sábado, 12 de setembro de 2026

Caçada Humana

Caçada Humana
Existe críticos que classificam esse filme como um western. Bom, eu não concordaria com esse tipo de visão. Não é um filme passado nos séculos XVIII e XIX e nem conta uma história sobre a colonização do Oeste Selvagem. Na realidade é um filme passado nos anos 60, mostrando a ebulição social que ocorria dentro da sociedade norte-americana naquele período histórico. Marlon Brando está excelente como um xerife de uma pequena cidade do sul. O ator que sempre foi um liberal e um progressista de carteirinha, usou esse papel para de certa forma denunciar o racismo, a corrupção e até mesmo a mentalidade fascista de homens da lei que imperavam naquele momento. Brando usa seu papel para mostrar o tipo mais asqueroso possível. E nesse processo certamente sentiu um grande prazer em denunciar no cinema esse tipo de facínora fardado. 

Jane Fonda era jovem e linda quando realizou esse filme. Realmente ela estava na sua melhor forma, ainda colhendo os frutos de sua juventude. Já era, mesmo naquela idade, uma boa atriz, mas vamos convir que não conseguia fazer frente ao talento de Brando. Quando eles contracenam no filme isso fica bem claro. Brando parece uma força da natureza em sua atuação, já ela parece estar meio assustada e isso não era bem uma característica de sua personagem. Há claramente um desnível de atuação entre eles dois. O resto do elenco é excelente, contando inclusive com jovens atores que iriam virar astros em Hollywood como o próprio Robert Redford! Enfim, esse pode ser considerado um dos bons filmes de Brando naquela fase em que sua carreira estava em baixa em termos de bilheteria. Não fez o sucesso esperado e nem conseguiu dar um alívio para Brando no aspecto puramente comercial, mas é sem dúvida um grande filme de sua carreira. 

Caçada Humana (The Chase, Estados Unidos, 1966) Direção: Arthur Penn / Roteiro: Arthur Penn, Horton Foote / Elenco: Marlon Brando, Jane Fonda, Robert Redford, Angie Dickinson, Robert Duvall, James Fox, Jocelyn Brando / Sinopse: Numa pequena cidade sulista dos Estados Unidos, um xerife violento e brutal caça um fugitivo da justiça. E essa caçada se torna a maior de suas obsessões pessoais. 

Pablo Aluísio. 

Essa Mulher é Proibida

Título no Brasil: Essa Mulher é Proibida
Título Original: This Property Is Condemned
Ano de Lançamento: 1966
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Sydney Pollack
Roteiro: Francis Ford Coppola, Fred Coe e Edith Sommer, baseado em peça de Tennessee Williams
Elenco: Natalie Wood, Robert Redford, Charles Bronson, Kate Reid, Mary Badham e Robert Blake

Sinopse: 
Durante a Grande Depressão, Owen Legate, funcionário de uma companhia ferroviária, chega à pequena cidade de Dodson, no Mississippi, com a missão de fechar parte da ferrovia e dispensar vários trabalhadores. Ele se hospeda na pensão de Hazel Starr e conhece suas duas filhas, Alva e Willie. Alva é uma jovem muito bonita e ambiciosa, acostumada a chamar a atenção dos homens da cidade e sonhando com uma vida melhor longe daquele lugar. Ao conhecer Owen, ela acredita ter encontrado a oportunidade de escapar para uma vida diferente e se apaixona por ele. Owen, porém, tenta manter distância, sabendo que sua presença na cidade está diretamente relacionada ao fim dos empregos e à decadência econômica do local. A situação se complica ainda mais por causa da mãe de Alva, que possui seus próprios interesses e tenta controlar o futuro da filha. O relacionamento entre Alva e Owen acaba provocando conflitos e contribuindo para uma série de acontecimentos trágicos.

Comentários: 
Essa Mulher é Proibida foi um dos primeiros trabalhos importantes de Sydney Pollack no cinema e também marcou a primeira colaboração entre o diretor e Robert Redford, parceria que posteriormente produziria vários filmes conhecidos. A produção adapta livremente uma peça de Tennessee Williams e procura transformar a história teatral em um drama romântico de grandes proporções. Natalie Wood interpreta Alva com uma combinação de fragilidade, sensualidade e ambição, enquanto Robert Redford apresenta Owen como um homem mais reservado, determinado a cumprir sua missão profissional. Charles Bronson e Kate Reid também se destacam, especialmente Kate Reid como a controladora Hazel. A fotografia de James Wong Howe contribui para criar uma atmosfera quente, melancólica e decadente, combinando a paisagem do sul dos Estados Unidos com a sensação de fim de uma época. A química entre Wood e Redford foi bastante elogiada posteriormente, e o filme permanece como um exemplo interessante do cinema dramático americano dos anos 1960.

A recepção crítica na época foi dividida. A Variety considerou o filme bem produzido e bem interpretado, destacando sua capacidade de tratar um tema adulto sem cair no exagero melodramático, enquanto Bosley Crowther, do The New York Times, foi bastante mais severo e criticou a história por considerá-la sentimental e pouco convincente. Atualmente, o filme possui 62% de aprovação entre os críticos no Rotten Tomatoes, mostrando que continua sendo uma obra de avaliação intermediária. Natalie Wood recebeu uma indicação ao Globo de Ouro por sua atuação, e o filme também é lembrado pela presença de nomes que posteriormente alcançariam grande importância no cinema, como Coppola na elaboração do roteiro e Pollack atrás das câmeras. Embora não tenha alcançado o mesmo prestígio de outros filmes de Pollack e Redford, Essa Mulher é Proibida conserva interesse justamente por reunir grandes talentos em uma história marcada por desejo, ambição, decadência e frustração. Hoje, é particularmente valorizado por admiradores de Natalie Wood, Robert Redford e do cinema americano dos anos 1960.

Erick Steve. 

sábado, 5 de setembro de 2026

À Procura do Destino

Título no Brasil: À Procura do Destino
Título Original: Inside Daisy Clover
Ano de Lançamento: 1965
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros. Pictures
Direção: Robert Mulligan
Roteiro: Gavin Lambert
Elenco: Natalie Wood, Christopher Plummer, Robert Redford, Ruth Gordon, Roddy McDowall, Katharine Bard

Sinopse:
Em 1936, Daisy Clover é uma adolescente rebelde que vive com a mãe em condições precárias em uma pequena cidade litorânea. Seu talento como cantora chama a atenção do poderoso produtor cinematográfico Raymond Swan, que a leva para Hollywood e transforma a jovem em uma estrela. Daisy rapidamente se torna uma sensação nacional, mas descobre que o glamour do cinema esconde um mundo de manipulação, exploração e crueldade. Sua vida pessoal também se complica quando se envolve com Wade Lewis, um jovem astro cuja personalidade é tão problemática quanto a própria indústria que os transformou em celebridades. À medida que Daisy perde o controle sobre sua imagem e sua vida, a promessa do sonho hollywoodiano começa a revelar seu lado mais sombrio.

Comentários:
Inside Daisy Clover recebeu uma recepção bastante dividida em seu lançamento e acabou sendo considerado um fracasso tanto de crítica quanto de público. A Variety publicou uma avaliação do filme ainda em dezembro de 1964, enquanto o The New York World-Telegram and The Sun foi bastante crítico, considerando que a sátira de Hollywood não conseguia produzir o efeito cômico pretendido. Décadas depois, a avaliação continuou controversa: a The New Yorker, em textos de Pauline Kael e David Denby, apontou problemas no roteiro, no ritmo e na direção, embora reconhecesse elementos interessantes na produção. A Time Out, por outro lado, observou que aquilo que originalmente parecia excessivamente ambíguo e artificial passou a adquirir certo charme e sutileza com o passar dos anos. Com orçamento estimado em US$ 4,5 milhões, o filme não encontrou seu público nos cinemas e teve desempenho comercial decepcionante. Sua situação foi agravada pelo corte de aproximadamente 21 minutos antes do lançamento, o que, segundo o Turner Classic Movies, contribuiu para que a produção parecesse dividida entre uma sátira de Hollywood e um melodrama. Apesar do fracasso inicial, Inside Daisy Clover recebeu três indicações ao Oscar, incluindo Melhor Atriz Coadjuvante para Ruth Gordon, e Gordon venceu o Globo de Ouro, enquanto Robert Redford recebeu o Globo de Ouro de revelação masculina.

Com o passar das décadas, o filme passou por uma interessante reavaliação. Exibido repetidamente na televisão e posteriormente disponibilizado em vídeo doméstico, acabou conquistando um status cult que não possuía quando chegou aos cinemas. Atualmente, é particularmente valorizado pela interpretação de Natalie Wood, pelo trabalho de Robert Redford em uma fase inicial de sua carreira e pela representação amarga dos mecanismos de fabricação de estrelas da Hollywood clássica. O BFI mantém a obra em seu catálogo, enquanto análises contemporâneas reconhecem que seus excessos e sua estranheza também fazem parte de seu interesse. Hoje, Inside Daisy Clover é visto menos como um grande sucesso de Hollywood e mais como uma obra incomum, sombria e subestimada sobre o preço da fama e a exploração da indústria cinematográfica.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

Situação Crítica Porém Jeitosa

Título no Brasil: Situação Crítica Porém Jeitosa
Título Original: Situation Hopeless -- But Not Serious
Ano de Lançamento: 1965
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Gottfried Reinhardt
Roteiro: Silvia Reinhardt, Jan Lustig
Elenco: Alec Guinness, Mike Connors, Robert Redford, Anita Höfer, Mady Rahl, Paul Dahlke

Sinopse:
Durante os últimos meses da Segunda Guerra Mundial, dois aviadores americanos, o Capitão Hank Wilson e o Sargento Lucky Finder, são abatidos sobre a Alemanha e acabam capturados por Wilhelm Frick, um solitário alemão que os mantém presos no porão de sua casa. Frick, porém, não é um típico carcereiro: trata os prisioneiros com relativa gentileza e, sobretudo, aprecia a companhia deles. O problema é que a guerra chega ao fim, mas Frick decide não contar a verdade aos americanos. Assim, Wilson e Finder permanecem confinados durante anos, acreditando que ainda são prisioneiros de guerra. A situação absurda transforma-se gradualmente em uma comédia de humor negro sobre isolamento, manipulação psicológica e as consequências da guerra. O filme foi baseado no romance The Hiding Place, de Robert Shaw.

Comentários:
Situation Hopeless -- But Not Serious é uma produção bastante peculiar dentro do cinema americano de guerra dos anos 1960, combinando comédia absurda, sátira e elementos de drama psicológico. O filme foi dirigido por Gottfried Reinhardt, filho do célebre diretor teatral Max Reinhardt, e contou com Alec Guinness no papel central de Wilhelm Frick. A presença de Guinness confere ao personagem uma mistura de excentricidade, melancolia e ameaça que impede que a história seja simplesmente uma comédia convencional. Robert Redford, ainda no início de sua carreira cinematográfica, interpreta o Capitão Hank Wilson, em uma de suas primeiras participações importantes no cinema. A Variety e outros veículos especializados receberam o filme de maneira relativamente discreta, enquanto a produção permaneceu muito menos conhecida do que outras comédias de guerra da década. Atualmente, a ausência de avaliações críticas agregadas no Rotten Tomatoes demonstra também como o longa permaneceu fora do circuito de reavaliações críticas mais amplo.

Do ponto de vista comercial, o filme não se transformou em um grande sucesso. Registros históricos de bilheteria o colocam apenas na parte inferior do ranking dos lançamentos americanos de 1965, com desempenho bastante modesto em comparação com os principais sucessos daquele ano. O interesse contemporâneo pela obra está menos relacionado à sua carreira comercial e mais ao seu elenco e à natureza incomum de sua história. Situation Hopeless -- But Not Serious também possui importância retrospectiva por representar uma das primeiras aparições cinematográficas de Robert Redford, antes de sua transformação em um dos maiores astros de Hollywood nas décadas seguintes. A crítica e o público atuais tendem a considerá-lo uma produção irregular, mas curiosa, especialmente para admiradores de Alec Guinness e Redford. No IMDb, o filme apresenta atualmente nota de aproximadamente 5,9/10, enquanto avaliações de espectadores destacam justamente seu caráter estranho e satírico. Seu legado permanece, portanto, principalmente como uma pequena e esquecida comédia de guerra dos anos 1960, recuperada ocasionalmente por cinéfilos interessados nos primeiros trabalhos de Robert Redford e na filmografia menos conhecida de Alec Guinness.

Erick Steve. 

Obsessão de Matar

Título no Brasil: Obsessão de Matar
Título Original: War Hunt
Ano de Lançamento: 1962
País: Estados Unidos
Estúdio: T-D Enterprises
Direção: Denis Sanders
Roteiro: Stanford Whitmore
Elenco: John Saxon, Robert Redford, Charles Aidman, Sydney Pollack, Gavin MacLeod, Tommy Matsuda

Sinopse:
Ambientado nos últimos dias da Guerra da Coreia, o filme acompanha o soldado Roy Loomis, um jovem idealista enviado para a linha de frente. Integrado a uma companhia de infantaria, Loomis conhece o soldado Raymond Endore, um combatente perturbador que realiza missões noturnas por conta própria e desenvolveu um comportamento extremamente violento. Enquanto Loomis tenta compreender a brutalidade da guerra, Endore parece cada vez mais fascinado pelo ato de matar. A chegada do armistício coloca os dois personagens diante das consequências psicológicas e morais da experiência de combate. O filme utiliza essa relação para questionar os limites entre disciplina militar, violência e desumanização provocada pela guerra.

Comentários:
War Hunt recebeu uma recepção crítica bastante positiva em seu lançamento, especialmente por tratar a guerra de maneira sombria e pouco convencional. Bosley Crowther, do The New York Times, destacou o filme como uma obra de guerra original e perturbadora, elogiando particularmente sua abordagem humana e anti-heroica. A revista The New Yorker, em crítica de Whitney Balliett, foi igualmente entusiasmada, classificando-o como uma realização especial e ressaltando sua sutileza, seu tom comovente e sua recusa em transformar a guerra em propaganda ou melodrama. A Variety também registrou críticas geralmente favoráveis. O reconhecimento crítico foi reforçado quando o National Board of Review incluiu War Hunt entre os dez melhores filmes em língua inglesa de 1962. No Festival Internacional de Locarno, o longa recebeu o Golden Sail, e posteriormente chegou a ser finalista ao United Nations Award.

Apesar da boa recepção artística, War Hunt não foi um grande sucesso comercial. Produzido em apenas 15 dias e com orçamento extremamente reduzido, estimado entre US$ 250 mil e US$ 275 mil, o filme acabou sendo considerado um fracasso financeiro, embora tenha ajudado a aumentar a procura pelo trabalho do diretor Denis Sanders. Sua importância histórica, entretanto, acabou sendo maior do que seu desempenho nas bilheterias. O filme marcou a estreia cinematográfica de Robert Redford, além das primeiras aparições de Sydney Pollack e Tom Skerritt, e foi particularmente importante para o futuro relacionamento profissional entre Redford e Pollack. Atualmente, War Hunt é visto como uma pequena e subestimada obra do cinema de guerra americano dos anos 1960, valorizada por sua atmosfera realista, seu estudo psicológico da violência e por antecipar a carreira de importantes nomes de Hollywood.

Erick Steve. 

sábado, 29 de agosto de 2026

Um Estranho no Ninho

Um Estranho no Ninho
Segue sendo lembrado como um dos melhores filmes da carreira de Jack Nicholson. De certa forma ajudou até mesmo a compor sua mais conhecida persona nas telas – a do sujeito meio maluco, prestes a cruzar a fronteira entre sanidade e insanidade, sempre com um largo sorriso na face. Não é para menos, Jack Nicholson foi criado pensando ser irmão daquela que mais tarde revelou-se ser na verdade sua mãe! E a mulher que ele pensava ser sua mãe era na verdade sua avó! Confuso? Claro que sim mas a vida familiar complicada do ator se refletiria depois em ótimas perfomances como essa, excelentes interpretações que até hoje marcam a história do cinema. Afinal de contas de pessoas disfuncionais o velho Jack sabia tudo! O grande filme da carreira de Jack até aquele momento era “Chinatown”. É certo que “Sem Destino” foi a produção que mudou os rumos de sua carreira mas o filme de Polanski ajudou a sedimentar o caminho para o estrelato de Nicholson. Mesmo com toda sua repercussão apenas “Um Estranho no Ninho” trouxe o reconhecimento pleno da crítica e de seus colegas uma vez que o filme foi louvado pela Academia e pelos demais principais prêmios do cinema americano e internacional. De fato foi uma consagração pessoal de Nicholson mais do que qualquer outra coisa. 

Em “Um Estranho no Ninho” Jack interpreta Randle Patrick McMurphy, um prisioneiro que decide simular sintomas de doença mental para ser transferido da prisão onde cumpre pena para um hospital psiquiátrico pensando encontrar lá um sistema menos rígido e disciplinador do que dentro das grades da penitenciaria. Para sua surpresa porém nada era o que ele esperava encontrar. No hospício encontra um sistema rígido, baseado em um forte controle de cada passo dos pacientes, tudo sob comando da enfermeira-chefe Ratched (Louise Fletcher). A partir daí Patrick começa uma série de desentendimentos com a direção do lugar, tudo para conseguir impor um sistema bem mais liberal do que o que está em vigor. Esse é o tipo de papel em que Jack Nicholson se esbalda em cena. Cabelo despenteado, sorriso insano, olhar vidrado, tudo de acordo com o estilo indomado do ator. Sua interpretação de fato é brilhante, alternando momentos de pura malandragem de seu personagem com ataques de insanidade sem controle. Sem Jack o filme certamente não teria o impacto que teve. Por seu trabalho venceu o Oscar, o Globo de Ouro, o Bafta e o prêmio dos críticos de Nova Iorque (NYFCCA). Todos mais do que merecidos. Não se engane, “Um Estranho no Ninho” traz Jack Nicholson em sua mais pura essência. Uma verdadeira obra prima!

Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo's Nest, Estados Unidos, 1975) Direção: Milos Forman / Roteiro: Lawrence Hauben, Bo Goldman / Elenco: Jack Nicholson, Louise Fletcher, Danny DeVito, William Redfield, Brad Dourif / Sinopse: Preso se faz passar por maluco para ser levado para uma instituição psiquiátrica onde espera encontrar um lugar mais ameno, com mais regalias. Para sua surpresa porém o local é controlado rigidamente por uma enfermeira-chefe linha dura que não admite mudanças em seu cronograma pessoal. Filme vencedor dos Oscars de melhor filme, melhor ator (Jack Nicholson), melhor atriz (Louise Fletcher), melhor direção (Milos Forman) e melhor roteiro adaptado. Vencedor do Globo de Ouro nas categorias melhor filme / drama, melhor direção, melhor ator / drama (Jack Nicholson), melhor atriz / drama (Louise Fletcher), melhor revelação masculina (Brad Dourif) e melhor roteiro.

Pablo Aluísio.

Profissão: Repórter

Título no Brasil: Profissão: Repórter
Título Original: Professione: reporter
Ano de Lançamento: 1975
País: Estados Unidos, Itália
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: Michelangelo Antonioni
Roteiro: Michelangelo Antonioni
Elenco: Jack Nicholson, Maria Schneider, Jenny Runacre

Sinopse:
Jack Nicholson interpreta um jornalista investigativo que vai até a África para entrevistar algum chefe de guerrilha em um país africano assolado pela guerra civil. Ele não consegue seu objetivo e acaba trocando identidade com outro americano que estava hospedado em seu hotel. O problema é que o sujeito tinha ligações com contrabandistas de armas e a situação do impostor vai ficar realmente perigosa com essa mudança de identidade. 

Comentários:
Durante anos ouvi falar desse filme, com elogios e mais elogios. Finalmente nesse fim de semana acabei assistindo. A mais óbvia conclusão a que cheguei é que esse filme é realmente muito superestimado pela crítica. Não é segredo para nenhum cinéfilo que Michelangelo Antonioni sempre foi um queridinho da crítica. Tudo o que ele fez ao longo de sua carreira foi louvado, idolatrado e aclamado. Seu filmes trazem um clima de desolação e melancolia que faz até hoje muitos críticos revirarem os olhos de êxtase. Acho isso uma grande bobagem. Esse filme, por exemplo, fica o tempo todo entre dois estilos cinematográficos, sem chegar bem neles em nenhum momento. Em certos aspectos tenta ser um drama existencial, para em outros quase virar uma cópia mal feita dos filmes de James Bond. O final é simplesmente chato. Lamento dizer. Jack Nicholson continua ótimo, embora contido. Já a Maria Schneider seguramente foi uma das piores atrizes de todos os tempos. Ao lado do velho Jack, que sempre foi um craque, ela passa vergonha com sua fraca atuação. A coisa toda é quase amadora de tão ruim! Enfim, valorizaram demais um filme que no final das contas é apenas OK! 

Pablo Aluísio.