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domingo, 26 de julho de 2026

Indiana Jones e a Última Cruzada

Considerado por muitos como o melhor filme da série Indiana Jones no cinema. Era para ser a última produção com o personagem, fechando uma trilogia vitoriosa mas Spielberg e Lucas inventaram de realizar um péssimo quarto filme que merece ser esquecido, “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”. Mas deixemos esse fiasco de lado. Agora vamos nos concentrar nesse belo momento de Indiana no cinema. O filme tinha várias inovações sendo a mais celebrada a presença mais do que especial de Sean Connery no elenco. O ator vinha em um momento especial na carreira, estrelando grandes sucessos comerciais, além do reconhecimento da crítica e da Academia que o premiou com o Oscar de Melhor ator coadjuvante pelo excelente “Os Intocáveis”. O convite para fazer parte da série Indiana Jones partiu no jantar de entrega do Globo de Ouro. Spielberg e Lucas compartilharam a mesma mesa que Connery e lá mesmo tiveram a feliz idéia de o tornar o pai de Jones (muito embora Sean Connery não tivesse idade para ser pai de Harrison Ford, uma vez que apenas nove anos separava um do outro).

Isso foi deixado de lado e assim Sean Connery se tornou o professor Henry Jones, pai de Indiana, que agora reencontrava o filho na busca de uma das peças arqueológicas mais cobiçadas da história, o chamado Santo Graal, o cálice usado por Jesus Cristo na última ceia. O artefato estava há muitos séculos desaparecido, sendo a última citação de sua existência escrita como parte da história dos lendários cavaleiros templários, que dominaram Jerusalém durante as cruzadas. Rezava a lenda que aquele que tomasse do cálice ganharia a vida eterna. Como se sabe a mitologia em torno do Graal, das cruzadas e dos cavaleiros templários é extremamente rica o que trouxe um material fantástico para Lucas e os demais roteiristas que de fato fizeram um excelente trabalho. Pontuando tudo ainda havia o complicado relacionamento entre pai e filho (que rendeu ótimas e divertidas cenas). De quebra o filme ainda trazia uma ótima seqüência com o jovem Indiana Jones (interpretado pelo saudoso astro River Phoenix). Revisto hoje em dia o filme não envelheceu, continua tão charmoso como na época de seu lançamento e mostra que aventuras bem escritas resistem muito bem ao tempo, tal como o próprio Santo Graal.

Indiana Jones e a Última Cruzada (Indiana Jones and the Last Crusade, Estados Unidos, 1989) Direção: Steven Spielberg / Roteiro: Jeffrey Boam, George Lucas / Elenco:  Harrison Ford, Sean Connery, Denholm Elliott, River Phoenix / Sinopse: Indiana Jones (Harrison Ford) e seu pai Henry Jones (Sean Connery) partem em busca do chamado Santo Graal, o mitológico cálice sagrado que teria sido usado por Jesus Cristo na última ceia.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Outland - Comando Titânio

Outland - Comando Titânio 
Já tinha assistido há alguns séculos mas não me recordava de nada! Por pura curiosidade decidi rever. Bom, Outland mostra bem que filmes de ficção envelhecem bem mais cedo que filmes de outros gêneros. Embora se passe em um futuro não especificado e todos estejam em uma estação mineradora em IO, ao redor do gigante gasoso Júpiter, os computadores mais parecem latas velhas do tempo dos jurássicos Cobras! O filme em termos de efeitos especiais é até correto mas nada surpreendente. É um western espacial para dizer a verdade.

Todo apoiado no carisma de Sean Connery o filme é dividido em dois atos: no primeiro o xerife espacial interpretado por Connery descobre uma rede de tráfico de uma nova droga, que alucina os mineradores mas ao mesmo tempo aumenta sua produtividade. No segundo ato um grupo de assassinos chega na estação para liquidar o xerife que está colocando em perigo os interesses dos que estão comercializando as drogas. Essa segunda parte do filme é descaradamente copiada do clássico faroeste estrelado por Gary Cooper, Matar ou Morrer. Até a contagem regressiva tem. Depois que esse grupo chega na estação o filme perde interesse e se transforma num clássico esquema de caça ao rato. Existem algumas cenas curiosas mas o difícil mesmo é explicar como Sean Connery consegue destruir meia estação apenas para matar seus perseguidores.

Outland - Comando Titânio (Outland, Estados Unidos, 1981) Direção: Peter Hyams / Roteiro: Peter Hyams / Elenco: Sean Connery, Frances Sternhagen, Peter Boyle / Sinopse: Um policial de uma estação espacial de mineração descobre que um grupo de traficantes estão agindo no local, vendendo um novo tipo de droga.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 15 de maio de 2025

O Homem com a Lente Mortal

O Homem com a Lente Mortal
O ator Sean Connery tentou por anos se livrar do estigma de ter sido o primeiro James Bond. Ele não renegava o personagem, mas tampouco queria ficar conhecido apenas pelos filmes de 007. Durante a década de 1970 ele fez filmes dos mais variados gêneros justamente para escapar disso. Então nos anos 80 ele já conseguiu uma certa autonomia, sendo reconhecido pelo seu talento como ator. Esse filme foi mais um passo nessa direção, a de deixar Bond, James Bond, no passado de uma vez por todas. 

Mais relaxado, Connery embarcou nesse filme que tinha uma mescla de gêneros cinematográficos. Reunia um pouco de suspense, tensão, espionagem internacional e até mesmo, para surpresa de muitos, um humor mais acentuado. De certa forma foi o mais próximo que Connery chegou de fazer uma comédia ao velho estilo. Só não espere por um filmão. Na realidade os melhores filmes de Sean Connery seriam realizados nessa década de 80, mas durante a produção desse filme em particular tudo o que ele conseguiu foi acertar na trave. Os gols no cinema só viriam algum tempo depois. Na verdade essa seria de fato a década de ouro em sua carreira. 

O Homem com a Lente Mortal (Wrong Is Right, Estados Unidos, 1982) Direção: Richard Brooks / Roteiro: Richard Brooks / Elenco: Sean Connery, George Grizzard, Robert Conrad / Sinopse: Um jornalista que trabalha em uma emissora de televisão flagra, sem querer, uma negociação envolvendo a venda ilegal de armas nucleares para terroristas internacionais, o que o coloca em um jogo perigoso.

Pablo Aluísio.