sábado, 23 de maio de 2026

E.T. - O Extraterrestre

E.T. - O Extraterrestre
O filme E.T. – O Extraterrestre (E.T. the Extra-Terrestrial) foi lançado em 11 de junho de 1982, dirigido por Steven Spielberg e estrelado por Henry Thomas, Dee Wallace, Robert MacNaughton, Drew Barrymore e Peter Coyote. A história acompanha Elliott, um garoto solitário que encontra um pequeno extraterrestre abandonado na Terra após sua nave partir sem ele. Assustado e curioso ao mesmo tempo, Elliott decide esconder a criatura em sua casa e acaba desenvolvendo uma profunda amizade com ela. Enquanto tenta proteger E.T. das autoridades e ajudá-lo a entrar em contato com seu planeta de origem, o menino percebe que ambos compartilham uma conexão emocional e quase telepática. O filme mistura ficção científica, fantasia e drama familiar de maneira extremamente sensível. Spielberg utiliza o olhar infantil para construir uma narrativa sobre amizade, perda e esperança. O relacionamento entre Elliott e E.T. é o coração emocional da obra. O filme também explora temas como separação familiar e empatia. Assim, E.T. – O Extraterrestre tornou-se uma das histórias mais emocionantes e universais do cinema.

Quando foi lançado, E.T. – O Extraterrestre recebeu uma recepção crítica extraordinariamente positiva, sendo imediatamente reconhecido como uma obra-prima. O The New York Times descreveu o filme como “uma experiência mágica, profundamente humana e emocionalmente poderosa”. Já o Los Angeles Times afirmou que Spielberg havia criado “um dos filmes mais encantadores da história do cinema moderno”. A revista Variety comentou que o longa era “um triunfo absoluto de narrativa emocional e imaginação cinematográfica”. Muitos críticos elogiaram a capacidade do filme de emocionar públicos de todas as idades. A atuação do jovem Henry Thomas foi amplamente destacada, especialmente pela intensidade emocional de sua interpretação. Spielberg recebeu elogios por equilibrar fantasia e realismo de forma delicada. A crítica também destacou os efeitos especiais e a trilha sonora emocionante composta por John Williams. Assim, o filme conquistou aclamação quase unânime desde sua estreia.

A recepção crítica continuou extremamente favorável ao longo dos anos. Publicações como The New Yorker passaram a considerar o longa “um dos filmes mais emocionantes e influentes já produzidos em Hollywood”. O filme recebeu 9 indicações ao Oscar e venceu 4, incluindo Melhor Trilha Sonora, Melhores Efeitos Sonoros, Melhor Som e Melhores Efeitos Visuais. Spielberg também recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Diretor. Muitos críticos passaram a enxergar o filme como a expressão mais pessoal e emocional da carreira do diretor. A relação entre Elliott e E.T. tornou-se um símbolo do poder da amizade e da imaginação infantil. A famosa cena das bicicletas voando diante da lua entrou para a história do cinema. O filme também influenciou inúmeras produções posteriores sobre amizade entre humanos e seres fantásticos. Dessa forma, sua reputação cresceu ainda mais ao longo das décadas. Hoje ele é considerado um dos grandes clássicos do cinema mundial.

Do ponto de vista comercial, E.T. – O Extraterrestre foi um fenômeno gigantesco. Com um orçamento de cerca de 10 milhões de dólares, o filme arrecadou aproximadamente 792 milhões de dólares mundialmente em seus lançamentos originais e relançamentos posteriores. Durante muitos anos, foi a maior bilheteria da história do cinema, superando inclusive Star Wars. O público respondeu com enorme entusiasmo à história emocionante e aos personagens carismáticos. Famílias inteiras retornavam aos cinemas diversas vezes para rever o filme. O boca a boca foi extraordinário e ajudou a transformar o longa em um evento cultural global. O sucesso gerou uma enorme quantidade de produtos licenciados e consolidou Spielberg como o principal diretor comercial de Hollywood. O filme também teve vida longa em VHS, televisão e edições especiais. Assim, seu impacto financeiro e cultural foi imenso. Poucos filmes alcançaram tamanho sucesso popular.

Atualmente, E.T. – O Extraterrestre é considerado um dos filmes mais importantes e amados da história do cinema. A obra continua emocionando novas gerações graças à simplicidade e sinceridade de sua narrativa. Críticos contemporâneos frequentemente destacam a sensibilidade de Spielberg ao retratar a infância. A trilha sonora de John Williams continua sendo uma das mais reconhecidas do cinema. A imagem das bicicletas voando tornou-se um ícone cultural universal. O filme também é lembrado por mostrar a ficção científica sob uma perspectiva emocional e familiar, diferente do enfoque mais militar ou tecnológico comum na época. A atuação de Henry Thomas permanece impressionante para muitos espectadores. O longa segue presente em listas dos maiores filmes de todos os tempos. Dessa forma, sua reputação permanece absolutamente consolidada. E.T. – O Extraterrestre continua sendo uma obra-prima emocionante e inesquecível.

E.T. – O Extraterrestre (E.T. the Extra-Terrestrial, Estados Unidos, 1982) Direção: Steven Spielberg / Roteiro: Melissa Mathison / Elenco: Henry Thomas, Dee Wallace, Robert MacNaughton, Drew Barrymore, Peter Coyote e K.C. Martel / Sinopse: Um garoto encontra um pequeno extraterrestre perdido na Terra e cria uma forte amizade com ele, enquanto tenta ajudá-lo a voltar para casa antes que as autoridades o capturem;

Erick Steve. 

Os Caçadores da Arca Perdida

Os Caçadores da Arca Perdida
O filme Os Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark) foi lançado em 12 de junho de 1981, dirigido por Steven Spielberg e estrelado por Harrison Ford, Karen Allen, Paul Freeman, John Rhys-Davies, Ronald Lacey e Denholm Elliott. Criado por George Lucas, o filme apresenta ao mundo o arqueólogo e aventureiro Indiana Jones, um professor universitário que embarca em perigosas missões em busca de artefatos históricos. Na trama, Jones é recrutado pelo governo americano para encontrar a lendária Arca da Aliança antes que os nazistas coloquem as mãos nela durante os anos que antecedem a Segunda Guerra Mundial. A jornada leva o herói por templos antigos, desertos e cidades exóticas, enfrentando armadilhas mortais, traições e inimigos implacáveis. O filme mistura ação, aventura e humor em ritmo acelerado. Inspirado nos seriados clássicos das décadas de 1930 e 1940, o longa resgata o espírito das aventuras pulp. A famosa sequência da pedra gigante logo na abertura tornou-se histórica. Assim, Os Caçadores da Arca Perdida redefiniu o cinema de aventura moderno.

Quando foi lançado, Os Caçadores da Arca Perdida recebeu uma recepção crítica extremamente positiva, sendo considerado imediatamente um dos grandes filmes do ano. O The New York Times afirmou que o filme era “uma aventura praticamente perfeita, cheia de energia e imaginação”. Já o Los Angeles Times destacou que Spielberg havia criado “um espetáculo irresistível que homenageia os antigos seriados de aventura enquanto os supera tecnicamente”. A revista Variety descreveu o longa como “uma combinação brilhante de ação, humor e efeitos visuais”. Muitos críticos elogiaram o ritmo frenético da narrativa e o carisma de Harrison Ford no papel principal. A direção de Spielberg foi amplamente celebrada por sua habilidade em criar suspense e entretenimento. A química entre Ford e Karen Allen também recebeu comentários positivos. A crítica reconheceu o filme como um marco do cinema comercial. Assim, o longa conquistou aclamação praticamente unânime.

A recepção crítica continuou extremamente favorável ao longo dos anos. Publicações como The New Yorker passaram a considerar o filme “um dos maiores exemplos de entretenimento cinematográfico já produzidos”. O longa recebeu 9 indicações ao Oscar, vencendo 5, incluindo Melhores Efeitos Visuais, Melhor Direção de Arte, Melhor Edição, Melhor Som e um Oscar especial por edição de efeitos sonoros. A trilha sonora composta por John Williams tornou-se uma das mais famosas da história do cinema. Muitos críticos também destacaram a influência do filme sobre o gênero de aventura nas décadas seguintes. A construção do personagem Indiana Jones passou a ser vista como icônica. O equilíbrio entre humor, ação e suspense foi considerado exemplar. Com o passar do tempo, o filme consolidou-se como um clássico absoluto. Sua influência cultural tornou-se gigantesca. Dessa forma, sua reputação permanece extremamente elevada.

Do ponto de vista comercial, Os Caçadores da Arca Perdida foi um enorme sucesso de bilheteria. Com um orçamento de aproximadamente 20 milhões de dólares, o filme arrecadou cerca de 390 milhões de dólares mundialmente, tornando-se a maior bilheteria de 1981. O público respondeu com entusiasmo às cenas de ação espetaculares e ao carisma de Indiana Jones. O boca a boca foi extremamente positivo, ajudando o filme a permanecer por meses em cartaz. O sucesso levou à criação de uma das franquias mais populares da história do cinema, com várias continuações e produtos derivados. O personagem Indiana Jones tornou-se um ícone cultural mundial. O longa também teve enorme sucesso em televisão, VHS, DVD e streaming ao longo das décadas. Assim, seu impacto comercial foi gigantesco. O filme consolidou Spielberg e Lucas como duas das figuras mais poderosas de Hollywood. Seu sucesso permanece histórico.

Atualmente, Os Caçadores da Arca Perdida é amplamente considerado um dos maiores filmes de aventura de todos os tempos. O longa continua sendo referência para cineastas e fãs do gênero. A direção dinâmica de Spielberg ainda impressiona pela criatividade visual e precisão narrativa. Harrison Ford permanece profundamente associado ao personagem Indiana Jones. Muitas cenas do filme são consideradas clássicas e frequentemente homenageadas em outras produções. Críticos modernos continuam elogiando o equilíbrio perfeito entre espetáculo e narrativa. O filme também é visto como um exemplo raro de blockbuster artisticamente respeitado e popular ao mesmo tempo. Novas gerações continuam descobrindo a obra e admirando sua energia. Dessa forma, sua reputação permanece absolutamente consolidada. Os Caçadores da Arca Perdida segue como uma obra-prima do cinema de aventura.

Os Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark, Estados Unidos, 1981) Direção: Steven Spielberg / Roteiro: Lawrence Kasdan, baseado em história de George Lucas e Philip Kaufman /
Elenco: Harrison Ford, Karen Allen, Paul Freeman, John Rhys-Davies, Ronald Lacey e Denholm Elliott / Sinopse: Um arqueólogo aventureiro enfrenta nazistas em uma corrida perigosa para encontrar a lendária Arca da Aliança, um artefato bíblico capaz de conceder poder devastador a quem o controlar.

Erick Steve. 

1941 - Uma Guerra Muito Louca

1941 - Uma Guerra Muito Louca 
O filme 1941 - Uma Guerra Muito Louca (1941) foi lançado em 14 de dezembro de 1979, dirigido por Steven Spielberg e estrelado por John Belushi, Dan Aykroyd, Ned Beatty, Toshiro Mifune, Christopher Lee e Treat Williams. Ambientado poucos dias após o ataque japonês a Pearl Harbor, o filme apresenta uma versão cômica e caótica do medo de uma invasão japonesa na Califórnia. A população entra em estado de paranoia enquanto militares despreparados, civis atrapalhados e oficiais excêntricos causam uma série de confusões absurdas. Entre perseguições, explosões, aviões desgovernados e tanques destruindo ruas de Hollywood, a trama transforma o pânico da guerra em uma gigantesca sátira. O filme combina humor físico exagerado com grandes cenas de destruição, refletindo a influência das comédias clássicas e dos desenhos animados. Spielberg buscou criar uma espécie de “supercomédia” em escala épica. A narrativa acompanha diversos personagens simultaneamente, aumentando a sensação de caos. Assim, 1941 – Uma Guerra Muito Louca mistura humor, ação e espetáculo visual de maneira extravagante.

Quando foi lançado, 1941 – Uma Guerra Muito Louca recebeu uma recepção crítica bastante dividida, especialmente porque vinha logo após o enorme sucesso de Spielberg com Jaws e Close Encounters of the Third Kind. O The New York Times comentou que o filme era “visualmente impressionante, mas excessivamente barulhento e descontrolado”. Já o Los Angeles Times elogiou a ambição da produção, afirmando que Spielberg havia criado “uma comédia gigantesca, embora irregular”. A revista Variety descreveu o longa como “um espetáculo técnico admirável que nem sempre consegue manter o humor funcionando”. Muitos críticos consideraram que o filme exagerava no caos e no número de personagens, tornando a narrativa confusa. Entretanto, houve elogios à direção energética e às elaboradas sequências de ação. A atuação de John Belushi também chamou atenção por sua intensidade cômica. A crítica geral considerou o filme divertido em alguns momentos, mas excessivo em outros. Assim, a recepção inicial ficou longe da aclamação esperada para um projeto de Spielberg.

A recepção crítica negativa surpreendeu o estúdio e o próprio Spielberg, que posteriormente admitiu que talvez tivesse exagerado na escala da produção. Apesar disso, algumas publicações, como The New Yorker, reconheceram qualidades técnicas importantes, destacando que o filme possuía “uma energia visual quase incontrolável”. O longa recebeu indicações ao Oscar em categorias técnicas, incluindo Melhor Fotografia, Melhores Efeitos Visuais e Melhor Som, evidenciando o enorme cuidado de produção. Muitos críticos elogiaram as cenas de destruição coreografadas com precisão impressionante. Com o passar dos anos, o filme começou a ser reavaliado por alguns especialistas, que passaram a enxergar nele uma ousada sátira do pânico coletivo e da histeria de guerra. O estilo exagerado da comédia passou a conquistar admiradores cult. Assim, embora tenha sido inicialmente considerado uma decepção, o filme ganhou nova apreciação entre cinéfilos e fãs da carreira de Spielberg. Sua reputação tornou-se mais interessante e complexa ao longo do tempo.

Do ponto de vista comercial, 1941 – Uma Guerra Muito Louca teve um desempenho razoável, mas abaixo das enormes expectativas criadas pelo nome de Spielberg. Com um orçamento estimado em cerca de 35 milhões de dólares, extremamente alto para a época, o filme arrecadou aproximadamente 95 milhões de dólares mundialmente. Embora tenha dado lucro, o resultado foi considerado decepcionante em comparação aos sucessos anteriores do diretor. O público ficou dividido: alguns espectadores apreciaram o humor caótico e as cenas espetaculares, enquanto outros acharam o filme cansativo e exagerado. Ainda assim, o longa conseguiu atrair boa audiência graças à curiosidade em torno da produção. Posteriormente, o filme ganhou popularidade em exibições televisivas e no mercado doméstico. Muitos fãs passaram a apreciá-lo justamente por seu tom exagerado e anárquico. Assim, seu desempenho comercial foi sólido, embora aquém do esperado. O filme acabou se tornando uma curiosidade importante dentro da carreira de Spielberg.

Atualmente, 1941 – Uma Guerra Muito Louca é visto como um dos filmes mais incomuns da carreira de Steven Spielberg. Embora continue longe de ser considerado uma de suas obras-primas, o longa conquistou um forte status cult entre admiradores de comédias caóticas e grandes produções dos anos 1970. Muitos críticos modernos valorizam a ousadia visual e a energia absurda do filme. As cenas de destruição em larga escala continuam impressionando pelo trabalho técnico realizado antes da era digital. O elenco repleto de estrelas também é frequentemente lembrado como um dos atrativos do longa. Alguns estudiosos do cinema enxergam o filme como um importante experimento de Spielberg antes de ele retornar ao cinema mais equilibrado de aventuras nos anos seguintes. Novas gerações continuam descobrindo o filme e debatendo suas qualidades e excessos. Dessa forma, sua reputação permanece peculiar, mas fascinante. 1941 – Uma Guerra Muito Louca segue como uma obra curiosa e singular dentro do cinema americano.

1941 – Uma Guerra Muito Louca (1941, Estados Unidos, 1979) Direção: Steven Spielberg / Roteiro: Robert Zemeckis e Bob Gale / Elenco: John Belushi, Dan Aykroyd, Ned Beatty, Toshiro Mifune, Christopher Lee e Treat Williams /Sinopse: Após o ataque a Pearl Harbor, o medo de uma invasão japonesa provoca uma série de confusões absurdas e destrutivas na Califórnia, envolvendo militares atrapalhados e civis em completo estado de paranoia.

Christian de Bella. 

sábado, 16 de maio de 2026

Contatos Imediatos do Terceiro Grau

Título no Brasil: Contatos Imediatos do Terceiro Grau
Título Original: Close Encounters of the Third Kind
Ano de Produção: 1977
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures      
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Steven Spielberg
Elenco: Richard Dreyfuss, François Truffaut, Teri Garr

Sinopse:
Roy Neary (Richard Dreyfuss) é um pacato homem comum que se vê imerso numa situação extraordinária. Ele acaba criando uma obsessão por seres de outro planeta, algo que vai minando sua vida pessoal e familiar. Mas Roy pensa estar indo pelo caminho certo. Sua busca o levará a uma situação jamais imaginada. Filme indicado a nove prêmios da Academia, inclusive Melhor Direção, Melhores Efeitos Especiais e Melhor Direção de Arte. Vencedor do Oscar de Melhor Fotografia (Vilmos Zsigmond). Vencedor do prêmio da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films na categoria Melhor Direção (Steven Spielberg) e Melhor Trilha Sonora (John Williams).

Comentários:
Um dos mais marcantes filmes da carreira de Steven Spielberg. O interessante é que tudo nasceu de um roteiro que ele havia escrito há muitos anos mas que não conseguia financiamento pois era um enredo de ficção que exigia um orçamento bastante generoso. O sucesso de seu filme anterior, o blockbuster "Tubarão", acabou lhe abrindo as portas para tocar em frente essa produção. Em certo sentido o enredo é uma homenagem ao filme "O Dia em que a Terra Parou" pois Spielberg sempre havia achado genial a forma como os extraterrestres tinham sido enfocados nesse clássico Sci-fi. Ao invés de monstros invasores, sedentos para dominar o planeta, eles eram retratados como fazendo parte de uma civilização superior que procurava entrar em contato com a humanidade para criar uma aliança de cooperação e fraternidade. O roteiro de "Close Encounters of the Third Kind" segue pelo mesmo caminho. Outro ponto muito positivo é que Spielberg não banaliza o encontro com os seres de outros planetas. Ele, ao contrário disso, cria todo um clima de suspense e ansiedade até o clímax que até hoje é lembrado. Na época Spielberg queria o que havia de melhor para a cena final e conseguiu, pois mesmo tendo se passado tantos anos a sequência ainda hoje impressiona pela qualidade técnica de seus ótimos efeitos especiais. Some-se a isso a brilhante trilha incidenal de John Williams. Um clássico moderno, sem a menor sombra de dúvida.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Tubarão

Tubarão
Quando Steven Spielberg dirigiu Tubarão em 1975 ele era apenas um jovem diretor com muitas idéias na cabeça e pouca confiança do estúdio em lhe dar um orçamento generoso. Para falar a verdade os executivos da Universal não levavam muita fé na produção. Seu roteiro lembrava em muito as produções de monstros da década de 50 e ninguém poderia realmente prever o sucesso que o filme alcançaria. O interessante é que o Tubarão era uma engenhoca grande e sem jeito que sempre pifava nas filmagens. Sem poder contar com aquele ferro velho Spielberg resolveu ser criativo e usou e abusou da chamada câmara subjetiva. Já que o público não veria o monstro então que tivessem a sensação de estar vendo o que a criatura via. Com isso o filme ganhou muito em suspense e tensão. Além disso a música tema escrita pelo sempre talentoso John Williams virou ícone, sendo sempre muito lembrada até nos dias de hoje. O elenco era liderado por dois atores considerados de segundo escalão, Roy Scheider e Richard Dreyfuss. Houve uma certa tensão entre elenco e diretor por causa das péssimas condições de trabalho durante as filmagens. Um dos barcos em que estavam afundou e vários membros correram risco.

Além disso a idéia de filmar em alto mar se revelou péssima pois a tonalidade do mar sempre mudava comprometendo a continuidade do filme, além de expor tudo aos humores do clima, ora chovendo, ora fazendo sol forte. Apenas a diplomacia e a camaradagem de Spielberg conseguiram evitar uma rebelião entre os envolvidos. Mesmo sendo caótica a produção do filme, o longa "Tubarão" logo caiu nas graças do público, virando rapidamente um fenômeno de bilheteria. A empolgação levou a crítica junto e "Jaws" conseguiu um feito e tanto conquistado três prêmios Oscar nas categorias Edição, Trilha Sonora e Som (todos merecidos). E por uma surpresa geral também foi indicado ao Oscar de melhor filme, feito raro para um filme com essa temática. Visto hoje em dia "Tubarão" se revela bem datado. A consciência ecológica desmontou seu argumento pois todos sabem atualmente que as verdadeiras vítimas são os tubarões e não os seres humanos, esses os verdadeiros predadores. O filme de Spielberg também ostenta uma curiosidade interessante pois foi o primeiro filme a ganhar o título de Blockbuster dado pela imprensa americana. No final das contas vale pelo menos uma revisão. E por favor esqueça suas continuações, todas ruins e mercenárias. O original é o único que merece ainda ser redescoberto.

Tubarão (Jaws, Estados Unidos, 1975) Direção: Steven Spielberg / Roteiro: Peter Benchley, Carl Gottlieb baseados na novela de Peter Benchley / Elenco: Roy Scheider, Robert Shaw, Richard Dreyfuss, Lorraine Gary, Murray Hamilton. / Sinopse: Tubarão assassino faz várias vítimas em uma pequena cidade litorânea da costa dos Estados Unidos. 

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Louca Escapada

Título no Brasil: Louca Escapada
Título Original: The Sugarland Express
Ano de Lançamento: 1974
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Hal Barwood, Matthew Robbins
Elenco: Goldie Hawn, William Atherton, Michael Sacks, Ben Johnson

Sinopse:
O filme The Sugarland Express conta a história de Lou Jean Poplin, uma jovem determinada que decide resgatar seu marido da prisão para juntos recuperarem a guarda do filho, que foi colocado sob custódia do Estado. Durante a fuga, o casal acaba sequestrando um policial e inicia uma perseguição que atravessa o Texas, acompanhada por dezenas de viaturas. À medida que a situação ganha atenção da mídia, o caso se transforma em um espetáculo público, misturando tensão, humor e crítica social, enquanto os protagonistas se aproximam de um desfecho inevitável.

Comentários:
The Sugarland Express foi o primeiro longa-metragem dirigido para o cinema por Steven Spielberg, marcando o início de uma das carreiras mais importantes de Hollywood. O filme já demonstra características que se tornariam marcas do diretor, como o foco em personagens humanos, a mistura de aventura com emoção e a habilidade em conduzir narrativas dinâmicas. Goldie Hawn se destaca com uma atuação carismática e intensa, equilibrando ingenuidade e determinação. Apesar de não ter sido um grande sucesso de bilheteria na época, a obra foi bem recebida pela crítica e é frequentemente lembrada como um trabalho promissor que antecipava o talento que Spielberg consolidaria em filmes posteriores como Jaws e E.T.

Erick Steve. 

domingo, 3 de maio de 2026

Filmografia - Steven Spielberg


Filmografia - Steven Spielberg
Encurralado
Louca Escapada
Tubarão
Contatos Imediatos de Terceiro Grau
1941: Uma Guerra Muito Louca
Os Caçadores da Arca Pedida
ET O Extraterrestre
No Limite da Realidade
Indiana Jones e o Templo da Perdição
Contos Assombrosos
A Cor Púrpura
Império do Sol
Indiana Jones e a Últma Cruzada
Além da Eternidade
Hook
Jurassic Park
A Lista da Schindler
Jurassic Park: O Mundo Perdido
Amistad
O Resgate do Soldado Ryan
AI: Inteligência Artificial
Minority Report
Prenda-me se for Capaz
O Terminal
Guerra dos Mundos
Munique
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
As Aventuras de Tintim
Cavalo de Guerra
Lincoln
Ponte de Espiões
O Bom Gigante Amigo
The Post
Jogador Numero 1
Amor, Sublime Amor
Os Fabelmans

Pesquisa: Pablo Aluísio.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Tucker - Um Homem E Seu Sonho

Tucker - Um Homem E Seu Sonho
Uma das obras mais nostálgicas da filmografia de Francis Ford Coppola. A ideia nasceu do próprio cineasta que, colecionador de carros, resolveu contar a história desse empresário ousado que teve a coragem de desafiar as grandes corporações automobilísticas ao criar um carro diferente, muito inovador e avançado para a época, o Tucker Torpedo. Assim Coppola investiu seu personagem de um certo heroísmo, ao colocar o empreendedor como alguém que desafiou todo um monopólio poderoso dentro da indústria para realizar o seu sonho. “Tucker” foi uma produção cara, bancada pelo próprio Francis Ford Coppola, que através de seu estúdio, Zoetrope, captou recursos e levou em frente seu projeto. O grande impulso acabou vindo depois da Lucasfilm, de George Lucas, que também investiu bastante na produção. O próprio desafio de colocar o carro original em cena se revelou complicado. Poucos carros Tucker sobreviveram, sendo que Coppola teve que contar com o apoio de um grupo de colecionadores americanos que cederam gentilmente suas preciosidades sobre quatro rodas para serem usadas no filme.

Como foi um filme feito com muito capricho e carinho por parte de Coppola, logo vemos isso na tela. Tecnicamente o filme é muito bem realizado, muito bem fotografado, com ótimas tomadas de cena e reconstituição histórica primorosa. Jeff Bridges defende muito bem o papel principal dando o entusiasmo e a paixão que o personagem exige. Embora o resultado final tenha se mostrado bem realizado o filme não escapou das criticas na época de seu lançamento. A principal foi a de que Coppola teria romantizado demais o próprio Preston Tucker, em um processo que anos depois se repetiria de certa forma com o industrial Oskar Schindler no famoso filme de Spielberg. Pessoalmente não vejo isso como uma falha ou um demérito, alguns ajustes sempre são feitos para que o filme seja mais interessante do ponto de vista dramático, algo que se repete aqui. Assim deixamos a dica de “Tucker – Um Homem e seu Sonho”, um filme que retrata a visão e os sonhos de um industrial americano que ousou inovar no selvagem mundo dos negócios do capitalismo americano.

Tucker - Um Homem E Seu Sonho (Tucker: The Man and His Dream, Estados Unidos, 1988) Direção: Francis Ford Coppola / Roteiro: Arnold Schulman, David Seidler / Elenco: Jeff Bridges, Joan Allen, Martin Landau / Sinopse: Cinebiografia do industrial Tucker que no pós guerra resolveu criar um carro revolucionário que ia contra os interesses da grande indústria automobilística dos EUA.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Papillon

Papillon
Henri 'Papillon' Charriere (Steve McQueen) é condenado por assassinar um gigolô e é enviado para a terrível penintenciária de Saint Laurent na Guiana Francesa. A prisão era conhecida por seu regime de trabalhos forçados em pântanos e pela rígida disciplina interna. Na viagem para o local acaba conhecendo Louis Dega (Dustin Hoffman) um falsificador de bônus de guerra que acumulou grande riqueza com sua atividade ilegal. Papillon lhe oferece proteção em relação a outros prisioneiros que já sabem que Dega tem uma verdadeira fortuna pessoal e certamente vão querer tirar algum proveito disso. O que começa como um simples acordo de proteção acaba ao longo dos anos se tornando uma sólida amizade pessoal entre ambos. "Papillon" é um filme visceral. O roteiro foi baseado no relato autobiográfico de Henri Charrière que foi mandado para a Ilha do Diabo na década de 1930. Seu teor cru e realista até hoje impressiona. Não poderia ser diferente. Aqui temos um dos maiores roteiristas da história de Hollywood, Dalton Trumbo, o mesmo de Spartacus que foi perseguido durante o macartismo e que foi trazido de volta do ostracismo por Kirk Douglas. Seu texto é brilhante, um grande estudo e denúncia sobre as péssimas condições que existiam no local. Um claro atentado aos direitos mais básicos dos apenados.

Para se ter uma pequena ideia da rigidez do sistema prisional basta citar o fato de que era prática constante o envio de prisioneiros para a solitária durante longos anos. O próprio Papillon passou cinco anos encarcerado no chamado "buraco" por ter agredido um guarda da prisão que estava espancando seu amigo Dega. Isolado, sem luz e com comida racionada ele aos poucos vai perdendo o senso de realidade chegando ao ponto de saciar sua fome comendo pequenos insetos que infestam sua cela como baratas e centopeias. Essas cenas passadas na solitária aliás são as melhores de todo o filme, mostrando de forma inequívoca o grande talento de Steve McQueen, um ator que sempre achei muito subestimado pela crítica. Outro ponto muito marcante é a obstinação de seu personagem que nunca se rende e está sempre em busca de sua liberdade. Sua frase "Estou vivo desgraçados!" é muito significativa nesse ponto. Papillon é uma pessoa que não se rende, que não desiste. No fundo o filme é uma crônica sobre a perseverança humana que a despeito de todas as adversidades jamais se dobra ao que o destino parece lhe impor. Um grande momento do cinema americano da década de 70 e uma obra essencial para todos os cinéfilos.

Papillon (Papillon, Estados Unidos, 1973) Direção: Franklin J. Schaffner / Roteiro: Dalton Trumbo, Lorenzo Sample Jr baseado no livro "Papillon" de Henri Charrière / Elenco: Steve McQueen, Dustin Hoffman, Victor Jore, Don Gordon / Sinopse: Henri 'Papillon' Charriere (Steve McQueen) é condenado por assassinar um gigolô e é enviado para a terrível penintenciária de Saint Laurent na Guiana Francesa. Lá se torna protetor e amigo de Louis Dega (Dustin Hoffman). Ao longo dos anos não desiste de sempre ir em busca de sua liberdade, sempre pronto a planejar fugas cada vez mais mirabolantes.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 28 de abril de 2026

Bugsy

Bugsy
Benjamin "Bugsy" Siegel (1906 - 1947) foi um gangster norte-americano diferente. Apesar de seu apelido asqueroso (“inseto”) que aliás odiava, Bugsy adorava roupas finas, de grife, passava muito gel no cabelo e acima de tudo amava cultivar aquela típica pose de ricaço (embora não fosse). Circulando no meio da indústria cinematográfica se tornou amigo de diretores, atores e produtores. Seu sonho era se tornar um astro em Hollywood mas seu passado sujo o impedia de seguir adiante. Bugsy era membro importante da família mafiosa controlada por Meyer Lansky, um chefão especializado em roubos de veículos e jogos ilegais. Ao lado de outro famoso gangster da época, Lucky Luciano, Bugsy foi o responsável pela morte de um poderoso chefão, “Big Boss” Masseria, durante uma guerra entre quadrilhas rivais de Nova Iorque. Pressionado por outras famílias mafiosas resolveu dar um tempo e decidiu ir para o outro lado do país onde, bem no meio do deserto, teve uma idéia brilhante. Aproveitando-se das leis do estado de Nevada que permitiam a prática de jogos de azar, Bugsy imaginou a construção de um grande cassino na pequenina cidade de Las Vegas, um lugar perdido no meio do deserto sem atrativo nenhum. Convencendo Lansky e outros chefões que o investimento naquele lugar seria extremamente lucrativo ele começou a construção do primeiro cassino da cidade, o Flamingo! De fato, tudo o que se vê hoje em Las Vegas, um dos maiores centros de diversão do mundo, nasceu da idéia desse gangster muito imaginativo e empreendedor que sonhou realmente muito alto.

Infelizmente ser o primeiro hotel cassino naquele deserto hostil não era uma tarefa das mais fáceis. Como era algo novo, que ainda precisava ser divulgado adequadamente, o Flamingo em seus primeiros meses não se tornou tão lucrativo quanto seus parceiros mafiosos da costa leste pensavam. E como não atender as expectativas desses criminosos não era definitivamente uma boa idéia, Bugsy acabou pagando caro por sua ousadia. Foi justamente essa história incrível que o diretor Barry Levinson e o ator Warren Beatty conseguiram levar para as telas em 1991. “Bugsy” era um velho sonho de Beatty que achava ter ali um excelente material para a realização de um filme ao velho estilo, como aqueles da década de 1940, cheio de gangsters em roupas finas e mulheres fatais. Produção elegante, com ótima reconstituição histórica, “Bugsy” se destacou por ter o velho charme dos antigos filmes da década de ouro do cinema (cuja época era justamente a retratada no filme). Solteirão convicto há décadas o filme também foi bastante marcante na vida pessoal de Beatty pois foi justamente durante suas filmagens que acabou se apaixonando pela atriz Annette Bening que finalmente levaria ao altar o ator, considerado um dos maiores conquistadores de Hollywood (sua lista de namoradas famosas era mais do que extensa). A crítica gostou bastante do filme, levando “Bugsy” a ser nomeado a oito indicações ao Oscar e a sete do Globo de Ouro. Acabou vencendo apenas duas (todas técnicas, Oscars direção de arte e figurino) perdendo o grande prêmio de melhor filme para “O Silêncio dos Inocentes”. De qualquer modo “Bugsy” é, ainda hoje, um excelente exemplo de cinema refinado e de bom gosto. Se ainda não viu, não deixe de assistir.

Bugsy (Bugsy, Estados Unidos, 1991) Direção: Barry Levinson / Roteiro: James Toback baseado no livro de Dean Jennings / Elenco: Warren Beatty, Annette Bening, Harvey Keitel, Ben Kingsley, Elliott Gould, Joe Mantegna / Sinopse: O filme conta a história real de "Bugsy" Siegel, gangster norte-americano que construiu com o dinheiro da máfia da costa leste o primeiro cassino hotel da história de Las Vegas.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Muito Barulho por Nada

Título no Brasil: Muito Barulho por Nada
Título Original: Much Ado About Nothing
Ano de Lançamento: 1993
País: Estados Unidos, Reino Unido
Estúdio: Renaissance Films
Direção: Kenneth Branagh
Roteiro: William Shakespeare, Kenneth Branagh
Elenco: Kenneth Branagh, Emma Thompson, Keanu Reeves, Kate Beckinsale, Denzel Washington

Sinopse:
Ao retornar de uma campanha militar vitoriosa, um jovem príncipe precisa agora lidar com uma série de parentes, familiares e conhecidos, que não são nada facéis de lidar. Logo ele entende que vencer no campo de batalha seria bem mais fácil do que viver no meio daquelas pessoas. 

Comentários:
William Shakespeare também escreveu peças de humor, de comédia. Claro que poucos sabem disso. Então nos anos 90 o talentoso Kenneth Branagh resolveu adaptar para o cinema esse texto do consagrado escritor. Sempre foi um trabalho menor dele, quase desconhecido fora do círculo dos especialistas em sua obra imortal. Penso que é algo interessante, mas não pense que vai dar rolar de rir com esse filme. O humor no tempo em que a peça foi escrita é bem diferente do humor dos dias atuais. Isso fica bem óbvio desde o começo. E em termos de público brasileiro a coisa ficará ainda mais complicada. O texto rebuscado de William Shakespeare torna a história um tento complicada de ser entendida por um brasileiro médio. Assim fazer rir uma pessoa comum em nosso país vai ser quase um milagre! De qualquer maneira procure conhecer o filme, nem que seja pelo ótimo elenco que ele apresenta. 

Pablo Aluísio.

sábado, 25 de abril de 2026

A Última Estação

A Última Estação
Excelente filme que conta a história das últimas semanas de vida do escritor russo Leon Tolstói (Christopher Plummer). Ele ficou mundialmente conhecido ao escrever verdadeiras obras primas da literatura mundial como Guerra e Paz (1869) e Anna Karenina (1877). No filme seu editor e amigo de longa data manda um jovem rapaz chamado Valentin (James McAvoy) para trabalhar como seu secretário particular. Uma vez na casa de Leon Tolstói ele passa a vivenciar tudo o que estava acontecendo em sua vida pessoal, inclusive seu conturbado relacionamento com a esposa, Sofya (Helen Mirren), uma mulher de temperamento forte e explosivo. Um dos aspectos mais interessantes é que o velho escritor tinha planos de levar em frente um movimento baseado em uma nova forma de encarar a vida. Entre as coisas que pregava estava o desprendimento de coisas materiais. O problema é que ele próprio era um conde, membro da elite e da nobreza russa, vivendo em uma bela mansão, com muitos servos trabalhando em sua propriedade rural. Até que um dia ele acaba brigando com a esposa e decide colocar em prática seus ensinamentos, com consequências trágicas. Tudo o que se vê na tela foi baseado em fatos históricos reais.

Além de ter um ótimo roteiro, esse filme ainda conta com um elenco primoroso, a começar por Christopher Plummer, com longa barba grisalha e quase irreconhecível em sua caracterização de Tolstói; Helen Mirren dispensa maiores apresentações, uma das grandes damas do cinema atual. E completando o elenco de talentos temos até mesmo Paul Giamatti como o amigo de longa data e editor de Leon Tolstói. Ele tem uma posição interessante no meio de tantos personagens marcantes, porque no fundo almeja que o velho escritor doe todos os direitos autorais de sua obra para a humanidade, algo que enfurece a esposa do autor, afinal esse seria o grande tesouro para a família dele. Enfim, ótimo filme que conta uma história que se não fosse baseada em tudo o que aconteceu, poderia facilmente se passar por mais um romance escrito pelo próprio Tolstói.

A Última Estação (The Last Station, Inglaterra, Alemanha, Rússia, 2009) Direção: Michael Hoffman / Roteiro: Michael Hoffman, Jay Parini / Elenco: Christopher Plummer, Helen Mirren, James McAvoy, Paul Giamatti / Sinopse: No fim de sua vida, o escritor russo Leon Tolstói (Christopher Plummer) decide colocar em prática tudo aquilo que pregou em vida na sua obra literária. Filme indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Atriz (Helen Mirren) e Melhor Ator (Christopher Plummer). Também indicado ao Globo de Ouro e ao Screen Actors Guild Awards nas mesmas categorias.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Tudo Por Uma Esmeralda

Tudo Por Uma Esmeralda
Um dos grandes sucessos da carreira de Michael Douglas foi essa aventura chamada “Tudo Por Uma Esmeralda”. A trama se passa nas selvas da Colômbia quando uma romancista de livros açucarados, Joan Wilder (Kathleen Turner), conhece o aventureiro Jack T. Colton (Michael Douglas). Ela está lá para entregar um mapa que leva até a esmeralda conhecida como El Corazon. Sua irmã foi seqüestrada e o resgate é justamente a entrega do mapa. Já Cotton é um ex-marinheiro que agora tenta ganhar a vida vendendo pássaros exóticos que captura selva adentro. Juntos tentarão sobreviver à perseguição de policiais corruptos, bandidos e todo tipo de aproveitadores que querem também colocar as mãos na jóia rara. O ritmo é obviamente alucinado com várias seqüências que misturam ação e bom humor. Há descidas ladeira abaixo no meio da lama, pontes caindo aos pedaços, lutas corporais, tiroteios, perseguições, enfim tudo o que o espectador espera mesmo de uma aventura no meio da floresta.

Michael Douglas encontra aqui um personagem muito interessante, levemente cafajeste e cínico, mas também honesto e confiável, leal acima de tudo. Kathleen Turner também se sai muito bem com seu papel, a de uma escritora de livros românticos que está sempre idealizando o homem perfeito de seus sonhos. Curiosamente se verá apaixonada pelo personagem de Douglas que no fundo é o extremo oposto do que sempre sonhou. “Tudo Por Uma Esmeralda” fez muito sucesso mas não escapou das comparações com os filmes de Indiana Jones. O clima, o roteiro, as peripécias que os personagens se envolvem, realmente havia muitas semelhanças entre os filmes mas esse aqui é bem mais centrado no humor, numa aventura que não chega a se levar à sério em nenhum momento. O tom mais ameno, com clima de aventuras antigas, da década de 40, acabou também caindo no gosto do público que lotou os cinemas. Michael Douglas certamente não tinha planos de virar um herói de filmes de ação e aventura mas sentiu-se recompensado, tanto que voltaria à carga anos depois com “A Jóia do Nilo”, com a mesma Kathleen Turner. A volta da dupla daria origem a outro sucesso de bilheteria e eles voltariam a atuar juntos mais uma vez no também muito bem humorado, “A Guerra dos Roses” com Danny De Vito de tiracolo. Enfim recomendo o filme a quem sente saudades das antigas aventuras da década de 80. Trinta anos depois o filme ganhou uma bela áurea nostálgica, quem diria.

Tudo Por Uma Esmeralda (Romancing the Stone, Estados Unidos, 1984) Direção: Robert Zemeckis / Roteiro: Diane Thomas / Elenco: Michael Douglas, Kathleen Turner, Danny DeVito / Sinopse: Uma escritora de livros românticos se vê envolvida numa grande aventura nas selvas da Colômbia em busca de uma jóia rara, uma esmeralda conhecida como "El Corazon". Divertida aventura assinada pelo mesmo cineasta que dirigiu a famosa série de filmes "De Volta Para o Futuro".

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Outland - Comando Titânio

Outland - Comando Titânio 
Já tinha assistido há alguns séculos mas não me recordava de nada! Por pura curiosidade decidi rever. Bom, Outland mostra bem que filmes de ficção envelhecem bem mais cedo que filmes de outros gêneros. Embora se passe em um futuro não especificado e todos estejam em uma estação mineradora em IO, ao redor do gigante gasoso Júpiter, os computadores mais parecem latas velhas do tempo dos jurássicos Cobras! O filme em termos de efeitos especiais é até correto mas nada surpreendente. É um western espacial para dizer a verdade.

Todo apoiado no carisma de Sean Connery o filme é dividido em dois atos: no primeiro o xerife espacial interpretado por Connery descobre uma rede de tráfico de uma nova droga, que alucina os mineradores mas ao mesmo tempo aumenta sua produtividade. No segundo ato um grupo de assassinos chega na estação para liquidar o xerife que está colocando em perigo os interesses dos que estão comercializando as drogas. Essa segunda parte do filme é descaradamente copiada do clássico faroeste estrelado por Gary Cooper, Matar ou Morrer. Até a contagem regressiva tem. Depois que esse grupo chega na estação o filme perde interesse e se transforma num clássico esquema de caça ao rato. Existem algumas cenas curiosas mas o difícil mesmo é explicar como Sean Connery consegue destruir meia estação apenas para matar seus perseguidores.

Outland - Comando Titânio (Outland, Estados Unidos, 1981) Direção: Peter Hyams / Roteiro: Peter Hyams / Elenco: Sean Connery, Frances Sternhagen, Peter Boyle / Sinopse: Um policial de uma estação espacial de mineração descobre que um grupo de traficantes estão agindo no local, vendendo um novo tipo de droga.

Pablo Aluísio.

sábado, 11 de abril de 2026

Ânsia de Amar

Título no Brasil: Ânsia de Amar
Título Original: Carnal Knowledge
Ano de Lançamento: 1971
País: Estados Unidos
Estúdio: Embassy Pictures
Direção: Mike Nichols
Roteiro: Jules Feiffer
Elenco: Jack Nicholson, Ann-Margret, Candice Bergen, Art Garfunkel, Rita Moreno, Cynthia O'Neal

Sinopse:
São apresentadas as vidas sexuais simultâneas dos melhores amigos Jonathan e Sandy, vidas que são afetadas pelos costumes sexuais da época e por seus próprios temperamentos, especialmente em relação às mulheres que eles conhecem, se apaixonam e entram em suas vidas. Filme indicado ao Oscar na categoria de melhor atriz coadjuvante (Ann-Margret). 

Comentários:
Filme muito bom, com elenco ótimo que já demonstrava claros sinais de mudança comportamental dentro do cinema americano. A inocência dos filmes românticos dos anos 60 agora abria espaço para uma abordagem mais adulta, madura, sobre o tema da sexualidade. O personagem interpretado por Jack Nicholson queria ter todas as experiências sexuais a que tinha direito, sem culpas e sem falso moralismo. Também foi um filme inovador ao mostrar o relacionamento adulto entre um homem branco e uma mulher negra, tema considerado tabu dentro daquela sociedade ainda muito preconceituosa e cheia de falhas morais e sociais. Outro aspecto digno de nota é a atuação do elenco feminino, aqui com uma boa galeria de personagens fortes, mulheres que queriam viver sua sexualidade, de forma plena e sem traumas. 

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

O Grande Gatsby

O Grande Gatsby
O Grande Gatsby é um filme interessante. Baseado em um grande romance da literatura americana escrito por F Scott Fitzgerald na década de 1920 e roteirizado pelo grande cineasta Francis Ford Coppola (que deveria ter dirigido o filme na minha opinião) essa produção luxuosa tinha todos os ingredientes para dar muito certo. O elenco era excelente, principalmente pelas boas atuações de Robert Redford (um pouco contido, é verdade, mas muito bem no papel de Gatsby) e Bruce Dern (em personagem secundário que acaba roubando a cena dos figurões). Com todos esses pontos positivos a favor a pergunta que vem à mente é: por que essa versão de "O Grande Gatsby" não tem o mesmo status de outros clássicos dos anos 70? E por que anda meio esquecida nos últimos anos?

Na minha opinião o maior problema dessa versão de "O Grande Gatsby" é a direção. O diretor Jack Clayton (cujo filme mais conhecido em sua filmografia é o suspense "Os Inocentes") parece indeciso em vários momentos cruciais do roteiro. Embora a trama seja clássica e à prova de falhas a direção deixa muito a desejar, fazendo o filme cair no marasmo em várias sequências. O ritmo se torna arrastado e sem foco em várias partes. Os 140 minutos de duração são sentidos pelo espectador e isso nunca é um bom sinal. Está tudo lá, os carros antigos, as mansões luxuosas, a boa reconstituição de época mas o que falta mesmo é uma direção mais primorosa, mais cativante, que leve o espectador a criar um vínculo maior com todos aqueles personagens. Daisy, interpretada por Mia Farrow, por exemplo, não é aproveitada corretamente, se tornando muito unidimensional. O mesmo acontece com o personagem Gatsby, que em sua essência é cheio de possibilidades, mas que ao final da projeção deixa o público com várias dúvidas sobre quem ele era afinal, quais eram suas motivações, porque se tornou milionário e por aí vai. Mesmo que o livro deixe isso em aberto o diretor poderia ter explorado mais a personalidade misteriosa de Gatsby. Enfim, o filme está muito longe de ser ruim mas poderia ser muito melhor, um verdadeiro clássico do cinema americano da década de 70 se tivesse sido melhor dirigido.

O Grande Gatsby (The Great Gatsby, Estados Unidos, 1974) Direção: Jack Clayton / Roteiro de Francis Ford Coppola baseado na obra de F. Scott Fitzgerald / Elenco: Robert Redford, Mia Farrow, Bruce Dern / Sinopse: Jay Gatsby (Robert Redford) é um milionário que se diverte dando inúmeras festas em sua mansão para a elite local. Nick Caraway é um comerciante vizinho a Gatsby que começa a se interessar pela passado obscuro dele. De peça em peça ele acaba montando o quebra cabeça da origem do enigmático Gatsby.

Pablo Aluísio. 

sábado, 4 de abril de 2026

Um Momento, Uma Vida

Título no Brasil: Um Momento, Uma Vida
Título Original: Bobby Deerfield
Ano de Lançamento: 1977
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Sydney Pollack
Roteiro: Alvin Sargent, Sydney Pollack
Elenco: Al Pacino, Marthe Keller, Anny Duperey, Walter McGinn, Romolo Valli, Patrick Bauchau

Sinopse:
Bobby Deerfield é um famoso piloto de Fórmula 1 que vive uma vida marcada pela disciplina e pelo isolamento emocional. Após um acidente envolvendo um colega de equipe, ele começa a questionar o sentido de sua existência. Durante uma viagem à Europa, Bobby conhece Lillian, uma mulher excêntrica e cheia de vida, que sofre de uma doença terminal. A convivência entre os dois transforma profundamente o piloto, levando-o a confrontar seus medos, suas emoções reprimidas e a efemeridade da vida. O relacionamento entre eles se torna um ponto de virada em sua jornada pessoal.

Comentários:
Lançado em 1977, Bobby Deerfield recebeu críticas mistas. O The New York Times destacou a tentativa de Sydney Pollack de criar um drama introspectivo, mas considerou o resultado emocionalmente distante. Já a revista Variety elogiou a fotografia e o cenário europeu, mas apontou que o filme carecia de maior envolvimento dramático. Nas bilheterias, o desempenho foi modesto, ficando abaixo das expectativas, especialmente considerando o prestígio de Al Pacino na época. Com o passar dos anos, o filme passou a ser reavaliado como uma obra contemplativa e diferente dentro da filmografia do ator e do diretor. Hoje, Bobby Deerfield é visto como um drama existencial curioso, valorizado por sua atmosfera e pela tentativa de explorar temas profundos como amor, morte e transformação pessoal.

Erick Steve. 

quarta-feira, 1 de abril de 2026

O Último Magnata

Título no Brasil: O Último Magnata
Título Original: The Last Tycoon
Ano de Lançamento: 1976
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Elia Kazan
Roteiro: F. Scott Fitzgerald, Harold Pinter
Elenco: Robert De Niro, Anjelica Huston, Theresa Russell, Jack Nicholson, Donald Pleasence, Robert Mitchum, Tony Curtis, John Carradine

Sinopse:
Baseado no romance escrito por F. Scott Fitzgerald, o filme "O Último Magnata" conta a história de um famoso e poderoso produtor de cinema em Hollywood durante a década de 1930. Ele tenciona transformar dois jovens atores em grandes astros, ao mesmo tempo em que disputa o controle de um dos grandes estúdios de Hollywood. Filme indicado ao Oscar na categoria de melhor direção de arte. 

Comentários:
Hollywood olha para si mesma, para seu passado e tenta entender o que se perdeu com o passar dos anos. Assim eu vejo esse filme que foi muito elogiado na época de seu lançamento original, embora não tenha feito boa bilheteria. Atribuo isso a um fato até relativamente fácil de compreender. Para realmente apreciar esse filme o espectador tem que ter uma boa base de conhecimentos históricos sobre o passado da indústria cinematográfica dos Estados Unidos. Por aí já se tira que nem todo muito possui esse tipo de conhecimento e muitos nem sequer vão ter interesse em conhecer. Por isso esse é um filme de nicho, para cinéfilos mesmo. De bom temos uma boa reconstituição histórica e como não poderia deixar de ser, mais uma bela interpretação de Robert De Niro. A direção ficou com o mestre Elia Kazan. Nome mais indicado para contar esse tipo de história não havia. Pena que ele já estava bastante envelhecido quando dirigiu o filme. Já estava se despedindo do cinema, então seus melhores dias já pertenciam ao passado. Enfim faltou, em meu ponto de vista, mais glamour da velha Hollywood. Esse clima de elegância e luxo parece mesmo que se perdeu nas areias do tempo. 

Pablo Aluísio.

domingo, 29 de março de 2026

Ligações Perigosas

Título no Brasil: Ligações Perigosas
Título Original: Dangerous Liaisons
Ano de Produção: 1988
País: Estados Unidos, Inglaterra
Estúdio: Warner Bros
Direção: Stephen Frears
Roteiro: Christopher Hampton
Elenco: Glenn Close, John Malkovich, Michelle Pfeiffer, Keanu Reeves, Uma Thurman

Sinopse:
Baseado no famoso romance "Les Liaisons Dangereuses" do autor Choderlos de Laclos (1741 - 1803), o filme "Ligações Perigosas" narra as intrigas, fofocas e ciladas sociais que se desenvolvem na corte francesa do século XVIII. De um lado o fútil e perigoso Visconde Sébastien de Valmont (John Malkovich), do outro a maquiávelica Marquesa Isabelle de Merteuil (Glenn Close) e no meio de todas as armações sociais a bela e jovem Madame de Tourvel (Michelle Pfeiffer). Um jogo mortal de sedução e poder dentro das relações entre nobres da monarquia francesa da época. Filme vencedor dos Oscars de Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Figurino e Melhor Direção de Arte.

Comentários:
Choderlos de Laclos foi um dos principais generais de Napoleão Bonaparte. Quando não estava nos campos de batalha lutando por seu imperador, escrevia romances. O livro que deu origem a esse filme logo se tornou um dos mais populares de sua carreira como escritor. Ele desvenda o jogo de poder e cobiça que existia dentro da corte francesa. O curioso é que o próprio Napoleão era fruto da revolução francesa, que procurava colocar abaixo a ordem social da monarquia daquela nação, mas tão logo assumiu o poder absoluto deu origem a também uma corte suntuosa e luxuosa, provando que nem sempre as boas intenções resultam em algo positivo. Deixando um pouco de lado esse contexto histórico o fato é que "Ligações Perigosas" tem uma das tramas mais saborosamente perversas da história do cinema americano. Stephen Frears, em grande momento, soube como poucos explorar as vilanices de seus personagens. Aqui, como obviamente podemos notar, o que importa é realmente passear pelas artimanhas e manipulações dos dois personagens centrais, ambos sem quaisquer escrúpulos pessoais ou valores morais, mas mestres na arte da manipulação social. Claro que apenas dois grandes atores poderiam tirar todo o potencial do texto literário para as telas de cinema. Nesse ponto John Malkovich e Glenn Close estão soberbos. Glenn Close em especial tem uma das melhores atuações de sua vida e quem a conhece sabe que isso definitivamente não é pouca coisa. O contraste da podridão de seus interesses e almas com a delicada inocência, juventude e beleza de Michelle Pfeiffer (linda no filme) garantem o alto nível do filme no quesito atuação. Em termos de produção o filme também apresenta um requinte único, com belíssima reconstituição de época, extremamente luxuosa nos mínimos detalhes. Um filme para se ter na coleção, com a finalidade de se rever sempre que possível. Cinema do mais puro e fino bom gosto.

Pablo Aluísio.

sábado, 28 de março de 2026

Terra das Sombras

C. S. Lewis (1898 - 1963) entrou para a história como autor dos consagrados livros da série "The Chronicles of Narnia". Professor universitário, escritor, romancista, poeta, crítico literário, ensaísta, Lewis é um dos nomes mais celebrados da literatura britânica. Esse filme se propõe a contar parte de sua biografia, de seu conturbado romance com a poetisa americana Joy Gresham (interpretada pelo boa atriz Debra Winger). Eram pessoas refinadas, cultas e intelectuais que se completavam, mas que tinham que superar diversas barreiras para serem felizes. O roteiro enfoca um momento particularmente complicado de suas vidas quando Joy recebeu o diagnóstico que estava com câncer. Para piorar Lewis enfrentava problemas para conseguir a cidadania americana, o que lhe garantiria dar apoio completo à sua amada nesse momento crucial de sua vida.

Quem interpreta o famoso escritor é o ator Anthony Hopkins, que como sempre está muito lúcido e muito bem em seu papel. Ele traz um humanismo grandioso ao personagem que dá vida. Richard Attenborough, um mestre em filmes como esse, trata tudo com fina melancolia e muita sensibilidade, o que transforma o filme em um drama triste, mas ao mesmo tempo realmente tocante. Uma excelente obra cinematográfica, sem retoques.

Terra das Sombras (Shadowlands, Inglaterra, 1993) Direção: Richard Attenborough / Roteiro: William Nicholson / Elenco: Anthony Hopkins, Debra Winger, Julian Fellowes. / Sinopse O drama de um homem mais velho que vê sua esposa sucumbindo para uma grave doença terminal. Filme indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Atriz (Debra Winger) e Melhor Roteiro Adaptado (William Nicholson). Filme vencedor do BAFTA Awards nas categorias de Melhor Filme Britânico e Melhor Ator (Anthony Hopkins).

Pablo Aluísio.

domingo, 22 de março de 2026

Os Embalos de Sábado à Noite

Os Embalos de Sábado à Noite
Existem alguns filmes que acabam virando símbolo de toda uma década. Os Embalos de Sábado à Noite é um desses filmes. O período histórico retratado é a década de 70, no auge da discoteca. Para quem não se recorda ou não viveu, a Discoteca foi aquele período musical em que as músicas deixaram de ter qualquer conotação política ou social para virarem simples diversão, embalo, dança! Obviamente que tudo vai soar datado hoje em dia: as roupas, as danças e as músicas mas isso é apenas um charme a mais para quem for assistir ao filme atualmente. Duas características são bem marcantes aqui: a trilha sonora do Bee Gees, que fez um sucesso estrondoso jamais repetido pelo grupo em qualquer um de seus trabalhos futuros e o carisma de John Travolta, muito jovem, cheio de maneirismos típicos dos jovens daquela época. De fato esse foi o filme de sua virada na carreira. Ele já tinha aparecido em outros sucessos como Carrie A Estranha e até mesmo em um telefilme famoso chamado O Menino da Bolha de Plástico, mas estava longe de ser um astro. Foi justamente Os Embalos de Sábado à Noite que o transformou em um ator do primeiro time em Hollywood.

O roteiro procura criar uma crônica sobre a vida de um jovem tentando se divertir na metrópole nesses anos do Disco. De dia ele intercala uma série de subempregos para sobreviver, nenhum deles promissor. Sua vida é dura e cheia de dificuldades. Durante a semana  Tony Manero (John Travolta) dá um duro danado na vida mas quando vai chegando o fim de semana ele vai renascendo pois sabe que poderá arrasar nas pistas de dança da cidade. O dinheiro que ganha de forma suada nos dias de trabalho são investidos em roupas maneiras para impressionar no sábado á noite. É curioso que o roteiro do filme tenha sido escrito a partir de um artigo publicado na revista Time intitulado "Tribal Rites of the New Saturday Night" que tentava entender a geração jovem que amava a Discoteca. Eles não tinham qualquer ideologia ou inclinação política ou social, nada disso os interessavam, estavam bem longe da geração consciente da década de 60. Os jovens dos anos 70 só queriam mesmo se divertir, dançar, namorar e aproveitar a vida até o dia raiar.  E é justamente isso que o filme se propõe. Os Embalos de Sábado à Noite é assim um belo retrato daqueles dias dançantes. Definitivamente um musical que marcou época.

Os Embalos de Sábado à Noite (Saturday Night Fever, Estados Unidos, 1977) Direção: John Badham / Roteiro:  Norman Wexler baseado no artigo "Tribal Rites of the New Saturday Night" de Nik Cohn / Elenco: John Travolta, Karen Lynn Gorney, Barry Miller,  Joseph Cali / Sinopse: A vida de Tony Manero (John Travolta) não é nada fácil. Durante a semana se vira como pode em subempregos para ajudar sua família. No fim de semana porém se diverte como nunca nas pistas de discoteca por toda a cidade. Um dançarino talentoso que logo chama a atenção de todos.

Pablo Aluísio.

sábado, 21 de março de 2026

O Rapaz da Bolha de Plástico

Título no Brasil: O Rapaz da Bolha de Plástico
Título Original: The Boy in the Plastic Bubble
Ano de Lançamento: 1976
País: Estados Unidos
Estúdio: ABC Circle Films
Direção: Randal Kleiser
Roteiro: Douglas Day Stewart
Elenco: John Travolta, Glynnis O'Connor, Robert Reed, Diana Hyland, Ralph Bellamy, Karen Morrow

Sinopse:
O filme conta a história de Tod Lubitch, um jovem que nasce com uma grave deficiência no sistema imunológico, o que o obriga a viver isolado do mundo exterior dentro de uma câmara plástica estéril para evitar qualquer tipo de infecção. Apesar das limitações físicas, Tod é inteligente, sensível e curioso, buscando formas de se conectar com o mundo além de sua bolha. Sua vida muda quando ele desenvolve uma relação especial com uma garota de sua idade, o que o leva a questionar os limites de sua existência e o desejo de viver uma vida normal. A narrativa aborda temas como isolamento, amor e o valor da experiência humana.

Comentários:
Exibido originalmente na televisão em 1976, The Boy in the Plastic Bubble recebeu boa recepção do público e ajudou a impulsionar a carreira de John Travolta, que logo se tornaria uma grande estrela com filmes como Saturday Night Fever e Grease. O filme foi elogiado por sua abordagem sensível de um tema médico delicado, embora alguns críticos tenham apontado certo tom melodramático. Com o tempo, a produção se tornou um clássico cult da televisão, sendo lembrada principalmente pela atuação de Travolta e pela história comovente baseada em casos reais de imunodeficiência. Hoje, O Rapaz da Bolha de Plástico é visto como um drama marcante dos anos 1970, que ajudou a popularizar histórias sobre doenças raras e a despertar empatia no público.

Erick Steve. 

sexta-feira, 20 de março de 2026

O Morro dos Ventos Uivantes

Título no Brasil: O Morro dos Ventos Uivantes
Título Original: Wuthering Heights (2026)
Ano de Lançamento: 2026
País: Reino Unido, Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros.
Direção: Emerald Fennell
Roteiro: Emerald Fennell
Elenco: Margot Robbie, Jacob Elordi, Hong Chau, Alison Oliver, Shazad Latif, Owen Cooper

Sinopse:
Baseado no clássico romance de Emily Brontë, o filme acompanha a intensa e trágica história de amor entre Heathcliff e Catherine Earnshaw, ambientada nas paisagens selvagens e ventosas da região de Yorkshire, na Inglaterra. Heathcliff é um jovem órfão adotado pela família Earnshaw e cresce ao lado de Catherine, com quem desenvolve uma ligação profunda e apaixonada. No entanto, diferenças sociais, orgulho e escolhas impulsivas acabam separando os dois. Catherine decide casar-se com o rico Edgar Linton, enquanto Heathcliff desaparece por anos e retorna posteriormente como um homem misterioso e determinado a se vingar daqueles que considera responsáveis por seu sofrimento. A narrativa mistura romance, tragédia e obsessão, acompanhando os efeitos destrutivos do amor não correspondido e da vingança ao longo de gerações.

Comentários:
A nova adaptação de O Morro dos Ventos Uivantes chamou grande atenção antes mesmo de seu lançamento por reunir a diretora Emerald Fennell — vencedora do Oscar pelo roteiro de Promising Young Woman — com um elenco liderado por Margot Robbie e Jacob Elordi. Veículos como The Guardian e Variety destacaram a expectativa em torno da abordagem da diretora, conhecida por seu estilo visual marcante e por reinterpretar histórias clássicas sob uma perspectiva moderna e provocativa. Entre o público, a produção gerou enorme curiosidade, especialmente entre admiradores do romance original e fãs dos protagonistas. A obra literária de Emily Brontë já havia sido adaptada várias vezes para o cinema, incluindo a célebre versão de Wuthering Heights (1939), mas esta nova versão promete enfatizar o aspecto mais sombrio e psicológico da história. Hoje, mesmo sendo uma produção recente, o filme já é visto como uma das adaptações literárias mais aguardadas da década de 2020, e pode renovar o interesse do público contemporâneo por um dos romances mais famosos da literatura inglesa

Erick Steve. 

quinta-feira, 5 de março de 2026

Jardins de Pedra

Jardins de Pedra   
Depois do fim da Guerra do Vietnã os americanos procuraram exorcizar os traumas desse que foi seguramente o conflito mais desastroso de sua história recente. Assim o cinema acabou cumprindo de certa maneira essa função, usando a obra cinematográfica como terapia coletiva do desastre daquela nação. Muitos filmes foram realizados tendo como tema central o Vietnã, principalmente na década de 1980, período em que as melhores produções sobre o assunto foram realizadas. Em "Jardins de Pedra" o aclamado diretor Francis Ford Coppola procurou mudar o ponto de vista, o foco sobre o tema. Ao invés de mostrar o drama dos militares americanos no meio das selvas do sudeste asiático ele optou por mostrar o outro lado da guerra, a dos corpos de jovens americanos sendo enviados de volta para casa, para serem sepultados em cemitérios militares, com toda a pompa e cerimônia a que tinham direito. Esse é o enfoque desse roteiro que sempre considerei um dos mais criativos e reveladores sobre o conflito que ceifou muitas vidas, todas elas em vão, lamento dizer. Coppola, com muita sensibilidade, captou muito bem esse aspecto pouco visto e pouco lembrado de uma matança em grande escala como aquela.

Assim desfilam pela tela todos os dramas das famílias, dos entes queridos e também dos encarregados desses enterros. Afinal  imagine ter que trabalhar eternamente em luto, enterrando dezenas de seus companheiros de armas todos os dias, sem trégua ou descanso. É um excelente filme, mas não ousaria dizer que é uma obra fácil, para todos os gostos. Talvez por isso tenha fracassado comercialmente em seu lançamento. Para o público americano já era complicado lidar com a derrota americana no Vietnã, agora entenda como era bem pior ter que assistir o enterro dos seus soldados. É de fato um filme para um tipo de espectador mais refinado, específico. Sua grande lição é a de que em uma guerra estatísticas não podem ser encaradas como mera matemática, mas sim com humanidade, pois todos aqueles números representam na verdade pessoas que perderam suas vidas em combate.  

Jardins de Pedra (Gardens of Stone, Estados Unidos, 1987) Direção: Francis Ford Coppola / Roteiro: Nicholas Proffitt, Ronald Bass / Elenco: James Caan, Anjelica Huston, James Earl Jones, Dean Stockwell, Mary Stuart Masterson / Sinopse: O filme "Jardins de Pedra" conta a dura realidade de um grupo de militares norte-americanos durante a guerra do Vietnã. Eles tinham a função de enterrar os colegas mortos no campo de batalha.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 4 de março de 2026

Golpe de Mestre

Golpe de Mestre
O filme Golpe de Mestre (The Sting) foi lançado em 25 de dezembro de 1973, dirigido por George Roy Hill e estrelado por Paul Newman, Robert Redford, Robert Shaw, Charles Durning, Ray Walston e Eileen Brennan. Ambientado durante a Grande Depressão nos Estados Unidos, o filme acompanha a história de Johnny Hooker, um jovem vigarista que, após o assassinato de seu parceiro por um poderoso chefão do crime, decide se vingar. Para isso, ele se une ao experiente golpista Henry Gondorff, formando uma dupla que planeja um elaborado esquema para enganar o criminoso Doyle Lonnegan. O plano envolve uma série de truques complexos, identidades falsas e encenações cuidadosamente coreografadas. À medida que o golpe se desenvolve, o espectador é conduzido por uma trama cheia de reviravoltas e surpresas. O filme mistura humor, suspense e drama com grande habilidade narrativa. A ambientação de época, inspirada nos anos 1930, contribui para o charme da produção. Assim, Golpe de Mestre se destaca como uma história inteligente sobre engano, vingança e estratégia.

Quando foi lançado, Golpe de Mestre recebeu uma recepção crítica amplamente positiva, sendo rapidamente reconhecido como uma das grandes produções do cinema americano da década de 1970. O jornal The New York Times elogiou o filme por sua narrativa engenhosa e afirmou que ele era “um entretenimento elegante e perfeitamente estruturado, que prende o espectador do início ao fim”. Já o Los Angeles Times destacou a química entre Paul Newman e Robert Redford, descrevendo a dupla como “uma das parcerias mais carismáticas e eficazes do cinema”. A revista Variety ressaltou o equilíbrio entre humor e suspense, afirmando que o filme “é um exemplo brilhante de como um roteiro inteligente pode elevar uma história de crime a um nível superior”. Muitos críticos também elogiaram o ritmo da narrativa e a forma como o roteiro mantém o público constantemente intrigado. A direção de George Roy Hill foi considerada precisa e elegante. A crítica, de maneira geral, destacou o filme como um grande entretenimento aliado a uma execução sofisticada. Dessa forma, o longa rapidamente conquistou prestígio entre críticos e espectadores.

A recepção crítica continuou extremamente favorável, consolidando o filme como um dos destaques daquele ano. A revista The New Yorker comentou que o longa era “uma peça de engenharia narrativa quase perfeita”, destacando a complexidade do golpe apresentado na trama. Além disso, o filme teve grande reconhecimento em premiações importantes. Golpe de Mestre foi indicado a 10 Oscars e venceu 7, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor para George Roy Hill e Melhor Roteiro Original para David S. Ward. Também venceu nas categorias de direção de arte, figurino, edição e trilha sonora, esta última baseada nas composições de Scott Joplin. O sucesso nas premiações reforçou a reputação do filme como uma das grandes produções de sua época. Muitos críticos destacaram a habilidade do roteiro em enganar o público da mesma forma que os personagens enganam suas vítimas. A construção do suspense foi amplamente elogiada. Assim, o filme não apenas conquistou o público, mas também se tornou um marco na história do cinema.

Do ponto de vista comercial, Golpe de Mestre foi um enorme sucesso de bilheteria. Com um orçamento relativamente modesto de cerca de 5,5 milhões de dólares, o filme arrecadou mais de 150 milhões de dólares mundialmente, tornando-se uma das maiores bilheterias de 1973. Nos Estados Unidos, o longa liderou as bilheterias e permaneceu em cartaz por um longo período. O público respondeu de forma extremamente positiva à mistura de humor, inteligência e suspense. A química entre Newman e Redford foi um dos fatores principais para atrair espectadores. Além disso, o boca a boca contribuiu significativamente para o sucesso contínuo do filme. Muitos espectadores voltaram aos cinemas para assistir novamente, tentando captar todos os detalhes do elaborado golpe. O filme também teve grande sucesso em exibições televisivas posteriores. Assim, Golpe de Mestre não apenas conquistou a crítica, mas também se tornou um fenômeno comercial. Seu sucesso consolidou a dupla de protagonistas como uma das mais populares do cinema.

Com o passar dos anos, Golpe de Mestre passou a ser considerado um verdadeiro clássico do cinema. A obra é frequentemente lembrada como um dos melhores filmes sobre golpes e vigaristas já produzidos. Sua estrutura narrativa influenciou diversas produções posteriores que exploram histórias de enganação e reviravoltas. A trilha sonora baseada no ragtime de Scott Joplin ajudou a criar uma identidade única para o filme, sendo reconhecida instantaneamente até hoje. A parceria entre Paul Newman e Robert Redford continua sendo celebrada como uma das mais icônicas da história do cinema. O filme também é frequentemente incluído em listas dos melhores filmes da década de 1970. Críticos contemporâneos ainda elogiam sua elegância e inteligência narrativa. Mesmo décadas após seu lançamento, o longa mantém sua capacidade de surpreender novos espectadores. Dessa forma, Golpe de Mestre permanece relevante e admirado. Sua reputação como clássico é amplamente consolidada.

Golpe de Mestre (The Sting, Estados Unidos, 1973) Direção: George Roy Hill / Roteiro: David S. Ward / Elenco: Paul Newman, Robert Redford, Robert Shaw, Charles Durning, Ray Walston e Eileen Brennan / Sinopse: Durante a Grande Depressão, dois golpistas elaboram um plano sofisticado para enganar um poderoso chefão do crime, utilizando truques, disfarces e uma elaborada encenação para executar uma vingança cuidadosamente planejada.

Erick Steve. 

terça-feira, 3 de março de 2026

O Candidato

Título no Brasil: O Candidato 
Título Original: The Candidate
Ano de Lançamento: 1972
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros.
Direção: Michael Ritchie
Roteiro: Jeremy Larner
Elenco: Robert Redford, Peter Boyle, Melvyn Douglas, Don Porter, Allen Garfield, Karen Carlson

Sinopse:
Bill McKay é um jovem advogado idealista, filho de um ex-governador influente, que é convidado a concorrer ao Senado dos Estados Unidos contra um candidato veterano praticamente imbatível. Sem chances reais de vitória, McKay aceita a proposta com a condição de poder falar livremente sobre suas ideias e valores. No entanto, à medida que a campanha avança e sua popularidade cresce, ele passa a ser moldado pelos estrategistas políticos, que o incentivam a suavizar suas posições e adaptar seu discurso para conquistar eleitores. O filme acompanha essa transformação gradual, mostrando o conflito entre integridade pessoal e ambição política.

Comentários:
No lançamento em 1972, The Candidate foi amplamente elogiado pela crítica. O jornal The New York Times destacou a relevância do filme ao retratar os bastidores das campanhas eleitorais americanas, enquanto a revista Variety elogiou o desempenho de Robert Redford e o realismo do roteiro. O filme conquistou o Oscar de Melhor Roteiro Original para Jeremy Larner, reforçando seu impacto no cinema político da época. Comercialmente, teve um bom desempenho e consolidou Robert Redford como uma das grandes estrelas de Hollywood nos anos 1970. Ao longo do tempo, O Candidato tornou-se um clássico do cinema político, frequentemente citado por sua crítica à superficialidade das campanhas eleitorais e à influência da mídia na construção de candidatos. Hoje, o filme permanece atual, sendo lembrado como uma obra perspicaz e relevante sobre o funcionamento da política moderna.

Erick Steve. 

segunda-feira, 2 de março de 2026

Um Dia de Cão

Título no Brasil: Um Dia de Cão
Título Original: Dog Day Afternoon
Ano de Lançamento: 1975
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros.
Direção: Sidney Lumet
Roteiro: Frank Pierson, P. F. Kluge
Elenco: Al Pacino, John Cazale, Charles Durning, Chris Sarandon, Penelope Allen, Carol Kane

Sinopse:
Baseado em fatos reais ocorridos em Nova York em 1972, o filme acompanha Sonny Wortzik, um homem desesperado que decide assaltar um banco no Brooklyn ao lado de seu amigo Sal. O que deveria ser um roubo rápido se transforma em um longo e tenso cerco policial quando tudo começa a dar errado. Cercados pela polícia, pela mídia e por uma multidão de curiosos, Sonny tenta negociar a saída enquanto a situação se torna cada vez mais caótica e imprevisível. Durante as horas de impasse, a história revela motivações pessoais complexas por trás do crime, incluindo o desejo de Sonny de ajudar financeiramente seu parceiro sentimental. O filme mistura suspense, drama e crítica social ao retratar a tensão entre criminosos, autoridades e a opinião pública.

Comentários:
O filme foi amplamente elogiado pela crítica na época de seu lançamento. O jornal The New York Times, por exemplo, destacou a direção precisa de Sidney Lumet e a atuação intensa de Al Pacino, considerada uma das melhores de sua carreira. A revista Variety também elogiou o roteiro e o tom realista da narrativa, ressaltando a forma como o filme retrata a mídia, a polícia e a sociedade urbana da década de 1970. Chris Sarandon recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, enquanto Frank Pierson venceu o Oscar de Melhor Roteiro Original. Entre o público, o filme também foi um sucesso comercial, arrecadando várias vezes seu orçamento e consolidando ainda mais o prestígio de Pacino após seu trabalho em grandes produções da década. Com o passar dos anos, Um Dia de Cão passou a ser considerado um clássico do cinema americano dos anos 1970, frequentemente citado como um dos melhores filmes de assalto já feitos. Seu estilo realista, suas atuações memoráveis e sua abordagem de temas sociais — incluindo mídia sensacionalista e questões de identidade — fazem com que o filme continue sendo estudado, revisto e celebrado como uma obra fundamental da chamada “Nova Hollywood”

Pablo Aluísio.