicológicas e morais da experiência de combate. O filme utiliza essa relação para questionar os limites entre disciplina militar, violência e desumanização provocada pela guerra.

Comentários:
War Hunt recebeu uma recepção crítica bastante positiva em seu lançamento, especialmente por tratar a guerra de maneira sombria e pouco convencional. Bosley Crowther, do The New York Times, destacou o filme como uma obra de guerra original e perturbadora, elogiando particularmente sua abordagem humana e anti-heroica. A revista The New Yorker, em crítica de Whitney Balliett, foi igualmente entusiasmada, classificando-o como uma realização especial e ressaltando sua sutileza, seu tom comovente e sua recusa em transformar a guerra em propaganda ou melodrama. A Variety também registrou críticas geralmente favoráveis. O reconhecimento crítico foi reforçado quando o National Board of Review incluiu War Hunt entre os dez melhores filmes em língua inglesa de 1962. No Festival Internacional de Locarno, o longa recebeu o Golden Sail, e posteriormente chegou a ser finalista ao United Nations Award.

Apesar da boa recepção artística, War Hunt não foi um grande sucesso comercial. Produzido em apenas 15 dias e com orçamento extremamente reduzido, estimado entre US$ 250 mil e US$ 275 mil, o filme acabou sendo considerado um fracasso financeiro, embora tenha ajudado a aumentar a procura pelo trabalho do diretor Denis Sanders. Sua importância histórica, entretanto, acabou sendo maior do que seu desempenho nas bilheterias. O filme marcou a estreia cinematográfica de Robert Redford, além das primeiras aparições de Sydney Pollack e Tom Skerritt, e foi particularmente importante para o futuro relacionamento profissional entre Redford e Pollack. Atualmente, War Hunt é visto como uma pequena e subestimada obra do cinema de guerra americano dos anos 1960, valorizada por sua atmosfera realista, seu estudo psicológico da violência e por antecipar a carreira de importantes nomes de Hollywood.

Erick Steve. 

sábado, 4 de abril de 2026

Um Momento, Uma Vida

Título no Brasil: Um Momento, Uma Vida
Título Original: Bobby Deerfield
Ano de Lançamento: 1977
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Sydney Pollack
Roteiro: Alvin Sargent, Sydney Pollack
Elenco: Al Pacino, Marthe Keller, Anny Duperey, Walter McGinn, Romolo Valli, Patrick Bauchau

Sinopse:
Bobby Deerfield é um famoso piloto de Fórmula 1 que vive uma vida marcada pela disciplina e pelo isolamento emocional. Após um acidente envolvendo um colega de equipe, ele começa a questionar o sentido de sua existência. Durante uma viagem à Europa, Bobby conhece Lillian, uma mulher excêntrica e cheia de vida, que sofre de uma doença terminal. A convivência entre os dois transforma profundamente o piloto, levando-o a confrontar seus medos, suas emoções reprimidas e a efemeridade da vida. O relacionamento entre eles se torna um ponto de virada em sua jornada pessoal.

Comentários:
Lançado em 1977, Bobby Deerfield recebeu críticas mistas. O The New York Times destacou a tentativa de Sydney Pollack de criar um drama introspectivo, mas considerou o resultado emocionalmente distante. Já a revista Variety elogiou a fotografia e o cenário europeu, mas apontou que o filme carecia de maior envolvimento dramático. Nas bilheterias, o desempenho foi modesto, ficando abaixo das expectativas, especialmente considerando o prestígio de Al Pacino na época. Com o passar dos anos, o filme passou a ser reavaliado como uma obra contemplativa e diferente dentro da filmografia do ator e do diretor. Hoje, Bobby Deerfield é visto como um drama existencial curioso, valorizado por sua atmosfera e pela tentativa de explorar temas profundos como amor, morte e transformação pessoal.

Erick Steve. 

sábado, 20 de setembro de 2025

Nosso Amor de Ontem

Título no Brasil: Nosso Amor de Ontem
Título Original: The Way We Were
Ano de Lançamento: 1973
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Sydney Pollack
Roteiro: Arthur Laurents, Francis Ford Coppola
Elenco: Robert Redford, Barbra Streisand, Bradford Dillman, Patrick O'Neal, Murray Hamilton, Diana Ewing

Sinopse:
Dois jovens se conhecem na universidade e no começo não se dão muito bem. Ela é uma universitária ativista, muito ligada em política, enquanto ele é um cara bonitão, atleta e ligado em esportes. Ainda assim após um tempo começam a namorar. E depois de alguns anos na marinha ele retorna, tempos depois, para tentar reconstruir aquele belo relacionamento. 

Comentários:
Um filme romântico com aquele estilo dos velhos tempos. A publicidade dessa produção na época se baseou muito na união, pela primeira vez no cinema, de Robert Redford e Barbra Streisand, Duas pessoas bem diferentes. Ela era a preferida da crítica, representante jovem da classe artística judaica de Nova Iorque em Hollywood. Redford era o golden boy da indústria, um galã muito popular, o representante máximo do estilo dos antigos galãs made in USA. Curiosamente, embora tão diferentes em estilos, funcionaram perfeitamente no filme. Há química real nesse casal em cada cena. A trilha sonora também é muito boa, obviamente tendo a música tema do filme sendo cantada pela própria Barbra Streisand. Alguns dizem que o filme ficou com um estilo um pouco pesado demais, um dramalhão romântico um pouco fora do tom. Não penso assim. Assisti e apreciei o estilo do filme, sem dúvida um belo momento nas carreiras dessas duas grandes estrelas da história do cinema norte-americano. 

Pablo Aluísio.