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domingo, 16 de agosto de 2026

Era Uma Vez na América

Título no Brasil: Era Uma Vez na América
Título Original: Once Upon a Time in America
Ano de Lançamento: 1984
País: Estados Unidos e Itália
Direção: Sergio Leone
Roteiro: Sergio Leone, Leonardo Benvenuti, Piero De Bernardi, Enrico Medioli, Franco Arcalli e Franco Ferrini, baseado no romance The Hoods, de Harry Grey
Produção: The Ladd Company, Embassy International Pictures e Rafran Cinematografica
Elenco: Robert De Niro, James Woods, Elizabeth McGovern, Joe Pesci, Tuesday Weld, Treat Williams, James Russo, Burt Young e William Forsythe.

Sinopse:
Era Uma Vez na América acompanha David "Noodles" Aaronson, um jovem judeu que cresce no Lower East Side de Nova York durante o início do século XX e entra progressivamente no mundo do crime organizado. Ao lado de Max Bercovicz e de outros amigos de infância, Noodles constrói uma pequena quadrilha que começa praticando furtos e contrabando antes de se transformar em uma poderosa organização criminosa. A narrativa percorre diferentes períodos da vida do protagonista, mostrando sua juventude, a época da Lei Seca e seu retorno a Nova York décadas mais tarde. A amizade entre Noodles e Max constitui o centro emocional da história: enquanto Noodles é mais cauteloso e marcado por sentimentos de culpa, Max demonstra uma ambição cada vez maior e deseja transformar o grupo em uma organização criminosa de alcance nacional. Paralelamente, Noodles mantém uma relação complexa com Deborah, uma jovem que conhece desde a infância e por quem desenvolve uma paixão que atravessa décadas. O filme mistura memória, violência, amor, amizade, traição e nostalgia, construindo um retrato épico da ascensão e queda de uma geração de gângsteres americanos.

Comentários:
Quando chegou aos cinemas em 1984, Era Uma Vez na América foi apresentado como o grande projeto de despedida de Sergio Leone, diretor que havia revolucionado o western com sua chamada "Trilogia dos Dólares" e posteriormente realizado Era Uma Vez no Oeste. A crítica americana ficou profundamente dividida, em grande parte porque a versão lançada nos Estados Unidos foi drasticamente reduzida em relação à concepção original de Leone. O The New York Times, em crítica de Vincent Canby, reconheceu a impressionante escala visual do filme e o talento de Robert De Niro, mas considerou a narrativa excessivamente longa e difícil de acompanhar. A revista Variety foi mais favorável, elogiando a fotografia, os cenários e a ambição cinematográfica de Leone, embora também apontasse problemas de ritmo. O Los Angeles Times destacou a atmosfera de sonho e memória presente na narrativa e chamou atenção para a extraordinária recriação da Nova York das primeiras décadas do século XX. Robert De Niro recebeu elogios por interpretar Noodles em diferentes fases de sua vida, enquanto James Woods foi considerado um contraponto perfeito como Max. A trilha sonora de Ennio Morricone também foi amplamente celebrada, sendo considerada fundamental para criar a atmosfera melancólica do filme. Apesar da divisão crítica, muitos jornalistas reconheceram que estavam diante de uma obra extraordinariamente ambiciosa, muito diferente dos tradicionais filmes de gângster produzidos por Hollywood.

Com o passar dos anos, a reputação de Era Uma Vez na América cresceu de maneira extraordinária. A versão restaurada e mais próxima da montagem pretendida por Sergio Leone permitiu que críticos e espectadores reavaliassem profundamente o filme. Hoje, publicações como The New Yorker, Empire e Sight & Sound frequentemente o incluem entre os grandes épicos cinematográficos do século XX. A narrativa passou a ser admirada justamente por sua estrutura fragmentada, que mistura passado, presente, memória e fantasia para representar a maneira como Noodles recorda sua própria vida. O filme também ganhou força como uma reflexão sobre a passagem do tempo: os personagens envelhecem, os bairros mudam, os antigos amigos desaparecem e o mundo que construíram deixa de existir. Robert De Niro é atualmente considerado um dos grandes destaques de sua carreira, especialmente pela capacidade de transmitir o peso psicológico de Noodles sem recorrer a excessos. A direção de Leone, a fotografia de Tonino Delli Colli e a música de Morricone são igualmente reconhecidas como elementos essenciais de sua grandeza. Embora tenha sido recebido com incompreensão e tenha fracassado comercialmente em seu lançamento americano, Era Uma Vez na América transformou-se posteriormente em um clássico absoluto do cinema mundial. Hoje é frequentemente colocado ao lado de O Poderoso Chefão e Os Bons Companheiros entre os maiores filmes de gângster já realizados, sendo considerado o monumental testamento cinematográfico de Sergio Leone.

Erick Steve. 

O Rei da Comédia

Título no Brasil: O Rei da Comédia
Título Original: The King of Comedy
Ano de Lançamento: 1982
País: Estados Unidos
Estúdio: 20th Century Fox
Direção: Martin Scorsese
Roteiro: Paul D. Zimmerman
Elenco: Robert De Niro, Jerry Lewis, Sandra Bernhard, Diahnne Abbott, Shelley Hack, Ed Herlihy, Chuck Low e Tony Randall.

Sinopse:
Rupert Pupkin é um aspirante a comediante que vive obcecado pela ideia de alcançar o sucesso na televisão. Convencido de que possui um talento extraordinário, Rupert acredita que basta conseguir uma oportunidade para se transformar em uma grande estrela. Seu principal objetivo é participar do popular programa apresentado pelo famoso comediante Jerry Langford, interpretado por Jerry Lewis. Depois de conseguir um breve encontro com seu ídolo, Rupert interpreta a cordialidade de Langford como uma promessa de que será convidado para o programa. Quando percebe que isso não acontecerá espontaneamente, passa a perseguir o apresentador de maneira cada vez mais insistente. Com a ajuda de Masha, uma admiradora igualmente obsessiva de Langford, Rupert acaba planejando o sequestro do apresentador para obrigá-lo a lhe conceder alguns minutos de televisão. A partir daí, o filme mergulha na mente perturbada de um homem incapaz de distinguir fantasia de realidade, transformando sua obsessão pela fama em uma sátira sombria sobre celebridade, televisão e o desejo desesperado de ser reconhecido.

Comentários:
Quando O Rei da Comédia chegou aos cinemas em 1982, a reação da crítica americana foi bastante dividida. O The New York Times, em crítica de Vincent Canby, reconheceu a inteligência da produção e o talento de Martin Scorsese, mas observou que o filme deliberadamente colocava o espectador em uma posição desconfortável diante de Rupert Pupkin. A revista Variety destacou a interpretação de Robert De Niro e considerou o personagem uma das criações mais perturbadoras do ator, justamente porque Rupert não se comporta como um vilão tradicional. A revista Time também chamou atenção para a sátira da cultura da celebridade e para a maneira como Scorsese desmontava a fantasia do "sonho americano" de sucesso. O filme, entretanto, não agradou a todos. Alguns críticos consideraram Rupert excessivamente desagradável e a narrativa fria demais, especialmente quando comparada aos dramas mais violentos e emocionalmente intensos que Scorsese havia dirigido anteriormente. A participação de Jerry Lewis foi considerada um dos grandes acertos, pois o lendário comediante interpreta uma versão ficcional de si mesmo que funciona simultaneamente como celebridade admirada e vítima da obsessão de Rupert. Sandra Bernhard, em sua estreia cinematográfica, também chamou atenção como Masha, uma personagem cuja obsessão por Langford espelha e amplia a própria loucura do protagonista.

Apesar da recepção inicialmente irregular e de seu desempenho comercial modesto, O Rei da Comédia passou por uma extraordinária reavaliação crítica ao longo das décadas. Atualmente, é frequentemente considerado um dos filmes mais subestimados de Martin Scorsese e uma das interpretações mais corajosas da carreira de Robert De Niro. Críticos posteriores passaram a perceber que a história de Rupert Pupkin antecipava fenômenos que se tornariam ainda mais comuns na cultura contemporânea: pessoas dispostas a fazer qualquer coisa para conquistar fama, transformar a própria vida em espetáculo e confundir atenção pública com reconhecimento pessoal. A revista Entertainment Weekly e outras publicações americanas passaram a destacar a impressionante atualidade da sátira, especialmente depois da explosão dos reality shows e das redes sociais. O Los Angeles Times também observou em retrospectivas que o filme ganhou força justamente porque a cultura da celebridade se tornou ainda mais agressiva desde 1982. A atuação de De Niro é hoje considerada fundamental para compreender o personagem: Rupert não acredita ser um fracassado; ele acredita sinceramente que já é uma estrela e que o mundo simplesmente ainda não percebeu isso. Essa característica torna o filme simultaneamente engraçado, perturbador e profundamente triste. Hoje, O Rei da Comédia é reconhecido como um clássico do cinema americano dos anos 1980 e como uma das obras mais visionárias de Scorsese sobre fama, televisão, narcisismo e a necessidade humana de ser visto.

Erick Steve. 

Confissões Verdadeiras

Título no Brasil: Confissões Verdadeiras
Título Original: True Confessions
Ano de Lançamento: 1981
País: Estados Unidos
Estúdio: United Artists
Direção: Ulu Grosbard
Roteiro: John Gregory Dunne e Joan Didion, baseado no romance de John Gregory Dunne
Elenco: Robert De Niro, Robert Duvall, Rose Gregorio, Cyril Cusack, Ed Flanders, Burgess Meredith, Kenneth McMillan e Jeanette Nolan.

Sinopse:
Ambientado em Los Angeles no final dos anos 1940, True Confessions acompanha dois irmãos que escolheram caminhos completamente diferentes na vida. Desmond Spellacy, interpretado por Robert De Niro, é um ambicioso monsenhor da Igreja Católica que exerce enorme influência sobre a comunidade e mantém relações próximas com políticos e empresários. Seu irmão, Tom Spellacy, vivido por Robert Duvall, é um detetive do Departamento de Polícia de Los Angeles, conhecido por sua personalidade austera e seu senso de justiça. A história começa com a investigação do assassinato brutal de uma jovem prostituta, cujo corpo é encontrado em circunstâncias extremamente violentas. À medida que Tom aprofunda suas investigações, percebe que o crime pode estar relacionado a interesses políticos, corrupção policial e às atividades de pessoas ligadas à Igreja. Paralelamente, Desmond tenta proteger a reputação da arquidiocese e seus próprios projetos de expansão. O caso acaba colocando os irmãos em lados diferentes de uma sociedade marcada por corrupção, ambição e hipocrisia.

Comentários:
True Confessions recebeu uma reação bastante respeitosa da crítica americana quando chegou aos cinemas em setembro de 1981, principalmente por causa das atuações de Robert De Niro e Robert Duvall. O The New York Times, em crítica de Vincent Canby, destacou a atmosfera sombria do filme e a complexidade da relação entre os dois irmãos, embora tenha considerado o roteiro excessivamente carregado de personagens e subtramas. A revista Variety foi mais entusiasmada com o trabalho do elenco, apontando De Niro e Duvall como o principal motivo para acompanhar a produção. A atuação de Duvall foi especialmente elogiada por transmitir a frustração e o cansaço de um policial que percebe que a justiça não funciona de maneira igual para todos. De Niro, por sua vez, apresentou uma interpretação deliberadamente contida, evitando transformar o monsenhor Desmond em um vilão convencional. A revista Time também chamou atenção para a maneira como o filme retrata a Igreja, a polícia e as elites econômicas de Los Angeles, observando que a narrativa funciona melhor como estudo de caráter do que como simples investigação policial. A direção de Ulu Grosbard recebeu elogios pela atmosfera realista e pela recusa em transformar o material em um thriller convencional.

O aspecto mais valorizado atualmente em True Confessions é justamente a relação entre os dois protagonistas. O filme não apresenta Tom e Desmond simplesmente como representantes da polícia e da Igreja, mas como irmãos que desenvolveram códigos morais completamente diferentes. Tom acredita que deve descobrir a verdade, enquanto Desmond acredita que determinadas verdades precisam ser escondidas para preservar instituições maiores. Essa tensão confere ao filme uma atmosfera melancólica e adulta, bastante característica de determinados dramas americanos do início dos anos 1980. O Los Angeles Times destacou a recriação da Los Angeles do pós-guerra e a fotografia de Owen Roizman, que utiliza ambientes escuros e uma paleta visual sombria para reforçar o sentimento de decadência moral. Com o passar dos anos, o filme passou a ser considerado uma obra subestimada das filmografias de De Niro e Duvall. Embora não possua a mesma popularidade de Taxi Driver, Touro Indomável, O Poderoso Chefão ou Apocalypse Now, é frequentemente lembrado por estudiosos do cinema americano como um excelente exemplo do drama policial adulto produzido em Hollywood naquele período. A força das duas interpretações principais e o retrato de uma Los Angeles dominada por interesses políticos, religiosos e econômicos fazem de True Confessions uma produção particularmente interessante para quem aprecia filmes policiais mais lentos, sombrios e voltados para personagens complexos.

Erick Steve. 

sábado, 27 de junho de 2026

Touro Indomável

Título no Brasil: Touro Indomável
Título Original: Raging Bull
Ano de Produção: 1980
País: Estados Unidos
Estúdio: United Artists
Direção: Martin Scorsese
Roteiro: Martin Scorsese, Joseph Carter
Elenco: Robert De Niro, Cathy Moriarty, Joe Pesci

Sinopse:
Tudo o que deseja Jake La Motta (De Niro) para sua vida é vencer no concorrido mundo do boxe. Sujeito explosivo, de temperamento mercurial, ele quer chegar no auge, com todo o poder, dinheiro e mulheres que conseguir. Após um começo de carreira promissor o boxeador começa a entender que nem tudo parece caminhar como ele havia planejado. Pior para seu irmão, Joey (Joe Pesci) e a garota de seus sonhos, a adolescente Vickie (Cathy Moriarty), que terão que suportar ao seu lado a inevitável queda do vaidoso esportista. Filme indicado a seis prêmios da academia, se tornando vencedor nas categorias de Melhor Ator (Robert De Niro) e Melhor Edição. Vencedor do Globo de Ouro na categoria de Melhor ator (Robert De Niro).

Comentários:
Alguns filmes definem toda a carreira de um grande ator. Olhando sob esse ponto de vista "Raging Bull" define o intérprete Robert De Niro. No auge de sua criatividade e talento dramático ele se uniu a outro gênio, Martin Scorsese, para contar a história de declínio e glória do boxeador Jake LaMotta, desde seus primórdios, quando se deliciou do status, dinheiro e sucesso das vitórias até sua queda final, quando sentiu o amargo gosto da sarjeta. Se não fosse baseado em fatos reais poderíamos até dizer que esse filme havia sido inspirado em alguma tragédia da pena de William Shakespeare, tamanha a sua carga dramática! Com maravilhosa fotografia em preto e branco e com Scorsese em momento inspirado o filme não poderia ser menos do que uma verdadeira obra prima do cinema, sempre reverenciado e incluído naquelas listas do tipo "Os 100 Melhores Filmes de Todos os Tempos". Curiosamente o próprio De Niro pagaria um pouco caro pelo seu amor à arte. Ao emagrecer e engordar tanto para incorporar seu personagem ele chegou até mesmo a ter sérios problemas de saúde na época. Foi um preço justo a se pagar, já que acabou sendo premiado nos dois maiores prêmios do cinema americano, o Oscar e o Globo de Ouro. Em ambos os casos sua premiação foi mais do que merecida, uma unanimidade tanto de público como de crítica! Esse é sem dúvida um momento essencial e obrigatório na vida de todo e qualquer cinéfilo que se preze! Uma aula de direção e interpretação em um filme realmente inesquecível.

Pablo Aluísio.

O Franco Atirador

Título no Brasil: O Franco Atirador
Título Original: The Deer Hunter
Ano de Produção: 1978
País: Estados Unidos
Estúdio: EMI Films, Universal Pictures
Direção: Michael Cimino
Roteiro: Michael Cimino, Deric Washburn
Elenco: Robert De Niro, Meryl Streep, Christopher Walken, John Cazale, John Savage, George Dzundza

Sinopse:
Um grupo de amigos de uma cidade industrial dos Estados Unidos é enviado para a Guerra do Vietnã. No país asiático são feitos prisioneiros, submetidos a torturas físicas e psicológicas. A guerra cria traumas praticamente impossíveis de superar, afetando a vida de todos eles. Filme vencedor do Oscar nas categorias de melhor filme, melhor direção, melhor ator coadjuvante (Christopher Walken) e melhor som. Também premiado pelo Globo de Ouro na categoria de melhor filme.

Comentários:
Esse filme foi o grande vencedor do Oscar no ano de 1978. Foi premiado em categorias importantes, inclusive melhor filme, melhor direção e melhor ator coadjuvante (Christopher Walken). O roteiro é nitidamente dividido em três grandes atos. No primeiro é mostrado a vida dos jovens amigos antes da guerra. Eles trabalham em uma indústria pesada de sua cidade. A vida é dura, mas há momentos de felicidade, como o casamento de um deles antes de ir para a guerra do Vietnã. No segundo ato temos os personagens visitando o inferno no sudeste asiático. A guerra no Vietnã se mostra um beco sem saída. Eles são capturados pelos inimigos e submetidos a torturas, inclusive um jogo de vida ou morte com roleta russa. Enquanto os americanos puxam o gatilho contra a cabeça, os vietcongues apostam em quem vai sobreviver. O terceiro e último ato mostra o retorno de Michael (Robert De Niro) aos Estados Unidos. Ele é o único que consegue sair são e salvo do Vietnã. Tentando recomeçar sua vida ele tenta iniciar um romance com Linda (Meryl Streep), que trabalha em um supermercado da cidade. O caso entre eles porém nunca consegue decolar. Esse filme traz todas as qualidades e defeitos que marcaram a filmografia de Michael Cimino. Entre suas qualidades estava o domínio de mostrar cenas bem elaboradas, envolvendo um grande número de atores. De seus defeitos podemos perceber o corte excessivo do filme, que resultou numa duração de quase 3 horas. Mesmo assim é um clássico do cinema que merece ser redescoberto, principalmente para quem se interessa pela história do Oscar.

Pablo Aluísio.

sábado, 20 de junho de 2026

New York, New York

New York, New York
Jimmy Doyle (Robert De Niro) é um saxofonista boêmio que volta da II Guerra Mundial e decide se casar com uma talentosa cantora, Francine Evans (Liza Minnelli), que tem o sonho de virar uma grande estrela de Hollywood. “New York, New York” foi uma curiosa tentativa do diretor Martin Scorsese em dirigir um musical ao velho estilo. Apaixonado por filmes antigos ele tentou, nessa rara incursão pela gênero, renovar e revitalizar os antigos musicais inspirados  nas peças da Broadway. Apesar dos grandes talentos envolvidos não há como negar que se trata de um filme bem abaixo das expectativas. Scorsese não mostra muita intimidade com musicais tornando o filme lento, pesado, muito melodramático para algo que deveria ser leve, divertido, simpático. A escolha de Robert De Niro também se mostra um equivoco já que ele definitivamente não leva jeito para a coisa, demonstrando em vários momentos que não tem qualquer familiaridade com o instrumento musical que finge tocar o filme inteiro.

Assim com tantos marinheiros de primeira viagem em filmes musicais sobra para Liza Minnelli a complicada tarefa de salvar musicalmente o filme, coisa que faz com raro brilhantismo. Não é de se estranhar já que Liza é um talento nato, que descende de uma linhagem de grandes cantoras. Ela se destaca pois tem talento musical para dar e emprestar ao resto do elenco. Apesar disso o filme não foi bem nem de bilheteria e nem de critica, que não comprou a idéia de Scorsese. Anos depois De Niro reconheceu os problemas do filme afirmando que já sabia que não daria certo pois Scorsese não tinha experiência com esse tipo de produção. Assim “New York, New York” foi sendo gradualmente esquecido até que Frank Sinatra resolveu resgatar a canção tema do filme, a transformando em um de seus maiores sucessos na carreira. Uma canção que virou símbolo da cidade de Nova Iorque sendo sempre lembrada em inúmeros filmes e comerciais até os dias de hoje. Um ícone cultural representativo de uma das maiores metrópoles do mundo.

New York, New York (New York, New York, Estados Unidos, 1977) Direção: Martin Scorsese / Roteiro: Earl Mac Rauch, Mardik Martin / Elenco: Liza Minnelli, Robert De Niro, Lionel Stander / Sinopse: O filme narra as duras lutas de um casal de artistas em Nova Iorque após o fim da segunda guerra mundial.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

O Último Magnata

Título no Brasil: O Último Magnata
Título Original: The Last Tycoon
Ano de Lançamento: 1976
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Elia Kazan
Roteiro: F. Scott Fitzgerald, Harold Pinter
Elenco: Robert De Niro, Anjelica Huston, Theresa Russell, Jack Nicholson, Donald Pleasence, Robert Mitchum, Tony Curtis, John Carradine

Sinopse:
Baseado no romance escrito por F. Scott Fitzgerald, o filme "O Último Magnata" conta a história de um famoso e poderoso produtor de cinema em Hollywood durante a década de 1930. Ele tenciona transformar dois jovens atores em grandes astros, ao mesmo tempo em que disputa o controle de um dos grandes estúdios de Hollywood. Filme indicado ao Oscar na categoria de melhor direção de arte. 

Comentários:
Hollywood olha para si mesma, para seu passado e tenta entender o que se perdeu com o passar dos anos. Assim eu vejo esse filme que foi muito elogiado na época de seu lançamento original, embora não tenha feito boa bilheteria. Atribuo isso a um fato até relativamente fácil de compreender. Para realmente apreciar esse filme o espectador tem que ter uma boa base de conhecimentos históricos sobre o passado da indústria cinematográfica dos Estados Unidos. Por aí já se tira que nem todo muito possui esse tipo de conhecimento e muitos nem sequer vão ter interesse em conhecer. Por isso esse é um filme de nicho, para cinéfilos mesmo. De bom temos uma boa reconstituição histórica e como não poderia deixar de ser, mais uma bela interpretação de Robert De Niro. A direção ficou com o mestre Elia Kazan. Nome mais indicado para contar esse tipo de história não havia. Pena que ele já estava bastante envelhecido quando dirigiu o filme. Já estava se despedindo do cinema, então seus melhores dias já pertenciam ao passado. Enfim faltou, em meu ponto de vista, mais glamour da velha Hollywood. Esse clima de elegância e luxo parece mesmo que se perdeu nas areias do tempo. 

Pablo Aluísio.

domingo, 1 de março de 2026

1900

Título no Brasil: 1900
Título Original: Novecento
Ano de Lançamento: 1976
País: Itália, França
Estúdio: Artemis Films
Direção: Bernardo Bertolucci
Roteiro: Giuseppe Bertolucci, Bernardo Bertolucci
Elenco: Robert De Niro, Gérard Depardieu, Dominique Sanda, Paolo Nicole, Francesco Napoli

Sinopse:
O filme conta a história de dois amigos de infância que vivem na virada do século XIX para o século XX. É um momento de intensa vida política em seu país e eles acabam, com o passar dos anos, ficando em lados opostos dessa visão política da vida. Na luta de classes do começo do século eles acabam em lados opostos, lutando um contra o outro. 

Comentários:
Eu me recordo quando esse filme foi lançado no Brasil em VHS pelo selo CIC nos anos 80. Foi um lançamento badalado porque, apesar de ser um filme antigo, dos anos 70, a crítica se debruçou em elogios e mais elogios. De certa forma foi um dos picos do cinema italiano, que se sentia forte o suficiente para contratar atores de Hollywood, gastando milhões em uma produção requintada. Apesar de tudo isso a favor nunca consegui gostar muito desse filme. Ele tem uma duração excessiva, excesso também de personagens, muitos secundários que entram e somem dentro da história, que muitas vezes é mal conduzida. Além disso o teor da mensagem do roteiro é claramente socialista e muitas vezes o filme se torna panfleto de propaganda da ideologia de esquerda. Enfim, nunca ficou entre os meus filmes preferidos nem do Bernardo Bertolucci e nem muito menos do Robert De Niro. Ao longo de suas carreiras eles fizeram coisa bem melhor. 

Pablo Aluísio.

sábado, 20 de dezembro de 2025

Taxi Driver

Taxi Driver
Para muitos críticos a maior obra-prima de Martin Scorsese é esse filme, "Taxi Driver". Uma ode à loucura para alguns, um manifesto sobre o processo de enlouquecimento do homem moderno pela vida urbana e massacrante, para outros. De qualquer forma é um daqueles filmes em que o espectador simplesmente não consegue ignorar, tal a sua força. E tudo isso, construído em cima de uma história, de um enredo que parece ser dos mais simples, mostrando a vida de um motorista de táxi, como tantos outros que conhecemos por aí, na vida cotidiana. O protagonista se chama Travis Bickle (Robert De Niro), Ele é um veterano da guerra do Vietnã que trabalha como motorista de táxi pelas ruas de uma Nova Iorque decadente, suja, imunda e amoral. Ao se deparar com a vida da adolescente Iris (Jodie Foster) que vive como prostituta pelos becos da grande cidade, acaba gradualmente perdendo o senso da realidade. Corroído pelo caos urbano e pela falta de humanidade no meio em que trabalha, ele acaba caminhando a passos largos para a insanidade completa. E tudo mesclado com uma explosão de violência que não chega a tardar.

Esse filme que mudou para sempre a carreira do ator Robert De Niro. Filho de um pintor do Greenwich Village em New York, o jovem De Niro só esperava por um grande papel para se destacar definitivamente no cinema. Formado no Actors Studio, a mesma escola de arte dramática onde estudaram Marlon Brando e James Dean, ele foi o grande representante da última e fenomenal geração de atores de Nova Iorque proveniente daquela instituição de ensino. Aqui um ainda jovem De Niro conseguiu desenvolver finalmente todo o seu talento nessa obra prima psicológica e insana do diretor Martin Scorsese, com quem ele faria uma longa e bem produtiva parceria nas telas de cinema. O interessante é que tanto Scorsese como De Niro sempre afirmaram amar a cidade de Nova Iorque, porém fizeram a ela uma estranha "homenagem". Um dos símbolos de NYC, os seus táxis amarelos, se tornam o cenário e o palco para um estranho personagem, o motorista vivido por De Niro. Um sujeito que foi a Vietnã e voltou de lá com sérios problemas psicológicos e traumas que aos poucos vão dominando sua mente, culminando para um clímax insano, violento e explosivo.

O "gatilho" para seu enlouquecimento acaba sendo uma estranha relação que desenvolve com uma adolescente prostituta, interpretada com brilhantismo por Jodie Foster (que consegue inclusive ofuscar em determinados momentos o próprio De Niro, algo impensável). Em determinado momento do filme ela o provoca dizendo que ele deveria provar seu amor matando o presidente dos Estados Unidos. Um louco da vida real acabou levando muito à sério o diálogo e realmente fez um atentado ao presidente Ronald Reagan, um fato amplamente explorado pela imprensa na época e que acabou marcando de forma definitiva o filme "Taxi Driver". Esse aspecto macabro e bizarro da história porém deve ser descartado, pois é um fato externo à obra de Scorsese. O que se deve mesmo levar em conta é que essa é uma verdadeira obra prima da sétima arte, um dos melhores filmes da década de 1970 e um marco do estilo realista que estava predominando naqueles agitados e produtivos anos para a indústria de cinema americana. Imperdível para todo cinéfilo que se preze. Merecia inclusive ter vencido em todas as categorias importantes do Oscar naquele ano. Só que a Academia, como sempre, estava mais disposta a fazer mais uma de suas injustiças históricas. Melhor assim, "Taxi Driver" realmente nunca foi um filme convencional, aliás sua estética era direcionada para o extremo oposto disso. Assim acabou sendo coerente em tudo, até no Oscar.

Taxi Driver (Estados Unidos, 1976) Estúdio: Columbia Pictures / Direção: Martin Scorsese / Roteiro: Paul Schrader / Elenco: Robert De Niro, Jodie Foster, Cybill Shepherd, Albert Brooks / Sinopse: Motorista de táxi de Nova Iorque, um veterano da guerra do Vietnã, começa a trilhar o caminho da loucura insana e violenta, após se relacionar com uma jovem garota, menor de idade, que trabalha como prostituta nas ruas escuras da cidade.  Filme indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Ator (Robert De Niro), Melhor Atriz coadjuvante (Jodie Foster) e Melhor Música Original (Bernard Herrmann). Também indicado ao Globo de Ouro nas categorias de Melhor Ator (Robert De Niro) e Melhor Roteiro Original (Paul Schrader). Vencedor do BAFTA Awards nas categorias de Melhor Atriz (Jodie Foster) e Melhor Música (Bernard Herrmann).

Pablo Aluísio.

sábado, 13 de dezembro de 2025

O Poderoso Chefão II

Título no Brasil: O Poderoso Chefão II
Título Original: The Godfather Part II
Ano de Produção: 1974
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Francis Ford Coppola
Roteiro: Francis Ford Coppola, Mario Puzo
Elenco: Al Pacino, Robert De Niro, Robert Duvall, Diane Keaton, John Cazale, Lee Strasberg 

Sinopse:
Nova Iorque. Década de 1920. Vito Corleone (Robert De Niro) é um imigrante italiano que tenta subir na vida na grande metrópole americana. Vindo de baixo, acaba sendo alvo de criminosos que querem extorquir e se aproveitar de seu pequeno negócio. Sem outra alternativa resolve reagir contra as injustiças, nascendo daí uma das mais poderosas famílias mafiosas dos Estados Unidos. 

Na outra linha narrativa, Michael Corleone (Al Pacino) começa a se envolver cada vez mais nas atividades ilícitas de seu clã, ao tentar ampliar os negócios dos Corleones através de Nevada e de Cuba, prestes a passar por uma grande revolução comunista. Filme indicado a onze prêmios da academia, sendo vencedor do Oscar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Direção (Francis Ford Coppola), Melhor Roteiro (Francis Ford Coppola, Mario Puzo), Melhor Ator Coadjuvante (Robert De Niro), Melhor Direção de Arte e Melhor Música. Filme vencedor do BAFTA Awards na categoria Melhor Ator (Al Pacino).

Comentários:
Considerado por grande parte da crítica americana como o melhor filme da saga "The Godfather", o que não deixa de ser curioso pois quando o projeto da produção foi anunciado nos anos 70 muitos criticaram a proposta, afinal de contas o primeiro filme foi considerado um clássico absoluto, uma obra de arte completa. Fazer uma continuação era visto como algo indigno. Para surpresa de toda essa gente o fato é que "The Godfather Part II" se mostrou um filme não apenas à altura do primeiro, mas também em certos aspectos bem superior. O roteiro, brilhantemente escrito por Francis Ford Coppola e Mario Puzo, não apenas se limitou a levar em frente o enredo do filme original, mas também desenvolveu de forma genial o passado de Vito Corleone, aqui interpretado de forma irrepreensível por Robert De Niro. 

Assim não são poucos os que acham que na realidade se trata de dois (grandes) filmes em apenas um só! O espectador acaba conhecendo as origens da família Corleone, mostrando que na realidade Don Vito era apenas um imigrante italiano tentando vencer na América honestamente e que precisou trilhar o caminho da violência para proteger seus entes queridos. Na outra linha narrativa o espectador também começa a ver a transformação de Michael Corleone (Pacino). Criado para se tornar o orgulho da família, afastado do lado criminoso de suas atividades, ele acaba ficando no meio do fogo cruzado por diversas circunstâncias que lhe fogem das mãos. Seu destino então se torna traçado a partir desses acontecimentos. Não restam dúvidas, o filme é de fato uma obra prima da sétima arte, um dos melhores da história do cinema americano. Simplesmente maravilhoso.

Pablo Aluísio.

sábado, 6 de dezembro de 2025

Filmografia Robert De Niro

Filmografia Robert De Niro:
A Última Batalha de um Jogador
Caminhos Perigosos
O Poderoso Chefão - Parte II
Taxi Driver
1900
O Último Magnata
New York, New York
O Franco Atirador
Touro Indomável
Confissões Verdadeiras
O Rei da Comédia
Era Uma Vez na América
Amor à Primeira Vista
Brazil: O Filme
A Missão
Coração Satânico
Os Intocáveis
Cartas do Vietnã
Fuga à Meia-Noite
Jacknife
Não Somos Anjos
Stanley e Íris
Os Bons Companheiros
Tempo de Despertar
Culpado por Suspeita
Cortina de Fogo
Cabo do Medo
A Amante
Sombras do Mal
Uma Mulher Para Dois
O Despertar de um Homem
Desafio no Bronx
Frankenstein de Mary Shelley
Cassino
Fogo Contra Fogo
Estranha Obsessão
Sleepers
As Filhas de Marvin
Cop Land
Jackie Brown
Mera Coincidência
Grandes Esperanças
Ronin
Máfia no Divã
Ninguém é Perfeito

Continua...

Obs: Em negrito, reviews já publicados aqui em nosso blog Cinema Classe A. 

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

sábado, 29 de novembro de 2025

O Despertar de um Homem

Título no Brasil: O Despertar de um Homem
Título Original: This Boy's Life                 
Ano de Produção: 1993
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Michael-Caton Jones
Roteiro:  Robert Getchell, baseado no livro de Tobias Wolff
Elenco: Robert De Niro, Ellen Barkin, Leonardo DiCaprio, Chris Cooper

Sinopse: 
Filme baseado em fatos reais. O enredo se passa nos anos 70. Enquanto cresce e se torna um homem o jovem Toby Wolff (Leonardo DiCaprio) presencia sua mãe Caroline (Ellen Barkin) se envolver com uma série de homens violentos, irascíveis e cafajestes. A situação se torna insustentável o que faz com que ela procure recomeçar sua vida em uma outra cidade. Lá acaba conhecendo um novo namorado, Dwight (Robert De Niro), um sujeito que parece ser um bom partido para ela. Trazendo um pouco de estabilidade em sua conturbada vida amorosa, Caroline acaba tendo que lidar com os atritos entre sua nova paixão e seu filho que não gosta do novo companheiro dela.

Comentários:
Pois é, a Rede Globo parece ter se especializada em passar bons filmes apenas nas madrugadas, quando praticamente ninguém pode assistir. Hoje, por exemplo, teremos esse bom filme sendo exibido às duas da matina! Esse aqui assisti em VHS nos anos 90. É aquele tipo de drama que procura ser o mais pé no chão possível. Nada de espetacular ou absurdo acontece - apenas retrata as dificuldades da vida de um jovem, adolescente, que vê sua mãe errando sempre na escolha de seus namorados. Tudo baseado nas memórias pessoais do escritor Tobias Wolff. Eu me recordo que o filme realmente me tocou quando o vi pela primeira vez. Embora nunca tenha passado por algo semelhante deve ser muito penoso (para não dizer traumatizante) ser criado em uma família desestruturada como a do personagem de Leonardo DiCaprio. Afinal de contas nessa idade o ser humano vai criando seus valores morais, seus padrões familiares e quando não há modelos disso por perto tudo pode ficar ainda mais desesperador. Robert De Niro está realmente inspirado pois seu papel exige uma dualidade de personalidades que ele desenvolve muito bem. Para Caroline ele é um tipo de pessoa, já para seu filho o quadro muda drasticamente. DiCaprio, anos antes de virar ídolo em "Titanic" demonstra uma maturidade em seu trabalho que realmente espanta. Afinal ele era apenas um garoto na época! Por fim a bela Ellen Barkin explode em sensualidade em seu papel, mesmo sendo uma personagem em si dramática e infeliz. Assim tente dar uma de coruja hoje à noite e faça uma forcinha para conferir pois esse "This Boy's Life" realmente vale a pena.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 8 de maio de 2025

Caminhos Perigosos

Título no Brasil: Caminhos Perigosos
Título Original:  Mean Streets
Ano de Lançamento: 1973
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Martin Scorsese
Roteiro: Martin Scorsese, Mardik Martin
Elenco: Robert De Niro, Harvey Keitel, David Proval

Sinopse:
Criminosos de baixa hierarquia do mundo da máfia precisam acertar suas contas, envolvendo dívidas, promessas não cumpridas e certas coisas que tinham ficado pelo meio do caminho, mas que precisavam ser acertadas, mesmo que sob a mira de uma arma de fogo. A lei das ruas bem se assemelha à lei da selva. Filme premiado pelo New York Film Critics Circle Awards. 

Comentários:
Esse filme abriu as portas do cinema americano para um jovem ator chamado Robert De Niro. Ele já conhecia o diretor Martin Scorsese do meio teatral e do cenário artístico de Nova York, então foi mesmo uma chance de ouro dada de um amigo pessoal para o outro. E Robert De Niro não decepcionou. Apelidado por Scorsese de "Bobby Milk" (por ele ser muito branco), De Niro já demonstrava nesse seu primeiro trabalho de relevância que o ator já estava pronto desde os primeiros passos. Ele foi um daqueles casos de talento que já nasceu pronto para a sétima arte. E de resto o filme é realmente muito bom, bem escrito e dirigido. Assim como De Niro, Scorsese já era mestre desde os seus primeiros filmes. Para quem gosta desse tipo de filme, não tem outra maneira de dizer, é um título mesmo obrigatório. 

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 13 de março de 2025

A Última Batalha de um Jogador

Título no Brasil: A Última Batalha de um Jogador
Título Original: Bang the Drum Slowly
Ano de Produção: 1973
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: John D. Hancock
Roteiro: Mark Harris
Elenco: Robert De Niro, Vincent Gardenia, Michael Moriarty, Phil Foster, Ann Wedgeworth, Heather MacRae
  
Sinopse:
Dois jogadores de beisebol, Henry Wiggen (Michael Moriarty) e Bruce Pearson (Robert De Niro), se tornam bem amigos enquanto jogam em uma equipe de Nova Iorque. Essa amizade é colocada à prova quando Henry é diagnosticado com uma doença grave, que muito provavelmente colocará fim em sua carreira e em seus sonhos. Bruce acaba se tornando assim seu grande amigo nesse momento extremamente crucial em sua vida.

Comentários:
Filmes sobre esportes só se tornam importantes quando retratam dramas da vida real. Esse "Bang the Drum Slowly" é sem dúvida um dos bons dramas esportivos do cinema americano, colocando em primeiro plano a amizade entre dois jogadores quando um deles descobre que muito provavelmente não terá mais uma promissora carreira desportiva pela frente, isso porque está com uma doença grave. O protagonista do filme é o ator Michael Moriarty, mas obviamente hoje em dia quem mais chama a atenção nesse elenco é o ator Robert De Niro, na época ainda bem jovem e prestes a se tornar um dos mais celebrados atores dos anos 70. Atualmente a carreira de De Niro está em franca decadência (há muitos anos aliás), mas nas décadas de 70 e 80 ele viveu o auge de sua filmografia, com uma sucessão incrível de grandes clássicos, obras primas cinematográficas, em sua trajetória. Curiosamente nem Moriarty e nem De Niro foram lembrados pela Academia por suas respectivas atuações, mas sim o menos conhecido Vincent Gardenia, que acabou arrancando uma indicação ao Oscar por sua participação nesse filme. Coisas de Hollywood.

Pablo Aluísio.