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sábado, 12 de setembro de 2026

Caçada Humana

Caçada Humana
Existe críticos que classificam esse filme como um western. Bom, eu não concordaria com esse tipo de visão. Não é um filme passado nos séculos XVIII e XIX e nem conta uma história sobre a colonização do Oeste Selvagem. Na realidade é um filme passado nos anos 60, mostrando a ebulição social que ocorria dentro da sociedade norte-americana naquele período histórico. Marlon Brando está excelente como um xerife de uma pequena cidade do sul. O ator que sempre foi um liberal e um progressista de carteirinha, usou esse papel para de certa forma denunciar o racismo, a corrupção e até mesmo a mentalidade fascista de homens da lei que imperavam naquele momento. Brando usa seu papel para mostrar o tipo mais asqueroso possível. E nesse processo certamente sentiu um grande prazer em denunciar no cinema esse tipo de facínora fardado. 

Jane Fonda era jovem e linda quando realizou esse filme. Realmente ela estava na sua melhor forma, ainda colhendo os frutos de sua juventude. Já era, mesmo naquela idade, uma boa atriz, mas vamos convir que não conseguia fazer frente ao talento de Brando. Quando eles contracenam no filme isso fica bem claro. Brando parece uma força da natureza em sua atuação, já ela parece estar meio assustada e isso não era bem uma característica de sua personagem. Há claramente um desnível de atuação entre eles dois. O resto do elenco é excelente, contando inclusive com jovens atores que iriam virar astros em Hollywood como o próprio Robert Redford! Enfim, esse pode ser considerado um dos bons filmes de Brando naquela fase em que sua carreira estava em baixa em termos de bilheteria. Não fez o sucesso esperado e nem conseguiu dar um alívio para Brando no aspecto puramente comercial, mas é sem dúvida um grande filme de sua carreira. 

Caçada Humana (The Chase, Estados Unidos, 1966) Direção: Arthur Penn / Roteiro: Arthur Penn, Horton Foote / Elenco: Marlon Brando, Jane Fonda, Robert Redford, Angie Dickinson, Robert Duvall, James Fox, Jocelyn Brando / Sinopse: Numa pequena cidade sulista dos Estados Unidos, um xerife violento e brutal caça um fugitivo da justiça. E essa caçada se torna a maior de suas obsessões pessoais. 

Pablo Aluísio. 

Essa Mulher é Proibida

Título no Brasil: Essa Mulher é Proibida
Título Original: This Property Is Condemned
Ano de Lançamento: 1966
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Sydney Pollack
Roteiro: Francis Ford Coppola, Fred Coe e Edith Sommer, baseado em peça de Tennessee Williams
Elenco: Natalie Wood, Robert Redford, Charles Bronson, Kate Reid, Mary Badham e Robert Blake

Sinopse: 
Durante a Grande Depressão, Owen Legate, funcionário de uma companhia ferroviária, chega à pequena cidade de Dodson, no Mississippi, com a missão de fechar parte da ferrovia e dispensar vários trabalhadores. Ele se hospeda na pensão de Hazel Starr e conhece suas duas filhas, Alva e Willie. Alva é uma jovem muito bonita e ambiciosa, acostumada a chamar a atenção dos homens da cidade e sonhando com uma vida melhor longe daquele lugar. Ao conhecer Owen, ela acredita ter encontrado a oportunidade de escapar para uma vida diferente e se apaixona por ele. Owen, porém, tenta manter distância, sabendo que sua presença na cidade está diretamente relacionada ao fim dos empregos e à decadência econômica do local. A situação se complica ainda mais por causa da mãe de Alva, que possui seus próprios interesses e tenta controlar o futuro da filha. O relacionamento entre Alva e Owen acaba provocando conflitos e contribuindo para uma série de acontecimentos trágicos.

Comentários: 
Essa Mulher é Proibida foi um dos primeiros trabalhos importantes de Sydney Pollack no cinema e também marcou a primeira colaboração entre o diretor e Robert Redford, parceria que posteriormente produziria vários filmes conhecidos. A produção adapta livremente uma peça de Tennessee Williams e procura transformar a história teatral em um drama romântico de grandes proporções. Natalie Wood interpreta Alva com uma combinação de fragilidade, sensualidade e ambição, enquanto Robert Redford apresenta Owen como um homem mais reservado, determinado a cumprir sua missão profissional. Charles Bronson e Kate Reid também se destacam, especialmente Kate Reid como a controladora Hazel. A fotografia de James Wong Howe contribui para criar uma atmosfera quente, melancólica e decadente, combinando a paisagem do sul dos Estados Unidos com a sensação de fim de uma época. A química entre Wood e Redford foi bastante elogiada posteriormente, e o filme permanece como um exemplo interessante do cinema dramático americano dos anos 1960.

A recepção crítica na época foi dividida. A Variety considerou o filme bem produzido e bem interpretado, destacando sua capacidade de tratar um tema adulto sem cair no exagero melodramático, enquanto Bosley Crowther, do The New York Times, foi bastante mais severo e criticou a história por considerá-la sentimental e pouco convincente. Atualmente, o filme possui 62% de aprovação entre os críticos no Rotten Tomatoes, mostrando que continua sendo uma obra de avaliação intermediária. Natalie Wood recebeu uma indicação ao Globo de Ouro por sua atuação, e o filme também é lembrado pela presença de nomes que posteriormente alcançariam grande importância no cinema, como Coppola na elaboração do roteiro e Pollack atrás das câmeras. Embora não tenha alcançado o mesmo prestígio de outros filmes de Pollack e Redford, Essa Mulher é Proibida conserva interesse justamente por reunir grandes talentos em uma história marcada por desejo, ambição, decadência e frustração. Hoje, é particularmente valorizado por admiradores de Natalie Wood, Robert Redford e do cinema americano dos anos 1960.

Erick Steve. 

sábado, 5 de setembro de 2026

À Procura do Destino

Título no Brasil: À Procura do Destino
Título Original: Inside Daisy Clover
Ano de Lançamento: 1965
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros. Pictures
Direção: Robert Mulligan
Roteiro: Gavin Lambert
Elenco: Natalie Wood, Christopher Plummer, Robert Redford, Ruth Gordon, Roddy McDowall, Katharine Bard

Sinopse:
Em 1936, Daisy Clover é uma adolescente rebelde que vive com a mãe em condições precárias em uma pequena cidade litorânea. Seu talento como cantora chama a atenção do poderoso produtor cinematográfico Raymond Swan, que a leva para Hollywood e transforma a jovem em uma estrela. Daisy rapidamente se torna uma sensação nacional, mas descobre que o glamour do cinema esconde um mundo de manipulação, exploração e crueldade. Sua vida pessoal também se complica quando se envolve com Wade Lewis, um jovem astro cuja personalidade é tão problemática quanto a própria indústria que os transformou em celebridades. À medida que Daisy perde o controle sobre sua imagem e sua vida, a promessa do sonho hollywoodiano começa a revelar seu lado mais sombrio.

Comentários:
Inside Daisy Clover recebeu uma recepção bastante dividida em seu lançamento e acabou sendo considerado um fracasso tanto de crítica quanto de público. A Variety publicou uma avaliação do filme ainda em dezembro de 1964, enquanto o The New York World-Telegram and The Sun foi bastante crítico, considerando que a sátira de Hollywood não conseguia produzir o efeito cômico pretendido. Décadas depois, a avaliação continuou controversa: a The New Yorker, em textos de Pauline Kael e David Denby, apontou problemas no roteiro, no ritmo e na direção, embora reconhecesse elementos interessantes na produção. A Time Out, por outro lado, observou que aquilo que originalmente parecia excessivamente ambíguo e artificial passou a adquirir certo charme e sutileza com o passar dos anos. Com orçamento estimado em US$ 4,5 milhões, o filme não encontrou seu público nos cinemas e teve desempenho comercial decepcionante. Sua situação foi agravada pelo corte de aproximadamente 21 minutos antes do lançamento, o que, segundo o Turner Classic Movies, contribuiu para que a produção parecesse dividida entre uma sátira de Hollywood e um melodrama. Apesar do fracasso inicial, Inside Daisy Clover recebeu três indicações ao Oscar, incluindo Melhor Atriz Coadjuvante para Ruth Gordon, e Gordon venceu o Globo de Ouro, enquanto Robert Redford recebeu o Globo de Ouro de revelação masculina.

Com o passar das décadas, o filme passou por uma interessante reavaliação. Exibido repetidamente na televisão e posteriormente disponibilizado em vídeo doméstico, acabou conquistando um status cult que não possuía quando chegou aos cinemas. Atualmente, é particularmente valorizado pela interpretação de Natalie Wood, pelo trabalho de Robert Redford em uma fase inicial de sua carreira e pela representação amarga dos mecanismos de fabricação de estrelas da Hollywood clássica. O BFI mantém a obra em seu catálogo, enquanto análises contemporâneas reconhecem que seus excessos e sua estranheza também fazem parte de seu interesse. Hoje, Inside Daisy Clover é visto menos como um grande sucesso de Hollywood e mais como uma obra incomum, sombria e subestimada sobre o preço da fama e a exploração da indústria cinematográfica.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

Situação Crítica Porém Jeitosa

Título no Brasil: Situação Crítica Porém Jeitosa
Título Original: Situation Hopeless -- But Not Serious
Ano de Lançamento: 1965
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Gottfried Reinhardt
Roteiro: Silvia Reinhardt, Jan Lustig
Elenco: Alec Guinness, Mike Connors, Robert Redford, Anita Höfer, Mady Rahl, Paul Dahlke

Sinopse:
Durante os últimos meses da Segunda Guerra Mundial, dois aviadores americanos, o Capitão Hank Wilson e o Sargento Lucky Finder, são abatidos sobre a Alemanha e acabam capturados por Wilhelm Frick, um solitário alemão que os mantém presos no porão de sua casa. Frick, porém, não é um típico carcereiro: trata os prisioneiros com relativa gentileza e, sobretudo, aprecia a companhia deles. O problema é que a guerra chega ao fim, mas Frick decide não contar a verdade aos americanos. Assim, Wilson e Finder permanecem confinados durante anos, acreditando que ainda são prisioneiros de guerra. A situação absurda transforma-se gradualmente em uma comédia de humor negro sobre isolamento, manipulação psicológica e as consequências da guerra. O filme foi baseado no romance The Hiding Place, de Robert Shaw.

Comentários:
Situation Hopeless -- But Not Serious é uma produção bastante peculiar dentro do cinema americano de guerra dos anos 1960, combinando comédia absurda, sátira e elementos de drama psicológico. O filme foi dirigido por Gottfried Reinhardt, filho do célebre diretor teatral Max Reinhardt, e contou com Alec Guinness no papel central de Wilhelm Frick. A presença de Guinness confere ao personagem uma mistura de excentricidade, melancolia e ameaça que impede que a história seja simplesmente uma comédia convencional. Robert Redford, ainda no início de sua carreira cinematográfica, interpreta o Capitão Hank Wilson, em uma de suas primeiras participações importantes no cinema. A Variety e outros veículos especializados receberam o filme de maneira relativamente discreta, enquanto a produção permaneceu muito menos conhecida do que outras comédias de guerra da década. Atualmente, a ausência de avaliações críticas agregadas no Rotten Tomatoes demonstra também como o longa permaneceu fora do circuito de reavaliações críticas mais amplo.

Do ponto de vista comercial, o filme não se transformou em um grande sucesso. Registros históricos de bilheteria o colocam apenas na parte inferior do ranking dos lançamentos americanos de 1965, com desempenho bastante modesto em comparação com os principais sucessos daquele ano. O interesse contemporâneo pela obra está menos relacionado à sua carreira comercial e mais ao seu elenco e à natureza incomum de sua história. Situation Hopeless -- But Not Serious também possui importância retrospectiva por representar uma das primeiras aparições cinematográficas de Robert Redford, antes de sua transformação em um dos maiores astros de Hollywood nas décadas seguintes. A crítica e o público atuais tendem a considerá-lo uma produção irregular, mas curiosa, especialmente para admiradores de Alec Guinness e Redford. No IMDb, o filme apresenta atualmente nota de aproximadamente 5,9/10, enquanto avaliações de espectadores destacam justamente seu caráter estranho e satírico. Seu legado permanece, portanto, principalmente como uma pequena e esquecida comédia de guerra dos anos 1960, recuperada ocasionalmente por cinéfilos interessados nos primeiros trabalhos de Robert Redford e na filmografia menos conhecida de Alec Guinness.

Erick Steve. 

Obsessão de Matar

Título no Brasil: Obsessão de Matar
Título Original: War Hunt
Ano de Lançamento: 1962
País: Estados Unidos
Estúdio: T-D Enterprises
Direção: Denis Sanders
Roteiro: Stanford Whitmore
Elenco: John Saxon, Robert Redford, Charles Aidman, Sydney Pollack, Gavin MacLeod, Tommy Matsuda

Sinopse:
Ambientado nos últimos dias da Guerra da Coreia, o filme acompanha o soldado Roy Loomis, um jovem idealista enviado para a linha de frente. Integrado a uma companhia de infantaria, Loomis conhece o soldado Raymond Endore, um combatente perturbador que realiza missões noturnas por conta própria e desenvolveu um comportamento extremamente violento. Enquanto Loomis tenta compreender a brutalidade da guerra, Endore parece cada vez mais fascinado pelo ato de matar. A chegada do armistício coloca os dois personagens diante das consequências psicológicas e morais da experiência de combate. O filme utiliza essa relação para questionar os limites entre disciplina militar, violência e desumanização provocada pela guerra.

Comentários:
War Hunt recebeu uma recepção crítica bastante positiva em seu lançamento, especialmente por tratar a guerra de maneira sombria e pouco convencional. Bosley Crowther, do The New York Times, destacou o filme como uma obra de guerra original e perturbadora, elogiando particularmente sua abordagem humana e anti-heroica. A revista The New Yorker, em crítica de Whitney Balliett, foi igualmente entusiasmada, classificando-o como uma realização especial e ressaltando sua sutileza, seu tom comovente e sua recusa em transformar a guerra em propaganda ou melodrama. A Variety também registrou críticas geralmente favoráveis. O reconhecimento crítico foi reforçado quando o National Board of Review incluiu War Hunt entre os dez melhores filmes em língua inglesa de 1962. No Festival Internacional de Locarno, o longa recebeu o Golden Sail, e posteriormente chegou a ser finalista ao United Nations Award.

Apesar da boa recepção artística, War Hunt não foi um grande sucesso comercial. Produzido em apenas 15 dias e com orçamento extremamente reduzido, estimado entre US$ 250 mil e US$ 275 mil, o filme acabou sendo considerado um fracasso financeiro, embora tenha ajudado a aumentar a procura pelo trabalho do diretor Denis Sanders. Sua importância histórica, entretanto, acabou sendo maior do que seu desempenho nas bilheterias. O filme marcou a estreia cinematográfica de Robert Redford, além das primeiras aparições de Sydney Pollack e Tom Skerritt, e foi particularmente importante para o futuro relacionamento profissional entre Redford e Pollack. Atualmente, War Hunt é visto como uma pequena e subestimada obra do cinema de guerra americano dos anos 1960, valorizada por sua atmosfera realista, seu estudo psicológico da violência e por antecipar a carreira de importantes nomes de Hollywood.

Erick Steve. 

quinta-feira, 9 de abril de 2026

O Grande Gatsby

O Grande Gatsby
O Grande Gatsby é um filme interessante. Baseado em um grande romance da literatura americana escrito por F Scott Fitzgerald na década de 1920 e roteirizado pelo grande cineasta Francis Ford Coppola (que deveria ter dirigido o filme na minha opinião) essa produção luxuosa tinha todos os ingredientes para dar muito certo. O elenco era excelente, principalmente pelas boas atuações de Robert Redford (um pouco contido, é verdade, mas muito bem no papel de Gatsby) e Bruce Dern (em personagem secundário que acaba roubando a cena dos figurões). Com todos esses pontos positivos a favor a pergunta que vem à mente é: por que essa versão de "O Grande Gatsby" não tem o mesmo status de outros clássicos dos anos 70? E por que anda meio esquecida nos últimos anos?

Na minha opinião o maior problema dessa versão de "O Grande Gatsby" é a direção. O diretor Jack Clayton (cujo filme mais conhecido em sua filmografia é o suspense "Os Inocentes") parece indeciso em vários momentos cruciais do roteiro. Embora a trama seja clássica e à prova de falhas a direção deixa muito a desejar, fazendo o filme cair no marasmo em várias sequências. O ritmo se torna arrastado e sem foco em várias partes. Os 140 minutos de duração são sentidos pelo espectador e isso nunca é um bom sinal. Está tudo lá, os carros antigos, as mansões luxuosas, a boa reconstituição de época mas o que falta mesmo é uma direção mais primorosa, mais cativante, que leve o espectador a criar um vínculo maior com todos aqueles personagens. Daisy, interpretada por Mia Farrow, por exemplo, não é aproveitada corretamente, se tornando muito unidimensional. O mesmo acontece com o personagem Gatsby, que em sua essência é cheio de possibilidades, mas que ao final da projeção deixa o público com várias dúvidas sobre quem ele era afinal, quais eram suas motivações, porque se tornou milionário e por aí vai. Mesmo que o livro deixe isso em aberto o diretor poderia ter explorado mais a personalidade misteriosa de Gatsby. Enfim, o filme está muito longe de ser ruim mas poderia ser muito melhor, um verdadeiro clássico do cinema americano da década de 70 se tivesse sido melhor dirigido.

O Grande Gatsby (The Great Gatsby, Estados Unidos, 1974) Direção: Jack Clayton / Roteiro de Francis Ford Coppola baseado na obra de F. Scott Fitzgerald / Elenco: Robert Redford, Mia Farrow, Bruce Dern / Sinopse: Jay Gatsby (Robert Redford) é um milionário que se diverte dando inúmeras festas em sua mansão para a elite local. Nick Caraway é um comerciante vizinho a Gatsby que começa a se interessar pela passado obscuro dele. De peça em peça ele acaba montando o quebra cabeça da origem do enigmático Gatsby.

Pablo Aluísio. 

quarta-feira, 4 de março de 2026

Golpe de Mestre

Golpe de Mestre
O filme Golpe de Mestre (The Sting) foi lançado em 25 de dezembro de 1973, dirigido por George Roy Hill e estrelado por Paul Newman, Robert Redford, Robert Shaw, Charles Durning, Ray Walston e Eileen Brennan. Ambientado durante a Grande Depressão nos Estados Unidos, o filme acompanha a história de Johnny Hooker, um jovem vigarista que, após o assassinato de seu parceiro por um poderoso chefão do crime, decide se vingar. Para isso, ele se une ao experiente golpista Henry Gondorff, formando uma dupla que planeja um elaborado esquema para enganar o criminoso Doyle Lonnegan. O plano envolve uma série de truques complexos, identidades falsas e encenações cuidadosamente coreografadas. À medida que o golpe se desenvolve, o espectador é conduzido por uma trama cheia de reviravoltas e surpresas. O filme mistura humor, suspense e drama com grande habilidade narrativa. A ambientação de época, inspirada nos anos 1930, contribui para o charme da produção. Assim, Golpe de Mestre se destaca como uma história inteligente sobre engano, vingança e estratégia.

Quando foi lançado, Golpe de Mestre recebeu uma recepção crítica amplamente positiva, sendo rapidamente reconhecido como uma das grandes produções do cinema americano da década de 1970. O jornal The New York Times elogiou o filme por sua narrativa engenhosa e afirmou que ele era “um entretenimento elegante e perfeitamente estruturado, que prende o espectador do início ao fim”. Já o Los Angeles Times destacou a química entre Paul Newman e Robert Redford, descrevendo a dupla como “uma das parcerias mais carismáticas e eficazes do cinema”. A revista Variety ressaltou o equilíbrio entre humor e suspense, afirmando que o filme “é um exemplo brilhante de como um roteiro inteligente pode elevar uma história de crime a um nível superior”. Muitos críticos também elogiaram o ritmo da narrativa e a forma como o roteiro mantém o público constantemente intrigado. A direção de George Roy Hill foi considerada precisa e elegante. A crítica, de maneira geral, destacou o filme como um grande entretenimento aliado a uma execução sofisticada. Dessa forma, o longa rapidamente conquistou prestígio entre críticos e espectadores.

A recepção crítica continuou extremamente favorável, consolidando o filme como um dos destaques daquele ano. A revista The New Yorker comentou que o longa era “uma peça de engenharia narrativa quase perfeita”, destacando a complexidade do golpe apresentado na trama. Além disso, o filme teve grande reconhecimento em premiações importantes. Golpe de Mestre foi indicado a 10 Oscars e venceu 7, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor para George Roy Hill e Melhor Roteiro Original para David S. Ward. Também venceu nas categorias de direção de arte, figurino, edição e trilha sonora, esta última baseada nas composições de Scott Joplin. O sucesso nas premiações reforçou a reputação do filme como uma das grandes produções de sua época. Muitos críticos destacaram a habilidade do roteiro em enganar o público da mesma forma que os personagens enganam suas vítimas. A construção do suspense foi amplamente elogiada. Assim, o filme não apenas conquistou o público, mas também se tornou um marco na história do cinema.

Do ponto de vista comercial, Golpe de Mestre foi um enorme sucesso de bilheteria. Com um orçamento relativamente modesto de cerca de 5,5 milhões de dólares, o filme arrecadou mais de 150 milhões de dólares mundialmente, tornando-se uma das maiores bilheterias de 1973. Nos Estados Unidos, o longa liderou as bilheterias e permaneceu em cartaz por um longo período. O público respondeu de forma extremamente positiva à mistura de humor, inteligência e suspense. A química entre Newman e Redford foi um dos fatores principais para atrair espectadores. Além disso, o boca a boca contribuiu significativamente para o sucesso contínuo do filme. Muitos espectadores voltaram aos cinemas para assistir novamente, tentando captar todos os detalhes do elaborado golpe. O filme também teve grande sucesso em exibições televisivas posteriores. Assim, Golpe de Mestre não apenas conquistou a crítica, mas também se tornou um fenômeno comercial. Seu sucesso consolidou a dupla de protagonistas como uma das mais populares do cinema.

Com o passar dos anos, Golpe de Mestre passou a ser considerado um verdadeiro clássico do cinema. A obra é frequentemente lembrada como um dos melhores filmes sobre golpes e vigaristas já produzidos. Sua estrutura narrativa influenciou diversas produções posteriores que exploram histórias de enganação e reviravoltas. A trilha sonora baseada no ragtime de Scott Joplin ajudou a criar uma identidade única para o filme, sendo reconhecida instantaneamente até hoje. A parceria entre Paul Newman e Robert Redford continua sendo celebrada como uma das mais icônicas da história do cinema. O filme também é frequentemente incluído em listas dos melhores filmes da década de 1970. Críticos contemporâneos ainda elogiam sua elegância e inteligência narrativa. Mesmo décadas após seu lançamento, o longa mantém sua capacidade de surpreender novos espectadores. Dessa forma, Golpe de Mestre permanece relevante e admirado. Sua reputação como clássico é amplamente consolidada.

Golpe de Mestre (The Sting, Estados Unidos, 1973) Direção: George Roy Hill / Roteiro: David S. Ward / Elenco: Paul Newman, Robert Redford, Robert Shaw, Charles Durning, Ray Walston e Eileen Brennan / Sinopse: Durante a Grande Depressão, dois golpistas elaboram um plano sofisticado para enganar um poderoso chefão do crime, utilizando truques, disfarces e uma elaborada encenação para executar uma vingança cuidadosamente planejada.

Erick Steve. 

terça-feira, 3 de março de 2026

O Candidato

Título no Brasil: O Candidato 
Título Original: The Candidate
Ano de Lançamento: 1972
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros.
Direção: Michael Ritchie
Roteiro: Jeremy Larner
Elenco: Robert Redford, Peter Boyle, Melvyn Douglas, Don Porter, Allen Garfield, Karen Carlson

Sinopse:
Bill McKay é um jovem advogado idealista, filho de um ex-governador influente, que é convidado a concorrer ao Senado dos Estados Unidos contra um candidato veterano praticamente imbatível. Sem chances reais de vitória, McKay aceita a proposta com a condição de poder falar livremente sobre suas ideias e valores. No entanto, à medida que a campanha avança e sua popularidade cresce, ele passa a ser moldado pelos estrategistas políticos, que o incentivam a suavizar suas posições e adaptar seu discurso para conquistar eleitores. O filme acompanha essa transformação gradual, mostrando o conflito entre integridade pessoal e ambição política.

Comentários:
No lançamento em 1972, The Candidate foi amplamente elogiado pela crítica. O jornal The New York Times destacou a relevância do filme ao retratar os bastidores das campanhas eleitorais americanas, enquanto a revista Variety elogiou o desempenho de Robert Redford e o realismo do roteiro. O filme conquistou o Oscar de Melhor Roteiro Original para Jeremy Larner, reforçando seu impacto no cinema político da época. Comercialmente, teve um bom desempenho e consolidou Robert Redford como uma das grandes estrelas de Hollywood nos anos 1970. Ao longo do tempo, O Candidato tornou-se um clássico do cinema político, frequentemente citado por sua crítica à superficialidade das campanhas eleitorais e à influência da mídia na construção de candidatos. Hoje, o filme permanece atual, sendo lembrado como uma obra perspicaz e relevante sobre o funcionamento da política moderna.

Erick Steve. 

sábado, 1 de novembro de 2025

Até os Fortes Vacilam

Título no Brasil: Até os Fortes Vacilam
Título Original: Tall Story
Ano de Produção: 1960
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Joshua Logan
Roteiro: Julius J. Epstein, Howard Lindsay
Elenco: Anthony Perkins, Jane Fonda, Ray Walston, Marc Connelly, Anne Jackson, Murray Hamilton, Robert Redford

Sinopse:
Ray Blent (Anthony Perkins) é um desportista da liga universitária que só tem um desejo em sua vida: se formar e se tornar um bom jogador de basquete. Seus planos mudam quando entra em cena June Ryder (Jane Fonda), também estudante como ele. Esperta e manipuladora, ela acaba se envolvendo numa maneira peculiar de ganhar uma bela bolada de forma rápido e fácil, levando Ray a entrar num esquema de subornos envolvendo manipulação de jogos em casas de apostas. Sua escolha porém trará consequências imprevisíveis para todos os envolvidos.

Comentários:
Um curioso filme dirigido pelo veterano cineasta Joshua Logan que contou em seu elenco com um bom time de atores liderados pela casal Anthony Perkins e Jane Fonda. Curiosamente "Tall Story" foi lançado no mesmo ano do grande filme da carreira de Perkins, o clássico absoluto do mestre do suspense Alfred Hitchcock, "Psicose". Os personagens são até levemente parecidos; claro que o universitário interpretado por Perkins aqui não é um psicopata mas ele surge tão tímido e inseguro como o clássico Norman Bates. Ao contrário do título nacional o Ray Blent de Anthony Perkins não é um forte mas sim um fraco, um sujeito que sucumbe à beleza de uma bonita garota, entrando em um esquema enrolado de corrupção esportiva. Já Jane Fonda está linda em cena, bem jovem e esbanjando carisma. Esse foi seu primeiro filme, arranjado pelo pai, Henry Fonda, que inicialmente não queria que ela seguisse a carreira de atriz mas que depois viu que nada poderia fazer contra sua vontade. Já que não tinha como mudar seu ponto de vista o jeito foi ajudar. Sua estréia é das mais simpáticas, embora o enredo seja levemente bobinho.

Pablo Aluísio.

sábado, 11 de outubro de 2025

Filmografia Robert Redford


Filmografia Robert Redford

Década de 1960:
Até os Fortes Vacilam (1960)
Obsessão de Matar (1962)
Situação Crítica, Porém jeitosa (1965)
Á Procura do Destino (1965)
Caçada Humana (1966)
Esta Mulher é Proibida (1966)
Descalços no Parque (1967)
Butch Cassidy (1969)
Os Amantes do Perigo (1969)
Willie Boy (1969)

Década de 1970:
As Máquinas Quentes (1970)
Os Quatro Picaretas (1972)
Mais Forte Que a Vingança (1972)
O Candidato (1972)
Nosso Amor de Ontem (1973)
Golpe de Mestre (1973)
O Grande Gatsby (1974)
Quando as Águias se Encontram (1975)
Três Dias do Condor (1975)
Todos os Homens do Presidente (1975)
Uma Ponte Longe Demais (1977)
O Cavaleiro Elétrico (1979)

Década de 1980:
Brubaker (1980)
Um Homem Fora de Sèrie (1984)
Entre Dois Amores (1985)
Perigosamente Juntos (1986)

Década de 1990:
Havana (1990)
Quebra de Sigilo (1992)
Nada é Para Sempre (1992)
Proposta Indecente (1993)
Íntimo e Pessoal (1996)
O Encantador de Cavalos (1998)

Década de 2000:
A Última Fortaleza (2001)
Jogo de Espiões (2001)
Refém de uma Vida (2004)
Um Lugar para Recomeçar (2005)
Leões e Cordeiros (2007)

Década de 2010:
Sem Proteção (2012)
Até o Fim (2013)
Capitão América: O Soldado Invernal (2014)
Por Aqui e Por Ali / Uma Caminhada na Floresta (2015)
Conspiração e Poder (2015)
A Descoberta (2017)
Nossas Noites (2017)
O Velho e a Arma (2018)
Vingadores: Ultimato (2019)

Obs: Listados todos os filmes de cinema em que Robert Redford trabalhou como ator. Não estão incluídos trabalhos em séries de televisão e nem trabalhos de dublagem ou narração em animações, documentários, etc. Também não foram incluídos filmes em que ele apenas trabalhou na direção, sem fazer parte do elenco do filme. 

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Descalços no Parque

Título no Brasil: Descalços no Parque
Título Original: Barefoot in the Park
Ano de Produção: 1967
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Gene Saks
Roteiro: Neil Simon
Elenco: Robert Redford, Jane Fonda, Charles Boyer, Mildred Natwick 
  
Sinopse:
Um jovem casal recém-casado se muda para um pequeno e frio apartamento em Nova Iorque. Ele, Paul Bratter (Robert Redford), é um advogado em começo de carreira, conservador e presunçoso. Ela, Corie Bratter (Jane Fonda), acaba sendo o extremo oposto dele, uma jovem com ideias liberais, espírito livre e independente, que gosta de fazer tudo o que lhe traga prazer e aventura. Mesmo sendo tão diferentes vão morar juntos nesse prédio localizado no Washington Square Park, onde aprenderão a viver a dura rotina de um casamento. Filme indicado ao Oscar na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante (Mildred Natwick). Também indicado ao Bafta Awards na categoria de Melhor Atriz (Jane Fonda).

Comentários:
Baseado numa peça teatral escrita pelo ótimo Neil Simon, "Barefoot in the Park" é um clássico romântico que se desenvolve na rotina desse casal que, aos poucos, vai descobrindo as delícias e torturas de se viver sob um mesmo teto. Além de possuírem personalidades conflitantes (a ponto inclusive de pararmos para perguntar como se apaixonaram!), eles precisam contornar os pequenos problemas do dia a dia, a rotina maçante e enervante de ter que conviver no cotidiano. Costuma-se dizer que nada é mais eficaz para se destruir um relacionamento e uma paixão do que o próprio casamento! Ironias à parte, o que vale mesmo aqui é a ótima atuação tanto de Robert Redford como de Jane Fonda (interpretando uma personagem que diga-se de passagem é quase uma caricatura de si mesmo, de sua vida real). Ambos estavam jovens e adoráveis e a excelente química deles funciona perfeitamente bem. Só não recomendo o filme para pessoas que não gostam muito de tramas passadas quase que inteiramente dentro de ambientes fechados, com muitos diálogos e jeitão de peça de teatro. O filme é bem isso, por essa razão se esse não for o seu tipo de filme é melhor esquecer. Não que se trate de algo chato, pelo contrário, o humor de Neil Simon alivia bastante esse aspecto, mas o estilo teatral realmente se impõe em vários momentos. No mais, para quem gosta de boas atuações e bom cinema, "Descalços no Parque" é uma ótima pedida para se assistir a dois, mesmo que isso acabe dando margem para intermináveis discussões sobre seu próprio relacionamento amoroso depois com sua companheira.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Robert Redford (1936 - 2025)


Aqui está um perfil completo e atualizado de Robert Redford, um dos artistas mais importantes da história do cinema americano — ator, diretor, produtor e ícone cultural.

🎭 Robert Redford — Biografia Completa

📖 História

Charles Robert Redford Jr. nasceu em 18 de agosto de 1936, em Santa Monica, Califórnia (EUA).
Filho de Charles Redford Sr., contador, e Martha Hart Redford, cresceu em um ambiente de classe média modesta.
Durante a juventude, estudou na University of Colorado, mas abandonou os estudos após se envolver com bebida e perder a bolsa esportiva.
Viajou pela Europa, especialmente França e Itália, onde desenvolveu interesse por arte e teatro.
Ao retornar aos EUA, estudou atuação na American Academy of Dramatic Arts, em Nova York, e começou no teatro antes de chegar à televisão e ao cinema no fim dos anos 1950.


🎬 Principais Filmes da Carreira

Ano Título Papel Observações
1962 War Hunt Ken Estreia no cinema.
1966 Inside Daisy Clover Wade Lewis Primeiro grande destaque em Hollywood.
1967 Barefoot in the Park (Descalços no Parque) Paul Bratter Com Jane Fonda — enorme sucesso de bilheteria.
1969 Butch Cassidy and the Sundance Kid (Butch Cassidy) Sundance Kid Clássico com Paul Newman; consagração mundial.
1972 Jeremiah Johnson Jeremiah Johnson Western de sucesso e marco na carreira.
1973 The Sting (Golpe de Mestre) Johnny Hooker Oscar de Melhor Filme; parceria com Newman.
1973 The Way We Were (Nosso Amor de Ontem) Hubbell Gardiner Drama romântico com Barbra Streisand.
1975 Three Days of the Condor (Três Dias do Condor) Joe Turner Thriller político e um de seus papéis mais lembrados.
1976 All the President’s Men (Todos os Homens do Presidente) Bob Woodward Indicado ao Oscar; marco do cinema político.
1980 Ordinary People (Gente Como a Gente) Diretor Oscar de Melhor Diretor.
1992 A River Runs Through It (Nada É para Sempre) Diretor / Produtor Drama familiar com Brad Pitt.
1994 Quiz Show – A Verdade dos Bastidores Diretor Indicado ao Oscar de Melhor Diretor.
1998 The Horse Whisperer (O Encantador de Cavalos) Tom Booker / Diretor Sucesso de crítica e público.
2013 All Is Lost (Até o Fim) O próprio (“O Homem”) Atuação solo, aclamada mundialmente.
2018 The Old Man & the Gun (Um Ladrão com Estilo) Forrest Tucker Seu último papel principal no cinema.

❤️ Vida Pessoal

  • Casou-se em 1958 com Lola Van Wagenen, historiadora e ativista.

    • Tiveram quatro filhos: Scott (falecido em 1959, ainda bebê), Shauna, David James (“Jamie”) e Amy Redford.

    • Divorciaram-se em 1985.

  • Em 2009, casou-se novamente com Sibylle Szaggars, artista plástica alemã.

  • Redford sempre foi reservado e avesso à vida pública, preferindo viver em seu rancho em Utah.

  • Fundador do Sundance Institute (1981), criado para apoiar cineastas independentes.

    • O Sundance Film Festival, nascido desse projeto, tornou-se o maior festival de cinema independente do mundo.


🕰️ Cronologia – Linha do Tempo da Vida de Robert Redford

Ano Evento
1936 Nasce em Santa Monica, Califórnia.
1950s Abandona faculdade, viaja pela Europa e começa a estudar atuação.
1959 Inicia carreira na televisão americana.
1962 Estreia no cinema com War Hunt.
1967 Sucesso com Descalços no Parque.
1969 Lança Butch Cassidy and the Sundance Kid e se torna astro internacional.
1972–1976 Era de ouro com Jeremiah Johnson, The Sting e All the President’s Men.
1980 Vence o Oscar de Melhor Diretor por Gente Como a Gente.
1981 Funda o Sundance Institute.
1992–1998 Dirige grandes sucessos e consolida seu papel de mentor no cinema independente.
2000s Dedica-se a projetos ambientais e políticos.
2013 Interpreta All Is Lost, recebendo aclamação crítica.
2018 Anuncia aposentadoria como ator com The Old Man & the Gun.
2020s Mantém-se ativo em causas ambientais e como referência cultural.

🌎 Importância Histórica

  • Ícone do cinema americano dos anos 1970.

  • Pioneiro na promoção do cinema independente.

  • Equilibrava o charme hollywoodiano com papéis de conteúdo político e existencial.

  • Um dos poucos artistas a alcançar sucesso simultâneo como ator, diretor e produtor.

  • O Sundance Film Festival moldou carreiras de diretores como Quentin Tarantino, Steven Soderbergh e Darren Aronofsky.


🏆 Legado

  • Oscar, Globo de Ouro e Prêmio Cecil B. DeMille (pelo conjunto da obra).

  • Reverenciado como um dos homens mais influentes da história do cinema americano.

  • Inspiração para atores e diretores que buscam autenticidade e liberdade criativa.

  • Figura símbolo do ativismo ambiental e político no cinema.


📚 Bibliografia – Principais Livros sobre Robert Redford

Título Autor Ano Descrição
Robert Redford: The Biography Michael Feeney Callan 2011 Biografia autorizada, detalha sua vida e obra com base em entrevistas exclusivas.
Robert Redford and the American West James Spada 1996 Analisa a relação do ator com a imagem do “homem do Oeste” e seu papel na cultura americana.
Robert Redford: The Sundance Kid Lawrence J. Quirk 1974 Um dos primeiros estudos sobre sua persona cinematográfica.
Conversations with Robert Redford D. K. Holm 2009 Compilação de entrevistas com o ator/diretor sobre arte e política.
The Sundance Kid: An Unauthorized Biography Lawrence Linderman 1999 Biografia não oficial, explorando aspectos menos conhecidos de sua vida pessoal.


sábado, 20 de setembro de 2025

Nosso Amor de Ontem

Título no Brasil: Nosso Amor de Ontem
Título Original: The Way We Were
Ano de Lançamento: 1973
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Sydney Pollack
Roteiro: Arthur Laurents, Francis Ford Coppola
Elenco: Robert Redford, Barbra Streisand, Bradford Dillman, Patrick O'Neal, Murray Hamilton, Diana Ewing

Sinopse:
Dois jovens se conhecem na universidade e no começo não se dão muito bem. Ela é uma universitária ativista, muito ligada em política, enquanto ele é um cara bonitão, atleta e ligado em esportes. Ainda assim após um tempo começam a namorar. E depois de alguns anos na marinha ele retorna, tempos depois, para tentar reconstruir aquele belo relacionamento. 

Comentários:
Um filme romântico com aquele estilo dos velhos tempos. A publicidade dessa produção na época se baseou muito na união, pela primeira vez no cinema, de Robert Redford e Barbra Streisand, Duas pessoas bem diferentes. Ela era a preferida da crítica, representante jovem da classe artística judaica de Nova Iorque em Hollywood. Redford era o golden boy da indústria, um galã muito popular, o representante máximo do estilo dos antigos galãs made in USA. Curiosamente, embora tão diferentes em estilos, funcionaram perfeitamente no filme. Há química real nesse casal em cada cena. A trilha sonora também é muito boa, obviamente tendo a música tema do filme sendo cantada pela própria Barbra Streisand. Alguns dizem que o filme ficou com um estilo um pouco pesado demais, um dramalhão romântico um pouco fora do tom. Não penso assim. Assisti e apreciei o estilo do filme, sem dúvida um belo momento nas carreiras dessas duas grandes estrelas da história do cinema norte-americano. 

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 28 de março de 2025

As Máquinas Quentes

As Máquinas Quentes
O primeiro filme de Robert Redford na década de 1970. Na época ele chegou a dizer que era o melhor script que tinha lido em sua vida. Claro, um exagero absoluto, fruto de sua inexperiência naqueles tempos hoje distantes. O que temos aqui é até um bom filme, mas com uma clara intenção de seguir os passos de "Sem Destino". A diferença é que aquele tinha uma forte ligação com a cultura hippie e a flower power enquanto essa produção era bem mais convencional e nada revolucionária. Um filme que só queria divertir o público que fosse ao cinema, nada mais. 

A base do enredo porém surgia bem parecido, mostrando dois motoqueiros, seus amores e experiências de vida. Ambos possuem personalidades bem diferentes. Redford interpreta o piloto boa pinta e mulherengo, enquanto seu amigo vai mais para a linha do humor. Um filme bacana, com a cara daquela época. Não deixa de ser uma boa diversão mesmo revisto nos dias atuais. E Redford, claro, estava mais galã e "golden boy" do que nunca nessa produção. Era considerado o mais bonito ator de cinema dos anos 70. 

As Máquinas Quentes (Little Fauss and Big Halsy, Estados Unidos, 1970) Direção: Sidney J. Furie / Roteiro: Charles Eastman / Elenco: Robert Redford, Michael J. Pollard, Lauren Hutton / Sinopse: Dois pilotos de motos tentam se dar bem na vida profissional e no amor na década de 1970, no interior dos Estados Unidos. Em cada nova corrida, uma vitória, uma derrota e um novo amor!

Pablo Aluísio.