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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Superman IV: Em Busca da Paz

Superman IV: Em Busca da Paz
O filme Superman IV: Em Busca da Paz (Superman IV: The Quest for Peace) foi lançado nos Estados Unidos em 24 de julho de 1987, marcando o retorno de Christopher Reeve ao papel de Clark Kent/Superman em um momento delicado da franquia. A direção ficou a cargo de Sidney J. Furie, enquanto o elenco principal inclui Gene Hackman, retomando o papel de Lex Luthor, Margot Kidder como Lois Lane, Jackie Cooper como Perry White e Mariel Hemingway como a nova personagem Lacy Warfield. A história parte de um contexto fortemente influenciado pelas tensões da Guerra Fria, quando Superman decide tomar uma atitude radical diante da ameaça nuclear global. Ao mesmo tempo, Lex Luthor surge com um novo e perigoso plano, criando um inimigo capaz de desafiar o herói de forma inédita. O ponto de partida do enredo aposta em uma mensagem pacifista explícita, colocando Superman como símbolo de esperança em um mundo à beira da autodestruição, sem jamais revelar o desfecho da trama.

Na época de seu lançamento, Superman IV foi recebido de maneira majoritariamente negativa pela crítica americana. O The New York Times descreveu o filme como “bem-intencionado, porém desajeitado”, criticando a execução da mensagem política e a precariedade dos efeitos especiais. O Los Angeles Times apontou que a produção parecia “apressada e tecnicamente inferior”, especialmente quando comparada aos filmes anteriores da série. A revista Variety destacou que, apesar do carisma contínuo de Christopher Reeve, o roteiro carecia de consistência e dramaticidade. Muitos críticos observaram que o tom ingênuo do filme não dialogava mais com o público da década de 1980, que esperava narrativas mais sofisticadas.

A The New Yorker foi ainda mais dura, afirmando que o filme reduzia conflitos complexos a soluções simplistas, enquanto o Washington Post comentou que Superman IV parecia “um eco distante da grandiosidade do original de 1978”. As críticas também recaíram sobre os efeitos visuais, considerados fracos até mesmo para os padrões da época, consequência direta de severos cortes orçamentários durante a produção. O consenso crítico foi amplamente negativo, classificando o filme como o ponto mais baixo da série clássica do Superman. Ainda assim, alguns textos reconheceram o mérito da intenção moral da história, mesmo que mal executada.

Do ponto de vista comercial, Superman IV: Em Busca da Paz teve um desempenho decepcionante. Produzido com um orçamento estimado em cerca de US$ 17 milhões, significativamente menor que os filmes anteriores, o longa arrecadou apenas cerca de US$ 15 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos. No mercado internacional, a arrecadação foi igualmente fraca, resultando em um total mundial em torno de US$ 36 milhões. Esses números representaram um fracasso comercial e financeiro, selando o fim da franquia cinematográfica do Superman naquele período. O desempenho negativo também contribuiu para a falência da Cannon Films, estúdio responsável pela produção.

Atualmente, Superman IV é amplamente lembrado como um exemplo de declínio de uma grande franquia, sendo frequentemente citado entre os piores filmes de super-heróis já produzidos. Críticos contemporâneos reconhecem que o filme sofreu com limitações orçamentárias extremas e interferências criativas, o que comprometeu seriamente seu resultado final. Ainda assim, alguns fãs revisitam a obra com certo olhar nostálgico, destacando o compromisso pessoal de Christopher Reeve com a mensagem pacifista do filme. Hoje, Superman IV é visto mais como uma curiosidade histórica do que como uma obra representativa do potencial do personagem.

Superman IV: Em Busca da Paz (Superman IV: The Quest for Peace, Estados Unidos/Reino Unido, 1987) Direção: Sidney J. Furie / Roteiro: Lawrence Konner e Mark Rosenthal (história baseada em argumento de Christopher Reeve) / Elenco: Christopher Reeve, Gene Hackman, Margot Kidder, Jackie Cooper, Mariel Hemingway, Jon Cryer / Sinopse: Diante da ameaça nuclear global, Superman decide agir para eliminar armas de destruição em massa, enquanto um antigo inimigo cria uma nova força capaz de colocar em risco o equilíbrio do mundo e o próprio ideal de paz.

Erick Steve. 

sexta-feira, 28 de março de 2025

As Máquinas Quentes

As Máquinas Quentes
O primeiro filme de Robert Redford na década de 1970. Na época ele chegou a dizer que era o melhor script que tinha lido em sua vida. Claro, um exagero absoluto, fruto de sua inexperiência naqueles tempos hoje distantes. O que temos aqui é até um bom filme, mas com uma clara intenção de seguir os passos de "Sem Destino". A diferença é que aquele tinha uma forte ligação com a cultura hippie e a flower power enquanto essa produção era bem mais convencional e nada revolucionária. Um filme que só queria divertir o público que fosse ao cinema, nada mais. 

A base do enredo porém surgia bem parecido, mostrando dois motoqueiros, seus amores e experiências de vida. Ambos possuem personalidades bem diferentes. Redford interpreta o piloto boa pinta e mulherengo, enquanto seu amigo vai mais para a linha do humor. Um filme bacana, com a cara daquela época. Não deixa de ser uma boa diversão mesmo revisto nos dias atuais. E Redford, claro, estava mais galã e "golden boy" do que nunca nessa produção. Era considerado o mais bonito ator de cinema dos anos 70. 

As Máquinas Quentes (Little Fauss and Big Halsy, Estados Unidos, 1970) Direção: Sidney J. Furie / Roteiro: Charles Eastman / Elenco: Robert Redford, Michael J. Pollard, Lauren Hutton / Sinopse: Dois pilotos de motos tentam se dar bem na vida profissional e no amor na década de 1970, no interior dos Estados Unidos. Em cada nova corrida, uma vitória, uma derrota e um novo amor!

Pablo Aluísio.