sábado, 24 de outubro de 2026
Os Donos do Poder
Rei Davi
Título Original: King David
Ano de Produção: 1985
País: Estados Unidos, Inglaterra
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Bruce Beresford
Roteiro: Andrew Birkin, James Costigan
Elenco: Richard Gere, Edward Woodward, Alice Krige
Sinopse:
Após vencer o terrível Golias, o jovem Davi (Richard Gere) se torna o novo Rei dos judeus. Durante sua vida (estima-se que tenha vivido entre 1040 a.C até 970 a.C) o monarca da antiguidade se torna um exemplo de rei forte mas piedoso e temeroso perante seu Deus. Baseado nos fatos narrados no Velho Testamento da Bíblia.
Comentários:
Imaginem o galã Richard Gere dando vida no cinema ao lendário Rei Davi de Israel. Pois é, foi justamente isso que a Paramount Pictures tentou transformar em sucesso em meados da década de 80. Nem precisa dizer que não deu muito certo. O roteiro escrito não agradou, nem aos judeus e nem aos cristãos. Houve várias críticas às licenças poéticas mostradas no enredo. Realizar filmes com personagens bíblicos sempre trazem problemas pois certamente algum líder de algum segmento religioso não gostará do resultado final. Em minha forma de ver o filme não é tão ruim como dizem. Certamente o texto não é tão religioso como alguns grupos queriam, priorizando mais o lado mais guerreiro e romântico do famoso monarca. Acredito que muitos religiosos criam sua própria visão do que seria Davi no velho testamento mas na realidade, olhando sob um ponto de vista puramente histórico, ele estaria mais próximo do que efetivamente aconteceu. Não é um grande épico e nem tem produção muito luxuosa mas não me desagradou. Penso que é um filme bem interessante no final das contas.
Pablo Aluísio.
sábado, 17 de outubro de 2026
Cotton Club
Título Original: The Cotton Club
Ano de Produção: 1984
País: Estados Unidos
Estúdio: Zoetrope Studios
Direção: Francis Ford Coppola
Roteiro: William Kennedy, Francis Ford Coppola
Elenco: Richard Gere, Gregory Hines, Diane Lane
Sinopse:
As estórias, dramas, romances e decepções daqueles que fizeram a fama do Cotton Club, uma popular casa noturna de jazz localizada no bairro do Harlem em Nova Iorque. Filme indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Direção de Arte e Melhor Edição (Barry Malkin e Robert Q. Lovett). Também indicado ao Globo de Ouro nas categorias de Melhor Filme - Drama e Melhor Direção (Francis Ford Coppola).
Comentários:
Verdade seja dita: poucos diretores amaram mais a sétima arte do que Francis Ford Coppola. E essa não é uma frase vazia. O cineasta apostou alto em seu amor pelo cinema. Não mediu esforços e colocou toda a sua fortuna em prol da realização de filmes que sonhava realizar. Muitos deles foram fracassos comerciais monumentais que destruíram sua estabilidade financeira. Mas Coppola, tão idealista e apaixonado, não se importava em pagar esse alto preço. "The Cotton Club" faz parte da série de filmes que arruinaram o diretor do ponto de vista comercial. Ele porém amou a oportunidade de realizar esse velho sonho, quase uma homenagem ao mundo da música, tudo rodado em um universo meio mágico, quase uma fábula. Pode ter sido um fracasso comercial, mas do ponto de vista puramente artístico é uma grande obra cinematográfica. O diretor estava tão inspirado que conseguiu até mesmo arrancar uma grande interpretação do ator Richard Gere, considerado até então um canastrão inveterado. E o que dizer de Gregory Hines? Ele literalmente rouba as cenas em que aparece. Assim o que temos aqui é uma declaração de amor ao cinema e à música, pelas mãos do genial Francis Ford Coppola! Se as pessoas na época de lançamento não entenderam isso, certamente não é culpa do diretor, que sempre esteve tão a frente de seu tempo. Excelente musical.
Pablo Aluísio.
A Força do Amor
Título Original: Breathless
Ano de Produção: 1983
País: Estados Unidos
Estúdio: Orion Pictures, Columbia Pictures
Direção: Jim McBride
Roteiro: François Truffaut, Jean-Luc Godard
Elenco: Richard Gere, Valérie Kaprisky, Art Metrano
Sinopse:
Jesse Lujack (Richard Gere) não cabe em si mesmo de tanta vontade de viver intensamente cada minuto de sua vida. Para isso ele toma atitudes fora do comum, causando perplexidade em todos ao seu redor. Ao lado de Monica Poiccard (Valérie Kaprisky) ele quer viajar e ganhar o mundo, sempre com o rádio de seu carro sintonizado no último volume em seu grande ídolo, o roqueiro dos anos 50 Jerry Lee Lewis.
Comentários:
Esse filme foi um tremendo fracasso de público e crítica em seu lançamento. Na época em que foi lançado a película recebeu adjetivos do tipo "imbecil", "estúpido" e outros "elogios". Sempre achei muito exageradas as reações, inclusive me surpreendi bastante com isso já que o roteiro foi escrito e criado pelo prestigiado François Truffaut. Mudou sua capacidade de escrever bons textos ou mudaram as boas intenções de quem sempre o elogiou no passado? Enfim, são mistérios da crítica mundial. De uma forma ou outra quero chamar a atenção para a vivacidade da interpretação de Richard Gere. Esse é um personagem bem diferenciado de sua carreira, um sujeito que parece viver a mil, beirando inclusive a doença mental (não entregarei as surpresas do roteiro, mas saibam que dei uma dica importante por aqui). Curiosamente seu personagem também tem uma obsessão louca pelo roqueiro pioneiro Jerry Lee Lewis, procurando imitar sua personalidade radiante e fora dos padrões. O próprio título original "Breathless" é o nome de um famoso sucesso do assim conhecido "The Killer". No geral o que sobra de toda essa salada com coca-cola é um filme que sempre considerei muito divertido, com altos e baixos sim, mas longe do rótulo de "porcaria" que lhe foi imposto injustamente na época em que chegou aos cinemas pela primeira vez.
Pablo Aluísio.
Richard Gere - Filmografia Selecionada
sábado, 10 de outubro de 2026
Nove Semanas e Meia de Amor
sábado, 3 de outubro de 2026
O Ano do Dragão
O Ano do Dragão
Numa das cenas mais famosas ele desdenha de um oriental que tenta lhe explicar a importância da cultura milenar do oriente. Em um diálogo tipicamente xenófobo ele responde: "Vocês podem ter milhares de anos mas os Estados Unidos só tem duzentos e aqui as coisas são feitas assim!" Mickey Rourke surge em cena com os cabelos pintados de branco e seu personagem se chama Stanley White (branco) - seria mais uma reafirmação implícita do poder da raça branca sobre a amarela proposta discretamente por Oliver Stone em seu texto? Quem sabe o que se passava afinal na cabeça dele, só podemos mesmo deduzir sobre todas essa mensagens subliminares presentes no roteiro. "O Ano do Dragão" trouxe um sopro de fôlego renovado na carreira de Michael Cimino pois foi comercialmente bem sucedido. Logo após ele tentou novamente emplacar um sucesso com "O Siciliano" com Christopher Lambert mas as coisas não deram certo e o filme foi novamente um fracasso, contribuindo para encerrar a carreira do diretor.
O Ano do Dragão (Year of The Dragon, Estados Unidos, 1986) Direção: Michael Cimino / Roteiro: Oliver Stone baseado no livro de Robert Daley / Elenco: Mickey Rourke, John Lone, Raymond J. Barry, Caroline Kava / Sinopse: Stanley White (Mickey Rourke) é um policial que investiga uma série de crimes dentro de uma comunidade chinesa em Nova Iorque.
Pablo Aluísio.
Nos Calcanhares da Máfia
Nos Calcanhares da Máfia
Título Original: The Pope of Greenwich Village
Ano de Produção: 1984
País: Estados Unidos
Estúdio: United Artists
Direção: Stuart Rosenberg
Roteiro: Vincent Patrick
Elenco: Eric Roberts, Mickey Rourke, Daryl Hannah, Geraldine Page
Sinopse:
Charlie (Mickey Rourke) e seu primo problemático Paulie (Eric Roberts) decidem roubar 150 mil dólares para apostar em um cavalo, cujo resultado antecipado caiu nos ouvidos de Paulie. O problema é que o dinheiro pertence ao chefão da máfia local e isso certamente trará muitos problemas para todos os envolvidos no crime. Filme indicado ao Oscar na categoria Melhor Atriz Coadjuvante (Geraldine Page).
Comentários:
Mickey Rourke fez muitos filmes interessantes no começo de sua carreira. Um dos mais relevantes (e que anda bastante esquecido nos dias de hoje) é esse "The Pope of Greenwich Village". Hoje a película é uma das mais raras no mercado, até porque até onde vai minha memória o filme não foi sequer lançado em VHS no Brasil. Em termos estéticos o filme lembra bastante o visual das produções policiais dos anos 70. O realismo é focado em cada momento e o clima de sordidez que impera nos bairros mais populares de Nova Iorque explode na tela. Embora o filme tenha sido estrelado por Eric Roberts (irmão de Julia Roberts, um ator cuja carreira infelizmente não aconteceu), o destaque vai mesmo para Mickey Rourke. No auge de seu estilo cool de ser, com cabelo desgrenhado e barba por fazer, ele era a aposta da crítica para ocupar um lugar que um dia fora de Brando e James Dean. Era o próprio ator rebelde daqueles anos. Pena que tanta rebeldia acabou prejudicando sua própria carreira, pois Rourke recusaria nos anos seguintes ótimos filmes e se envolveria em brigas com produtores e escândalos na vida pessoal. Tudo foi minando sua subida rumo ao panteão dos deuses de Hollywood. De uma forma ou outra filmes como esse capturaram para a posterioridade seus melhores momentos dentro da sétima arte. Por essas e outras razões "Nos Calcanhares da Máfia" merece certamente ser redescoberto nos dias de hoje.
Pablo Aluísio.









