sábado, 27 de junho de 2026

Touro Indomável

Título no Brasil: Touro Indomável
Título Original: Raging Bull
Ano de Produção: 1980
País: Estados Unidos
Estúdio: United Artists
Direção: Martin Scorsese
Roteiro: Martin Scorsese, Joseph Carter
Elenco: Robert De Niro, Cathy Moriarty, Joe Pesci

Sinopse:
Tudo o que deseja Jake La Motta (De Niro) para sua vida é vencer no concorrido mundo do boxe. Sujeito explosivo, de temperamento mercurial, ele quer chegar no auge, com todo o poder, dinheiro e mulheres que conseguir. Após um começo de carreira promissor o boxeador começa a entender que nem tudo parece caminhar como ele havia planejado. Pior para seu irmão, Joey (Joe Pesci) e a garota de seus sonhos, a adolescente Vickie (Cathy Moriarty), que terão que suportar ao seu lado a inevitável queda do vaidoso esportista. Filme indicado a seis prêmios da academia, se tornando vencedor nas categorias de Melhor Ator (Robert De Niro) e Melhor Edição. Vencedor do Globo de Ouro na categoria de Melhor ator (Robert De Niro).

Comentários:
Alguns filmes definem toda a carreira de um grande ator. Olhando sob esse ponto de vista "Raging Bull" define o intérprete Robert De Niro. No auge de sua criatividade e talento dramático ele se uniu a outro gênio, Martin Scorsese, para contar a história de declínio e glória do boxeador Jake LaMotta, desde seus primórdios, quando se deliciou do status, dinheiro e sucesso das vitórias até sua queda final, quando sentiu o amargo gosto da sarjeta. Se não fosse baseado em fatos reais poderíamos até dizer que esse filme havia sido inspirado em alguma tragédia da pena de William Shakespeare, tamanha a sua carga dramática! Com maravilhosa fotografia em preto e branco e com Scorsese em momento inspirado o filme não poderia ser menos do que uma verdadeira obra prima do cinema, sempre reverenciado e incluído naquelas listas do tipo "Os 100 Melhores Filmes de Todos os Tempos". Curiosamente o próprio De Niro pagaria um pouco caro pelo seu amor à arte. Ao emagrecer e engordar tanto para incorporar seu personagem ele chegou até mesmo a ter sérios problemas de saúde na época. Foi um preço justo a se pagar, já que acabou sendo premiado nos dois maiores prêmios do cinema americano, o Oscar e o Globo de Ouro. Em ambos os casos sua premiação foi mais do que merecida, uma unanimidade tanto de público como de crítica! Esse é sem dúvida um momento essencial e obrigatório na vida de todo e qualquer cinéfilo que se preze! Uma aula de direção e interpretação em um filme realmente inesquecível.

Pablo Aluísio.

O Franco Atirador

Título no Brasil: O Franco Atirador
Título Original: The Deer Hunter
Ano de Produção: 1978
País: Estados Unidos
Estúdio: EMI Films, Universal Pictures
Direção: Michael Cimino
Roteiro: Michael Cimino, Deric Washburn
Elenco: Robert De Niro, Meryl Streep, Christopher Walken, John Cazale, John Savage, George Dzundza

Sinopse:
Um grupo de amigos de uma cidade industrial dos Estados Unidos é enviado para a Guerra do Vietnã. No país asiático são feitos prisioneiros, submetidos a torturas físicas e psicológicas. A guerra cria traumas praticamente impossíveis de superar, afetando a vida de todos eles. Filme vencedor do Oscar nas categorias de melhor filme, melhor direção, melhor ator coadjuvante (Christopher Walken) e melhor som. Também premiado pelo Globo de Ouro na categoria de melhor filme.

Comentários:
Esse filme foi o grande vencedor do Oscar no ano de 1978. Foi premiado em categorias importantes, inclusive melhor filme, melhor direção e melhor ator coadjuvante (Christopher Walken). O roteiro é nitidamente dividido em três grandes atos. No primeiro é mostrado a vida dos jovens amigos antes da guerra. Eles trabalham em uma indústria pesada de sua cidade. A vida é dura, mas há momentos de felicidade, como o casamento de um deles antes de ir para a guerra do Vietnã. No segundo ato temos os personagens visitando o inferno no sudeste asiático. A guerra no Vietnã se mostra um beco sem saída. Eles são capturados pelos inimigos e submetidos a torturas, inclusive um jogo de vida ou morte com roleta russa. Enquanto os americanos puxam o gatilho contra a cabeça, os vietcongues apostam em quem vai sobreviver. O terceiro e último ato mostra o retorno de Michael (Robert De Niro) aos Estados Unidos. Ele é o único que consegue sair são e salvo do Vietnã. Tentando recomeçar sua vida ele tenta iniciar um romance com Linda (Meryl Streep), que trabalha em um supermercado da cidade. O caso entre eles porém nunca consegue decolar. Esse filme traz todas as qualidades e defeitos que marcaram a filmografia de Michael Cimino. Entre suas qualidades estava o domínio de mostrar cenas bem elaboradas, envolvendo um grande número de atores. De seus defeitos podemos perceber o corte excessivo do filme, que resultou numa duração de quase 3 horas. Mesmo assim é um clássico do cinema que merece ser redescoberto, principalmente para quem se interessa pela história do Oscar.

Pablo Aluísio.

sábado, 20 de junho de 2026

New York, New York

New York, New York
Jimmy Doyle (Robert De Niro) é um saxofonista boêmio que volta da II Guerra Mundial e decide se casar com uma talentosa cantora, Francine Evans (Liza Minnelli), que tem o sonho de virar uma grande estrela de Hollywood. “New York, New York” foi uma curiosa tentativa do diretor Martin Scorsese em dirigir um musical ao velho estilo. Apaixonado por filmes antigos ele tentou, nessa rara incursão pela gênero, renovar e revitalizar os antigos musicais inspirados  nas peças da Broadway. Apesar dos grandes talentos envolvidos não há como negar que se trata de um filme bem abaixo das expectativas. Scorsese não mostra muita intimidade com musicais tornando o filme lento, pesado, muito melodramático para algo que deveria ser leve, divertido, simpático. A escolha de Robert De Niro também se mostra um equivoco já que ele definitivamente não leva jeito para a coisa, demonstrando em vários momentos que não tem qualquer familiaridade com o instrumento musical que finge tocar o filme inteiro.

Assim com tantos marinheiros de primeira viagem em filmes musicais sobra para Liza Minnelli a complicada tarefa de salvar musicalmente o filme, coisa que faz com raro brilhantismo. Não é de se estranhar já que Liza é um talento nato, que descende de uma linhagem de grandes cantoras. Ela se destaca pois tem talento musical para dar e emprestar ao resto do elenco. Apesar disso o filme não foi bem nem de bilheteria e nem de critica, que não comprou a idéia de Scorsese. Anos depois De Niro reconheceu os problemas do filme afirmando que já sabia que não daria certo pois Scorsese não tinha experiência com esse tipo de produção. Assim “New York, New York” foi sendo gradualmente esquecido até que Frank Sinatra resolveu resgatar a canção tema do filme, a transformando em um de seus maiores sucessos na carreira. Uma canção que virou símbolo da cidade de Nova Iorque sendo sempre lembrada em inúmeros filmes e comerciais até os dias de hoje. Um ícone cultural representativo de uma das maiores metrópoles do mundo.

New York, New York (New York, New York, Estados Unidos, 1977) Direção: Martin Scorsese / Roteiro: Earl Mac Rauch, Mardik Martin / Elenco: Liza Minnelli, Robert De Niro, Lionel Stander / Sinopse: O filme narra as duras lutas de um casal de artistas em Nova Iorque após o fim da segunda guerra mundial.

Pablo Aluísio.

sábado, 13 de junho de 2026

Parceiros da Noite

Parceiros da Noite
Steve Burns (Al Pacino) é um policial de Nova Iorque que decide se infiltrar dentro da comunidade gay para investigar uma série de assassinatos envolvendo homossexuais. A imersão nesse submundo acabará causando grandes mudanças em seu modo de pensar e agir. "Parceiros da Noite" é um dos filmes mais polêmicos da filmografia de Al Pacino. Tocando em um tema complicado o filme tenta trazer uma boa trama policial com a questão gay como pano de fundo. Eu nunca assisti um filme com Al Pacino que me decepcionasse. Sabia que com esse não seria diferente e não foi. "Parceiros da Noite" é um policial bem acima da média que apesar de ter sido lançado no começo dos anos 80 tem um jeitão de filme policial dos anos 70, característica que só pesa ao seu favor. Em muita coisa me lembrou outro grande filme de Pacino, o famoso "Serpico". Gostei do roteiro e como sempre da atuação de Pacino. Aqui ele surge um pouco mais contido do que de costume, é verdade, mas isso pode ser interpretado como parte de sua caracterização pois o personagem acaba passando por um dilema durante as investigações. 

 "Parceiros da Noite" foi produzido com tinhas fortes. Realmente a primeira hora do filme pode ser ofensiva para quem não gosta de ver cenas que mostrem homossexualismo entre homens. Por isso caso esse seja o seu caso é bom ir se preparado para essa terça parte inicial. Devo confessar que achei um pouco carregado nas tintas, criando uma tênue ligação, mesmo que involuntária, entre homossexualismo e criminalidade. Só não vou dizer que foi excessivo porque realmente não sei se o nível de promiscuidade entre os gays de Nova Iorque chegava naqueles extremos. Esse aspecto inclusive incomodou alguns setores GLS na época que protestaram contra a visão que o filme passava dos gays. Pois bem, de qualquer forma, passado essa parte o filme vai melhorando gradativamente e cresce absurdamente em seus vinte minutos finais. Aliás o final "em aberto" é genial. Não vou colocar aqui porque seria ruim para quem ainda não viu o filme, mas tenho certeza que grande parcela do público ficará intrigada. Enfim, deixem o preconceito de lado e não deixem de ver "Parceiros da Noite" pois vale muito a pena. Mais um ótimo momento de Pacino nas telas.

Parceiros da Noite (Cruising, Estados Unidos, 1980) Direção: William Friedkin / Roteiro: William Friedkin, baseado na novela de Gerald Walker / Elenco: Al Pacino, Paul Sorvino, Karen Allen / Sinopse: Steve Burns (Al Pacino) é um policial de Nova Iorque que decide se infiltrar dentro da comunidade gay para investigar uma série de assassinatos envolvendo homossexuais. A imersão nesse submundo acabará causando grandes mudanças em seu modo de pensar e agir.  

Pablo Aluísio.

sábado, 6 de junho de 2026

Justiça Para Todos

Justiça Para Todos
Advogado criminalista (Al Pacino) acaba tendo que aceitar defender um juiz que odeia e que está sendo acusado de estupro contra uma garota. O cinema americano tem longa tradição em filmes que mostram o meio jurídico. Não é para menos. Quem trabalha na área sabe que esse é repleto de dramas e situações aflitivas que acabam gerando ótimos roteiros e filmes. Um processo judicial não é apenas uma sucessão de atos jurídicos ou procedimentos mas também um capítulo de extrema importância da vida das pessoas que atuam nele. O filme mostra justamente esse aspecto. O ponto alto é novamente a atuação do elenco. Al Pacino está brilhante na minha opinião e nem adianta argumentar dizendo que ele está novamente "over", exagerado ou fora de controle em cena. Nada disso, achei sua atuação muito adequada principalmente pela situação que seu personagem se encontra. Se existe algum exagero em "Justiça Para Todos" talvez seja seu clímax que é realmente um pouco inverossímil. Mesmo assim não macula o resto da produção que é muito relevante, diria até didática, sobre o que acontece debaixo dos olhos vendados do poder judiciário.

Outro destaque de "Justiça Para Todos" é a mensagem subliminar que ele transmite. Em um deles Pacino diz a seu velho avô que está sofrendo os problemas da velhice: "Ser honesto e ao mesmo tempo ser advogado é algo bem complicado". Realmente, poucas profissões do mundo transitam tanto entre a moralidade e a imoralidade, a legalidade e a ilegalidade. O profissional do direito vive realmente em um fio da navalha e o filme toca muito bem nisso ao colocar o sócio de Pacino no filme em crise existencial (ele consegue liberar um cliente da cadeia que acaba matando duas crianças poucos dias depois de solto). Quais são os limites, a linha que separa a ética da necessidade de se defender o cliente? Como se sente um advogado ao defender um criminoso capaz de atos bárbaros contra o próximo? É isso, "Justiça Para Todos" é um filme para se pensar sobre o poder judiciário, seus anacronismos e contradições. Uma lição que não se aprende nas faculdades de direito.

Justiça Para Todos (...And Justive For All, Estados Unidos, 1979) Direção: Norman Jewison / Roteiro: Valerie Curtin, Barry Levinson / Elenco: Al Pacino, Jack Warden, John Forsythe / Sinopse: Arthur Kirkland (Al Pacino) é um advogado criminalista que tenta transitar entre sua ética pessoal e a necessidade de defender seus clientes, entre eles um juiz corrupto e acusado de estupro contra uma inocente garota.

Pablo Aluísio

sábado, 30 de maio de 2026

Tocaia

Tocaia
Na década de 80 a Touchstone Pictures se tornou o braço adulto do império Disney. As produções dessa companhia, embora feitas para o público acima dos 16 anos,  ainda eram leves, divertidas e realizadas para toda a família. Nada de palavrão, nem de situações ofensivas. Tudo era light e soft. Dentro do selo vários atores fizeram bastante sucesso como os dois protagonistas desse delicioso policial com várias pitadas de comédia. Estamos falando da dupla Emilio Estevez e Richard Dreyfuss. Esse tipo de roteiro que explorava a diferença de personalidade entre dois policiais já não era nenhuma novidade na época (basta lembrar de “Máquina Mortífera”) mas a boa química entre esses atores garantiram uma ótima diversão. Na deliciosa trama acompanhamos dois tiras, Chris (Richard Dreyfuss) e Bill (Emilio Estevez), que recebem a missão de vigiar a casa onde mora Maria (Madeleine Stowe), ex-namorada de um criminoso foragido da lei. A chamada tocaia é sempre uma operação de muita paciência e espera e aqui a dupla passa por vários apuros para transformar sua missão em um sucesso. Escondidos na casa em frente e armados com potentes equipamentos de espionagem eles esperam... esperam... e esperam um pouco mais. Tudo em nome da possibilidade de colocar as mãos no criminoso.

Como sempre acontece nesse tipo de filme temos no roteiro dois policiais com personalidades bem opostas. Bill (Estevez), o tira mais jovem, é quadrado, certinho e procura seguir todos os procedimentos e protocolos de sua corporação policial. Já o veterano Chris (Dreyfuss) é o extremo oposto disso. Fanfarrão e pouco avesso a seguir as normas ao pé da letra ele acaba fazendo o impensável ao se relacionar com a mulher que está vigiando. Isso obviamente vai contra todas as regras da polícia. O que poderia se tornar bem cansativo – assistir a uma dupla de policiais em tocaia – logo se torna uma ótima diversão justamente por causa das atitudes fora dos padrões de Chris. “Tocaia” é aquele tipo de filme que você não cria maiores expectativas mas acaba gostando muito por causa do roteiro bem escrito e das situações bem armadas e desenvolvidas. Os atores em cena também ajudam muito. Dreyfuss é ótimo para interpretar personagens assim, a do cara mais velho e nada responsável ou maduro. Idem para Estevez (filho de Martin Sheen e irmão de Charlie Sheen) que faz o tira nerd e careta. Do choque entre eles teremos as melhores cenas do filme. O resultado é dos mais simpáticos e agradáveis e isso tudo se reverteu na excelente bilheteria – que daria origem a uma continuação bem inferior e sem idéias novas. De qualquer forma se você quiser conhecer um policial divertido e bem humorado da década de 80 procure por “Tocaia”, uma produção que diverte bastante e mostra que nem só de “Um Tira da Pesada” vivia o gênero naqueles anos.

Tocaia (Stakeout, Estados Unidos, 1987) Direção: John Badham / Roteiro: Jim Kouf / Elenco: Richard Dreyfuss, Emílio Estevez, Madeleine Stowe, Aidan Quinn, Dan Lauria, Forest Whitaker, Earl Billings./ Sinopse: Dois policiais, um jovem e um veterano, ficam de tocaia na frente da casa de uma ex-namorada de um fugitivo perigoso procurado pelo FBI. O que começa como uma simples operação de rotina acaba virando um caos após um dos tiras decidir, de forma irresponsável, se envolver com a mulher que é justamente o foco de sua investigação.

Pablo Aluísio.

De Quem é a Vida Afinal?

Título no Brasil: De Quem é a Vida Afinal?
Título Original: Whose Life Is It Anyway?
Ano de Produção: 1981
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: John Badham
Roteiro: Brian Clark
Elenco: Richard Dreyfuss, John Cassavetes, Christine Lahti, Bob Balaban, Kenneth McMillan, Kaki Hunter

Sinopse:
Ken Harrison (Richard Dreyfuss) é um artista, um escultor, que fica paralítico após um sério acidente de carro. Inconformado com sua nova situação de saúde que é irreversível, ele passa a lutar pelo direito de tirar a própria vida. Uma questão jurídica que se torna alvo de polêmicas.

Comentários:
O filme "De Quem é a Vida Afinal?" discute a questão do suicídio assistido e até mesmo da eutanásia. O roteiro pergunta se o direito de tirar a própria vida pertence ao próprio indivíduo que não quer mais viver ou se isso pode ser impedido legalmente pelo Estado. Tema polêmico, com defensores ardorosos de ambos os lados. Outro aspecto interessante desse filme é que apesar do tema pesado, há uma certa leveza na forma como se comporta o personagem principal. Alguns críticos chegaram até mesmo a considerar o filme uma espécie de comédia de humor negro, algo que eu pessoalmente não concordo pois se trata mesmo de um drama, mesmo que o protagonista interpretado pelo ator Richard Dreyfuss seja em alguns momentos morbidamente engraçado. Então é isso, deixo a dica do filme para quem se interessa pelo tema proposto pelo seu roteiro. Dentro dessa seara é um dos melhores filmes já feitos sobre o assunto.

Pablo Aluísio.

sábado, 23 de maio de 2026

E.T. - O Extraterrestre

E.T. - O Extraterrestre
O filme E.T. – O Extraterrestre (E.T. the Extra-Terrestrial) foi lançado em 11 de junho de 1982, dirigido por Steven Spielberg e estrelado por Henry Thomas, Dee Wallace, Robert MacNaughton, Drew Barrymore e Peter Coyote. A história acompanha Elliott, um garoto solitário que encontra um pequeno extraterrestre abandonado na Terra após sua nave partir sem ele. Assustado e curioso ao mesmo tempo, Elliott decide esconder a criatura em sua casa e acaba desenvolvendo uma profunda amizade com ela. Enquanto tenta proteger E.T. das autoridades e ajudá-lo a entrar em contato com seu planeta de origem, o menino percebe que ambos compartilham uma conexão emocional e quase telepática. O filme mistura ficção científica, fantasia e drama familiar de maneira extremamente sensível. Spielberg utiliza o olhar infantil para construir uma narrativa sobre amizade, perda e esperança. O relacionamento entre Elliott e E.T. é o coração emocional da obra. O filme também explora temas como separação familiar e empatia. Assim, E.T. – O Extraterrestre tornou-se uma das histórias mais emocionantes e universais do cinema.

Quando foi lançado, E.T. – O Extraterrestre recebeu uma recepção crítica extraordinariamente positiva, sendo imediatamente reconhecido como uma obra-prima. O The New York Times descreveu o filme como “uma experiência mágica, profundamente humana e emocionalmente poderosa”. Já o Los Angeles Times afirmou que Spielberg havia criado “um dos filmes mais encantadores da história do cinema moderno”. A revista Variety comentou que o longa era “um triunfo absoluto de narrativa emocional e imaginação cinematográfica”. Muitos críticos elogiaram a capacidade do filme de emocionar públicos de todas as idades. A atuação do jovem Henry Thomas foi amplamente destacada, especialmente pela intensidade emocional de sua interpretação. Spielberg recebeu elogios por equilibrar fantasia e realismo de forma delicada. A crítica também destacou os efeitos especiais e a trilha sonora emocionante composta por John Williams. Assim, o filme conquistou aclamação quase unânime desde sua estreia.

A recepção crítica continuou extremamente favorável ao longo dos anos. Publicações como The New Yorker passaram a considerar o longa “um dos filmes mais emocionantes e influentes já produzidos em Hollywood”. O filme recebeu 9 indicações ao Oscar e venceu 4, incluindo Melhor Trilha Sonora, Melhores Efeitos Sonoros, Melhor Som e Melhores Efeitos Visuais. Spielberg também recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Diretor. Muitos críticos passaram a enxergar o filme como a expressão mais pessoal e emocional da carreira do diretor. A relação entre Elliott e E.T. tornou-se um símbolo do poder da amizade e da imaginação infantil. A famosa cena das bicicletas voando diante da lua entrou para a história do cinema. O filme também influenciou inúmeras produções posteriores sobre amizade entre humanos e seres fantásticos. Dessa forma, sua reputação cresceu ainda mais ao longo das décadas. Hoje ele é considerado um dos grandes clássicos do cinema mundial.

Do ponto de vista comercial, E.T. – O Extraterrestre foi um fenômeno gigantesco. Com um orçamento de cerca de 10 milhões de dólares, o filme arrecadou aproximadamente 792 milhões de dólares mundialmente em seus lançamentos originais e relançamentos posteriores. Durante muitos anos, foi a maior bilheteria da história do cinema, superando inclusive Star Wars. O público respondeu com enorme entusiasmo à história emocionante e aos personagens carismáticos. Famílias inteiras retornavam aos cinemas diversas vezes para rever o filme. O boca a boca foi extraordinário e ajudou a transformar o longa em um evento cultural global. O sucesso gerou uma enorme quantidade de produtos licenciados e consolidou Spielberg como o principal diretor comercial de Hollywood. O filme também teve vida longa em VHS, televisão e edições especiais. Assim, seu impacto financeiro e cultural foi imenso. Poucos filmes alcançaram tamanho sucesso popular.

Atualmente, E.T. – O Extraterrestre é considerado um dos filmes mais importantes e amados da história do cinema. A obra continua emocionando novas gerações graças à simplicidade e sinceridade de sua narrativa. Críticos contemporâneos frequentemente destacam a sensibilidade de Spielberg ao retratar a infância. A trilha sonora de John Williams continua sendo uma das mais reconhecidas do cinema. A imagem das bicicletas voando tornou-se um ícone cultural universal. O filme também é lembrado por mostrar a ficção científica sob uma perspectiva emocional e familiar, diferente do enfoque mais militar ou tecnológico comum na época. A atuação de Henry Thomas permanece impressionante para muitos espectadores. O longa segue presente em listas dos maiores filmes de todos os tempos. Dessa forma, sua reputação permanece absolutamente consolidada. E.T. – O Extraterrestre continua sendo uma obra-prima emocionante e inesquecível.

E.T. – O Extraterrestre (E.T. the Extra-Terrestrial, Estados Unidos, 1982) Direção: Steven Spielberg / Roteiro: Melissa Mathison / Elenco: Henry Thomas, Dee Wallace, Robert MacNaughton, Drew Barrymore, Peter Coyote e K.C. Martel / Sinopse: Um garoto encontra um pequeno extraterrestre perdido na Terra e cria uma forte amizade com ele, enquanto tenta ajudá-lo a voltar para casa antes que as autoridades o capturem;

Erick Steve. 

Os Caçadores da Arca Perdida

Os Caçadores da Arca Perdida
O filme Os Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark) foi lançado em 12 de junho de 1981, dirigido por Steven Spielberg e estrelado por Harrison Ford, Karen Allen, Paul Freeman, John Rhys-Davies, Ronald Lacey e Denholm Elliott. Criado por George Lucas, o filme apresenta ao mundo o arqueólogo e aventureiro Indiana Jones, um professor universitário que embarca em perigosas missões em busca de artefatos históricos. Na trama, Jones é recrutado pelo governo americano para encontrar a lendária Arca da Aliança antes que os nazistas coloquem as mãos nela durante os anos que antecedem a Segunda Guerra Mundial. A jornada leva o herói por templos antigos, desertos e cidades exóticas, enfrentando armadilhas mortais, traições e inimigos implacáveis. O filme mistura ação, aventura e humor em ritmo acelerado. Inspirado nos seriados clássicos das décadas de 1930 e 1940, o longa resgata o espírito das aventuras pulp. A famosa sequência da pedra gigante logo na abertura tornou-se histórica. Assim, Os Caçadores da Arca Perdida redefiniu o cinema de aventura moderno.

Quando foi lançado, Os Caçadores da Arca Perdida recebeu uma recepção crítica extremamente positiva, sendo considerado imediatamente um dos grandes filmes do ano. O The New York Times afirmou que o filme era “uma aventura praticamente perfeita, cheia de energia e imaginação”. Já o Los Angeles Times destacou que Spielberg havia criado “um espetáculo irresistível que homenageia os antigos seriados de aventura enquanto os supera tecnicamente”. A revista Variety descreveu o longa como “uma combinação brilhante de ação, humor e efeitos visuais”. Muitos críticos elogiaram o ritmo frenético da narrativa e o carisma de Harrison Ford no papel principal. A direção de Spielberg foi amplamente celebrada por sua habilidade em criar suspense e entretenimento. A química entre Ford e Karen Allen também recebeu comentários positivos. A crítica reconheceu o filme como um marco do cinema comercial. Assim, o longa conquistou aclamação praticamente unânime.

A recepção crítica continuou extremamente favorável ao longo dos anos. Publicações como The New Yorker passaram a considerar o filme “um dos maiores exemplos de entretenimento cinematográfico já produzidos”. O longa recebeu 9 indicações ao Oscar, vencendo 5, incluindo Melhores Efeitos Visuais, Melhor Direção de Arte, Melhor Edição, Melhor Som e um Oscar especial por edição de efeitos sonoros. A trilha sonora composta por John Williams tornou-se uma das mais famosas da história do cinema. Muitos críticos também destacaram a influência do filme sobre o gênero de aventura nas décadas seguintes. A construção do personagem Indiana Jones passou a ser vista como icônica. O equilíbrio entre humor, ação e suspense foi considerado exemplar. Com o passar do tempo, o filme consolidou-se como um clássico absoluto. Sua influência cultural tornou-se gigantesca. Dessa forma, sua reputação permanece extremamente elevada.

Do ponto de vista comercial, Os Caçadores da Arca Perdida foi um enorme sucesso de bilheteria. Com um orçamento de aproximadamente 20 milhões de dólares, o filme arrecadou cerca de 390 milhões de dólares mundialmente, tornando-se a maior bilheteria de 1981. O público respondeu com entusiasmo às cenas de ação espetaculares e ao carisma de Indiana Jones. O boca a boca foi extremamente positivo, ajudando o filme a permanecer por meses em cartaz. O sucesso levou à criação de uma das franquias mais populares da história do cinema, com várias continuações e produtos derivados. O personagem Indiana Jones tornou-se um ícone cultural mundial. O longa também teve enorme sucesso em televisão, VHS, DVD e streaming ao longo das décadas. Assim, seu impacto comercial foi gigantesco. O filme consolidou Spielberg e Lucas como duas das figuras mais poderosas de Hollywood. Seu sucesso permanece histórico.

Atualmente, Os Caçadores da Arca Perdida é amplamente considerado um dos maiores filmes de aventura de todos os tempos. O longa continua sendo referência para cineastas e fãs do gênero. A direção dinâmica de Spielberg ainda impressiona pela criatividade visual e precisão narrativa. Harrison Ford permanece profundamente associado ao personagem Indiana Jones. Muitas cenas do filme são consideradas clássicas e frequentemente homenageadas em outras produções. Críticos modernos continuam elogiando o equilíbrio perfeito entre espetáculo e narrativa. O filme também é visto como um exemplo raro de blockbuster artisticamente respeitado e popular ao mesmo tempo. Novas gerações continuam descobrindo a obra e admirando sua energia. Dessa forma, sua reputação permanece absolutamente consolidada. Os Caçadores da Arca Perdida segue como uma obra-prima do cinema de aventura.

Os Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark, Estados Unidos, 1981) Direção: Steven Spielberg / Roteiro: Lawrence Kasdan, baseado em história de George Lucas e Philip Kaufman /
Elenco: Harrison Ford, Karen Allen, Paul Freeman, John Rhys-Davies, Ronald Lacey e Denholm Elliott / Sinopse: Um arqueólogo aventureiro enfrenta nazistas em uma corrida perigosa para encontrar a lendária Arca da Aliança, um artefato bíblico capaz de conceder poder devastador a quem o controlar.

Erick Steve. 

1941 - Uma Guerra Muito Louca

1941 - Uma Guerra Muito Louca 
O filme 1941 - Uma Guerra Muito Louca (1941) foi lançado em 14 de dezembro de 1979, dirigido por Steven Spielberg e estrelado por John Belushi, Dan Aykroyd, Ned Beatty, Toshiro Mifune, Christopher Lee e Treat Williams. Ambientado poucos dias após o ataque japonês a Pearl Harbor, o filme apresenta uma versão cômica e caótica do medo de uma invasão japonesa na Califórnia. A população entra em estado de paranoia enquanto militares despreparados, civis atrapalhados e oficiais excêntricos causam uma série de confusões absurdas. Entre perseguições, explosões, aviões desgovernados e tanques destruindo ruas de Hollywood, a trama transforma o pânico da guerra em uma gigantesca sátira. O filme combina humor físico exagerado com grandes cenas de destruição, refletindo a influência das comédias clássicas e dos desenhos animados. Spielberg buscou criar uma espécie de “supercomédia” em escala épica. A narrativa acompanha diversos personagens simultaneamente, aumentando a sensação de caos. Assim, 1941 – Uma Guerra Muito Louca mistura humor, ação e espetáculo visual de maneira extravagante.

Quando foi lançado, 1941 – Uma Guerra Muito Louca recebeu uma recepção crítica bastante dividida, especialmente porque vinha logo após o enorme sucesso de Spielberg com Jaws e Close Encounters of the Third Kind. O The New York Times comentou que o filme era “visualmente impressionante, mas excessivamente barulhento e descontrolado”. Já o Los Angeles Times elogiou a ambição da produção, afirmando que Spielberg havia criado “uma comédia gigantesca, embora irregular”. A revista Variety descreveu o longa como “um espetáculo técnico admirável que nem sempre consegue manter o humor funcionando”. Muitos críticos consideraram que o filme exagerava no caos e no número de personagens, tornando a narrativa confusa. Entretanto, houve elogios à direção energética e às elaboradas sequências de ação. A atuação de John Belushi também chamou atenção por sua intensidade cômica. A crítica geral considerou o filme divertido em alguns momentos, mas excessivo em outros. Assim, a recepção inicial ficou longe da aclamação esperada para um projeto de Spielberg.

A recepção crítica negativa surpreendeu o estúdio e o próprio Spielberg, que posteriormente admitiu que talvez tivesse exagerado na escala da produção. Apesar disso, algumas publicações, como The New Yorker, reconheceram qualidades técnicas importantes, destacando que o filme possuía “uma energia visual quase incontrolável”. O longa recebeu indicações ao Oscar em categorias técnicas, incluindo Melhor Fotografia, Melhores Efeitos Visuais e Melhor Som, evidenciando o enorme cuidado de produção. Muitos críticos elogiaram as cenas de destruição coreografadas com precisão impressionante. Com o passar dos anos, o filme começou a ser reavaliado por alguns especialistas, que passaram a enxergar nele uma ousada sátira do pânico coletivo e da histeria de guerra. O estilo exagerado da comédia passou a conquistar admiradores cult. Assim, embora tenha sido inicialmente considerado uma decepção, o filme ganhou nova apreciação entre cinéfilos e fãs da carreira de Spielberg. Sua reputação tornou-se mais interessante e complexa ao longo do tempo.

Do ponto de vista comercial, 1941 – Uma Guerra Muito Louca teve um desempenho razoável, mas abaixo das enormes expectativas criadas pelo nome de Spielberg. Com um orçamento estimado em cerca de 35 milhões de dólares, extremamente alto para a época, o filme arrecadou aproximadamente 95 milhões de dólares mundialmente. Embora tenha dado lucro, o resultado foi considerado decepcionante em comparação aos sucessos anteriores do diretor. O público ficou dividido: alguns espectadores apreciaram o humor caótico e as cenas espetaculares, enquanto outros acharam o filme cansativo e exagerado. Ainda assim, o longa conseguiu atrair boa audiência graças à curiosidade em torno da produção. Posteriormente, o filme ganhou popularidade em exibições televisivas e no mercado doméstico. Muitos fãs passaram a apreciá-lo justamente por seu tom exagerado e anárquico. Assim, seu desempenho comercial foi sólido, embora aquém do esperado. O filme acabou se tornando uma curiosidade importante dentro da carreira de Spielberg.

Atualmente, 1941 – Uma Guerra Muito Louca é visto como um dos filmes mais incomuns da carreira de Steven Spielberg. Embora continue longe de ser considerado uma de suas obras-primas, o longa conquistou um forte status cult entre admiradores de comédias caóticas e grandes produções dos anos 1970. Muitos críticos modernos valorizam a ousadia visual e a energia absurda do filme. As cenas de destruição em larga escala continuam impressionando pelo trabalho técnico realizado antes da era digital. O elenco repleto de estrelas também é frequentemente lembrado como um dos atrativos do longa. Alguns estudiosos do cinema enxergam o filme como um importante experimento de Spielberg antes de ele retornar ao cinema mais equilibrado de aventuras nos anos seguintes. Novas gerações continuam descobrindo o filme e debatendo suas qualidades e excessos. Dessa forma, sua reputação permanece peculiar, mas fascinante. 1941 – Uma Guerra Muito Louca segue como uma obra curiosa e singular dentro do cinema americano.

1941 – Uma Guerra Muito Louca (1941, Estados Unidos, 1979) Direção: Steven Spielberg / Roteiro: Robert Zemeckis e Bob Gale / Elenco: John Belushi, Dan Aykroyd, Ned Beatty, Toshiro Mifune, Christopher Lee e Treat Williams /Sinopse: Após o ataque a Pearl Harbor, o medo de uma invasão japonesa provoca uma série de confusões absurdas e destrutivas na Califórnia, envolvendo militares atrapalhados e civis em completo estado de paranoia.

Christian de Bella. 

sábado, 16 de maio de 2026

Contatos Imediatos do Terceiro Grau

Título no Brasil: Contatos Imediatos do Terceiro Grau
Título Original: Close Encounters of the Third Kind
Ano de Produção: 1977
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures      
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Steven Spielberg
Elenco: Richard Dreyfuss, François Truffaut, Teri Garr

Sinopse:
Roy Neary (Richard Dreyfuss) é um pacato homem comum que se vê imerso numa situação extraordinária. Ele acaba criando uma obsessão por seres de outro planeta, algo que vai minando sua vida pessoal e familiar. Mas Roy pensa estar indo pelo caminho certo. Sua busca o levará a uma situação jamais imaginada. Filme indicado a nove prêmios da Academia, inclusive Melhor Direção, Melhores Efeitos Especiais e Melhor Direção de Arte. Vencedor do Oscar de Melhor Fotografia (Vilmos Zsigmond). Vencedor do prêmio da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films na categoria Melhor Direção (Steven Spielberg) e Melhor Trilha Sonora (John Williams).

Comentários:
Um dos mais marcantes filmes da carreira de Steven Spielberg. O interessante é que tudo nasceu de um roteiro que ele havia escrito há muitos anos mas que não conseguia financiamento pois era um enredo de ficção que exigia um orçamento bastante generoso. O sucesso de seu filme anterior, o blockbuster "Tubarão", acabou lhe abrindo as portas para tocar em frente essa produção. Em certo sentido o enredo é uma homenagem ao filme "O Dia em que a Terra Parou" pois Spielberg sempre havia achado genial a forma como os extraterrestres tinham sido enfocados nesse clássico Sci-fi. Ao invés de monstros invasores, sedentos para dominar o planeta, eles eram retratados como fazendo parte de uma civilização superior que procurava entrar em contato com a humanidade para criar uma aliança de cooperação e fraternidade. O roteiro de "Close Encounters of the Third Kind" segue pelo mesmo caminho. Outro ponto muito positivo é que Spielberg não banaliza o encontro com os seres de outros planetas. Ele, ao contrário disso, cria todo um clima de suspense e ansiedade até o clímax que até hoje é lembrado. Na época Spielberg queria o que havia de melhor para a cena final e conseguiu, pois mesmo tendo se passado tantos anos a sequência ainda hoje impressiona pela qualidade técnica de seus ótimos efeitos especiais. Some-se a isso a brilhante trilha incidenal de John Williams. Um clássico moderno, sem a menor sombra de dúvida.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Tubarão

Tubarão
Quando Steven Spielberg dirigiu Tubarão em 1975 ele era apenas um jovem diretor com muitas idéias na cabeça e pouca confiança do estúdio em lhe dar um orçamento generoso. Para falar a verdade os executivos da Universal não levavam muita fé na produção. Seu roteiro lembrava em muito as produções de monstros da década de 50 e ninguém poderia realmente prever o sucesso que o filme alcançaria. O interessante é que o Tubarão era uma engenhoca grande e sem jeito que sempre pifava nas filmagens. Sem poder contar com aquele ferro velho Spielberg resolveu ser criativo e usou e abusou da chamada câmara subjetiva. Já que o público não veria o monstro então que tivessem a sensação de estar vendo o que a criatura via. Com isso o filme ganhou muito em suspense e tensão. Além disso a música tema escrita pelo sempre talentoso John Williams virou ícone, sendo sempre muito lembrada até nos dias de hoje. O elenco era liderado por dois atores considerados de segundo escalão, Roy Scheider e Richard Dreyfuss. Houve uma certa tensão entre elenco e diretor por causa das péssimas condições de trabalho durante as filmagens. Um dos barcos em que estavam afundou e vários membros correram risco.

Além disso a idéia de filmar em alto mar se revelou péssima pois a tonalidade do mar sempre mudava comprometendo a continuidade do filme, além de expor tudo aos humores do clima, ora chovendo, ora fazendo sol forte. Apenas a diplomacia e a camaradagem de Spielberg conseguiram evitar uma rebelião entre os envolvidos. Mesmo sendo caótica a produção do filme, o longa "Tubarão" logo caiu nas graças do público, virando rapidamente um fenômeno de bilheteria. A empolgação levou a crítica junto e "Jaws" conseguiu um feito e tanto conquistado três prêmios Oscar nas categorias Edição, Trilha Sonora e Som (todos merecidos). E por uma surpresa geral também foi indicado ao Oscar de melhor filme, feito raro para um filme com essa temática. Visto hoje em dia "Tubarão" se revela bem datado. A consciência ecológica desmontou seu argumento pois todos sabem atualmente que as verdadeiras vítimas são os tubarões e não os seres humanos, esses os verdadeiros predadores. O filme de Spielberg também ostenta uma curiosidade interessante pois foi o primeiro filme a ganhar o título de Blockbuster dado pela imprensa americana. No final das contas vale pelo menos uma revisão. E por favor esqueça suas continuações, todas ruins e mercenárias. O original é o único que merece ainda ser redescoberto.

Tubarão (Jaws, Estados Unidos, 1975) Direção: Steven Spielberg / Roteiro: Peter Benchley, Carl Gottlieb baseados na novela de Peter Benchley / Elenco: Roy Scheider, Robert Shaw, Richard Dreyfuss, Lorraine Gary, Murray Hamilton. / Sinopse: Tubarão assassino faz várias vítimas em uma pequena cidade litorânea da costa dos Estados Unidos. 

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Louca Escapada

Título no Brasil: Louca Escapada
Título Original: The Sugarland Express
Ano de Lançamento: 1974
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Hal Barwood, Matthew Robbins
Elenco: Goldie Hawn, William Atherton, Michael Sacks, Ben Johnson

Sinopse:
O filme The Sugarland Express conta a história de Lou Jean Poplin, uma jovem determinada que decide resgatar seu marido da prisão para juntos recuperarem a guarda do filho, que foi colocado sob custódia do Estado. Durante a fuga, o casal acaba sequestrando um policial e inicia uma perseguição que atravessa o Texas, acompanhada por dezenas de viaturas. À medida que a situação ganha atenção da mídia, o caso se transforma em um espetáculo público, misturando tensão, humor e crítica social, enquanto os protagonistas se aproximam de um desfecho inevitável.

Comentários:
The Sugarland Express foi o primeiro longa-metragem dirigido para o cinema por Steven Spielberg, marcando o início de uma das carreiras mais importantes de Hollywood. O filme já demonstra características que se tornariam marcas do diretor, como o foco em personagens humanos, a mistura de aventura com emoção e a habilidade em conduzir narrativas dinâmicas. Goldie Hawn se destaca com uma atuação carismática e intensa, equilibrando ingenuidade e determinação. Apesar de não ter sido um grande sucesso de bilheteria na época, a obra foi bem recebida pela crítica e é frequentemente lembrada como um trabalho promissor que antecipava o talento que Spielberg consolidaria em filmes posteriores como Jaws e E.T.

Erick Steve. 

domingo, 3 de maio de 2026

Filmografia - Steven Spielberg


Filmografia - Steven Spielberg
Encurralado
Louca Escapada
Tubarão
Contatos Imediatos de Terceiro Grau
1941: Uma Guerra Muito Louca
Os Caçadores da Arca Pedida
ET O Extraterrestre
No Limite da Realidade
Indiana Jones e o Templo da Perdição
Contos Assombrosos
A Cor Púrpura
Império do Sol
Indiana Jones e a Últma Cruzada
Além da Eternidade
Hook
Jurassic Park
A Lista da Schindler
Jurassic Park: O Mundo Perdido
Amistad
O Resgate do Soldado Ryan
AI: Inteligência Artificial
Minority Report
Prenda-me se for Capaz
O Terminal
Guerra dos Mundos
Munique
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
As Aventuras de Tintim
Cavalo de Guerra
Lincoln
Ponte de Espiões
O Bom Gigante Amigo
The Post
Jogador Numero 1
Amor, Sublime Amor
Os Fabelmans

Pesquisa: Pablo Aluísio.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Tucker - Um Homem E Seu Sonho

Tucker - Um Homem E Seu Sonho
Uma das obras mais nostálgicas da filmografia de Francis Ford Coppola. A ideia nasceu do próprio cineasta que, colecionador de carros, resolveu contar a história desse empresário ousado que teve a coragem de desafiar as grandes corporações automobilísticas ao criar um carro diferente, muito inovador e avançado para a época, o Tucker Torpedo. Assim Coppola investiu seu personagem de um certo heroísmo, ao colocar o empreendedor como alguém que desafiou todo um monopólio poderoso dentro da indústria para realizar o seu sonho. “Tucker” foi uma produção cara, bancada pelo próprio Francis Ford Coppola, que através de seu estúdio, Zoetrope, captou recursos e levou em frente seu projeto. O grande impulso acabou vindo depois da Lucasfilm, de George Lucas, que também investiu bastante na produção. O próprio desafio de colocar o carro original em cena se revelou complicado. Poucos carros Tucker sobreviveram, sendo que Coppola teve que contar com o apoio de um grupo de colecionadores americanos que cederam gentilmente suas preciosidades sobre quatro rodas para serem usadas no filme.

Como foi um filme feito com muito capricho e carinho por parte de Coppola, logo vemos isso na tela. Tecnicamente o filme é muito bem realizado, muito bem fotografado, com ótimas tomadas de cena e reconstituição histórica primorosa. Jeff Bridges defende muito bem o papel principal dando o entusiasmo e a paixão que o personagem exige. Embora o resultado final tenha se mostrado bem realizado o filme não escapou das criticas na época de seu lançamento. A principal foi a de que Coppola teria romantizado demais o próprio Preston Tucker, em um processo que anos depois se repetiria de certa forma com o industrial Oskar Schindler no famoso filme de Spielberg. Pessoalmente não vejo isso como uma falha ou um demérito, alguns ajustes sempre são feitos para que o filme seja mais interessante do ponto de vista dramático, algo que se repete aqui. Assim deixamos a dica de “Tucker – Um Homem e seu Sonho”, um filme que retrata a visão e os sonhos de um industrial americano que ousou inovar no selvagem mundo dos negócios do capitalismo americano.

Tucker - Um Homem E Seu Sonho (Tucker: The Man and His Dream, Estados Unidos, 1988) Direção: Francis Ford Coppola / Roteiro: Arnold Schulman, David Seidler / Elenco: Jeff Bridges, Joan Allen, Martin Landau / Sinopse: Cinebiografia do industrial Tucker que no pós guerra resolveu criar um carro revolucionário que ia contra os interesses da grande indústria automobilística dos EUA.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Papillon

Papillon
Henri 'Papillon' Charriere (Steve McQueen) é condenado por assassinar um gigolô e é enviado para a terrível penintenciária de Saint Laurent na Guiana Francesa. A prisão era conhecida por seu regime de trabalhos forçados em pântanos e pela rígida disciplina interna. Na viagem para o local acaba conhecendo Louis Dega (Dustin Hoffman) um falsificador de bônus de guerra que acumulou grande riqueza com sua atividade ilegal. Papillon lhe oferece proteção em relação a outros prisioneiros que já sabem que Dega tem uma verdadeira fortuna pessoal e certamente vão querer tirar algum proveito disso. O que começa como um simples acordo de proteção acaba ao longo dos anos se tornando uma sólida amizade pessoal entre ambos. "Papillon" é um filme visceral. O roteiro foi baseado no relato autobiográfico de Henri Charrière que foi mandado para a Ilha do Diabo na década de 1930. Seu teor cru e realista até hoje impressiona. Não poderia ser diferente. Aqui temos um dos maiores roteiristas da história de Hollywood, Dalton Trumbo, o mesmo de Spartacus que foi perseguido durante o macartismo e que foi trazido de volta do ostracismo por Kirk Douglas. Seu texto é brilhante, um grande estudo e denúncia sobre as péssimas condições que existiam no local. Um claro atentado aos direitos mais básicos dos apenados.

Para se ter uma pequena ideia da rigidez do sistema prisional basta citar o fato de que era prática constante o envio de prisioneiros para a solitária durante longos anos. O próprio Papillon passou cinco anos encarcerado no chamado "buraco" por ter agredido um guarda da prisão que estava espancando seu amigo Dega. Isolado, sem luz e com comida racionada ele aos poucos vai perdendo o senso de realidade chegando ao ponto de saciar sua fome comendo pequenos insetos que infestam sua cela como baratas e centopeias. Essas cenas passadas na solitária aliás são as melhores de todo o filme, mostrando de forma inequívoca o grande talento de Steve McQueen, um ator que sempre achei muito subestimado pela crítica. Outro ponto muito marcante é a obstinação de seu personagem que nunca se rende e está sempre em busca de sua liberdade. Sua frase "Estou vivo desgraçados!" é muito significativa nesse ponto. Papillon é uma pessoa que não se rende, que não desiste. No fundo o filme é uma crônica sobre a perseverança humana que a despeito de todas as adversidades jamais se dobra ao que o destino parece lhe impor. Um grande momento do cinema americano da década de 70 e uma obra essencial para todos os cinéfilos.

Papillon (Papillon, Estados Unidos, 1973) Direção: Franklin J. Schaffner / Roteiro: Dalton Trumbo, Lorenzo Sample Jr baseado no livro "Papillon" de Henri Charrière / Elenco: Steve McQueen, Dustin Hoffman, Victor Jore, Don Gordon / Sinopse: Henri 'Papillon' Charriere (Steve McQueen) é condenado por assassinar um gigolô e é enviado para a terrível penintenciária de Saint Laurent na Guiana Francesa. Lá se torna protetor e amigo de Louis Dega (Dustin Hoffman). Ao longo dos anos não desiste de sempre ir em busca de sua liberdade, sempre pronto a planejar fugas cada vez mais mirabolantes.

Pablo Aluísio.

terça-feira, 28 de abril de 2026

Bugsy

Bugsy
Benjamin "Bugsy" Siegel (1906 - 1947) foi um gangster norte-americano diferente. Apesar de seu apelido asqueroso (“inseto”) que aliás odiava, Bugsy adorava roupas finas, de grife, passava muito gel no cabelo e acima de tudo amava cultivar aquela típica pose de ricaço (embora não fosse). Circulando no meio da indústria cinematográfica se tornou amigo de diretores, atores e produtores. Seu sonho era se tornar um astro em Hollywood mas seu passado sujo o impedia de seguir adiante. Bugsy era membro importante da família mafiosa controlada por Meyer Lansky, um chefão especializado em roubos de veículos e jogos ilegais. Ao lado de outro famoso gangster da época, Lucky Luciano, Bugsy foi o responsável pela morte de um poderoso chefão, “Big Boss” Masseria, durante uma guerra entre quadrilhas rivais de Nova Iorque. Pressionado por outras famílias mafiosas resolveu dar um tempo e decidiu ir para o outro lado do país onde, bem no meio do deserto, teve uma idéia brilhante. Aproveitando-se das leis do estado de Nevada que permitiam a prática de jogos de azar, Bugsy imaginou a construção de um grande cassino na pequenina cidade de Las Vegas, um lugar perdido no meio do deserto sem atrativo nenhum. Convencendo Lansky e outros chefões que o investimento naquele lugar seria extremamente lucrativo ele começou a construção do primeiro cassino da cidade, o Flamingo! De fato, tudo o que se vê hoje em Las Vegas, um dos maiores centros de diversão do mundo, nasceu da idéia desse gangster muito imaginativo e empreendedor que sonhou realmente muito alto.

Infelizmente ser o primeiro hotel cassino naquele deserto hostil não era uma tarefa das mais fáceis. Como era algo novo, que ainda precisava ser divulgado adequadamente, o Flamingo em seus primeiros meses não se tornou tão lucrativo quanto seus parceiros mafiosos da costa leste pensavam. E como não atender as expectativas desses criminosos não era definitivamente uma boa idéia, Bugsy acabou pagando caro por sua ousadia. Foi justamente essa história incrível que o diretor Barry Levinson e o ator Warren Beatty conseguiram levar para as telas em 1991. “Bugsy” era um velho sonho de Beatty que achava ter ali um excelente material para a realização de um filme ao velho estilo, como aqueles da década de 1940, cheio de gangsters em roupas finas e mulheres fatais. Produção elegante, com ótima reconstituição histórica, “Bugsy” se destacou por ter o velho charme dos antigos filmes da década de ouro do cinema (cuja época era justamente a retratada no filme). Solteirão convicto há décadas o filme também foi bastante marcante na vida pessoal de Beatty pois foi justamente durante suas filmagens que acabou se apaixonando pela atriz Annette Bening que finalmente levaria ao altar o ator, considerado um dos maiores conquistadores de Hollywood (sua lista de namoradas famosas era mais do que extensa). A crítica gostou bastante do filme, levando “Bugsy” a ser nomeado a oito indicações ao Oscar e a sete do Globo de Ouro. Acabou vencendo apenas duas (todas técnicas, Oscars direção de arte e figurino) perdendo o grande prêmio de melhor filme para “O Silêncio dos Inocentes”. De qualquer modo “Bugsy” é, ainda hoje, um excelente exemplo de cinema refinado e de bom gosto. Se ainda não viu, não deixe de assistir.

Bugsy (Bugsy, Estados Unidos, 1991) Direção: Barry Levinson / Roteiro: James Toback baseado no livro de Dean Jennings / Elenco: Warren Beatty, Annette Bening, Harvey Keitel, Ben Kingsley, Elliott Gould, Joe Mantegna / Sinopse: O filme conta a história real de "Bugsy" Siegel, gangster norte-americano que construiu com o dinheiro da máfia da costa leste o primeiro cassino hotel da história de Las Vegas.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Muito Barulho por Nada

Título no Brasil: Muito Barulho por Nada
Título Original: Much Ado About Nothing
Ano de Lançamento: 1993
País: Estados Unidos, Reino Unido
Estúdio: Renaissance Films
Direção: Kenneth Branagh
Roteiro: William Shakespeare, Kenneth Branagh
Elenco: Kenneth Branagh, Emma Thompson, Keanu Reeves, Kate Beckinsale, Denzel Washington

Sinopse:
Ao retornar de uma campanha militar vitoriosa, um jovem príncipe precisa agora lidar com uma série de parentes, familiares e conhecidos, que não são nada facéis de lidar. Logo ele entende que vencer no campo de batalha seria bem mais fácil do que viver no meio daquelas pessoas. 

Comentários:
William Shakespeare também escreveu peças de humor, de comédia. Claro que poucos sabem disso. Então nos anos 90 o talentoso Kenneth Branagh resolveu adaptar para o cinema esse texto do consagrado escritor. Sempre foi um trabalho menor dele, quase desconhecido fora do círculo dos especialistas em sua obra imortal. Penso que é algo interessante, mas não pense que vai dar rolar de rir com esse filme. O humor no tempo em que a peça foi escrita é bem diferente do humor dos dias atuais. Isso fica bem óbvio desde o começo. E em termos de público brasileiro a coisa ficará ainda mais complicada. O texto rebuscado de William Shakespeare torna a história um tento complicada de ser entendida por um brasileiro médio. Assim fazer rir uma pessoa comum em nosso país vai ser quase um milagre! De qualquer maneira procure conhecer o filme, nem que seja pelo ótimo elenco que ele apresenta. 

Pablo Aluísio.

sábado, 25 de abril de 2026

A Última Estação

A Última Estação
Excelente filme que conta a história das últimas semanas de vida do escritor russo Leon Tolstói (Christopher Plummer). Ele ficou mundialmente conhecido ao escrever verdadeiras obras primas da literatura mundial como Guerra e Paz (1869) e Anna Karenina (1877). No filme seu editor e amigo de longa data manda um jovem rapaz chamado Valentin (James McAvoy) para trabalhar como seu secretário particular. Uma vez na casa de Leon Tolstói ele passa a vivenciar tudo o que estava acontecendo em sua vida pessoal, inclusive seu conturbado relacionamento com a esposa, Sofya (Helen Mirren), uma mulher de temperamento forte e explosivo. Um dos aspectos mais interessantes é que o velho escritor tinha planos de levar em frente um movimento baseado em uma nova forma de encarar a vida. Entre as coisas que pregava estava o desprendimento de coisas materiais. O problema é que ele próprio era um conde, membro da elite e da nobreza russa, vivendo em uma bela mansão, com muitos servos trabalhando em sua propriedade rural. Até que um dia ele acaba brigando com a esposa e decide colocar em prática seus ensinamentos, com consequências trágicas. Tudo o que se vê na tela foi baseado em fatos históricos reais.

Além de ter um ótimo roteiro, esse filme ainda conta com um elenco primoroso, a começar por Christopher Plummer, com longa barba grisalha e quase irreconhecível em sua caracterização de Tolstói; Helen Mirren dispensa maiores apresentações, uma das grandes damas do cinema atual. E completando o elenco de talentos temos até mesmo Paul Giamatti como o amigo de longa data e editor de Leon Tolstói. Ele tem uma posição interessante no meio de tantos personagens marcantes, porque no fundo almeja que o velho escritor doe todos os direitos autorais de sua obra para a humanidade, algo que enfurece a esposa do autor, afinal esse seria o grande tesouro para a família dele. Enfim, ótimo filme que conta uma história que se não fosse baseada em tudo o que aconteceu, poderia facilmente se passar por mais um romance escrito pelo próprio Tolstói.

A Última Estação (The Last Station, Inglaterra, Alemanha, Rússia, 2009) Direção: Michael Hoffman / Roteiro: Michael Hoffman, Jay Parini / Elenco: Christopher Plummer, Helen Mirren, James McAvoy, Paul Giamatti / Sinopse: No fim de sua vida, o escritor russo Leon Tolstói (Christopher Plummer) decide colocar em prática tudo aquilo que pregou em vida na sua obra literária. Filme indicado ao Oscar nas categorias de Melhor Atriz (Helen Mirren) e Melhor Ator (Christopher Plummer). Também indicado ao Globo de Ouro e ao Screen Actors Guild Awards nas mesmas categorias.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Tudo Por Uma Esmeralda

Tudo Por Uma Esmeralda
Um dos grandes sucessos da carreira de Michael Douglas foi essa aventura chamada “Tudo Por Uma Esmeralda”. A trama se passa nas selvas da Colômbia quando uma romancista de livros açucarados, Joan Wilder (Kathleen Turner), conhece o aventureiro Jack T. Colton (Michael Douglas). Ela está lá para entregar um mapa que leva até a esmeralda conhecida como El Corazon. Sua irmã foi seqüestrada e o resgate é justamente a entrega do mapa. Já Cotton é um ex-marinheiro que agora tenta ganhar a vida vendendo pássaros exóticos que captura selva adentro. Juntos tentarão sobreviver à perseguição de policiais corruptos, bandidos e todo tipo de aproveitadores que querem também colocar as mãos na jóia rara. O ritmo é obviamente alucinado com várias seqüências que misturam ação e bom humor. Há descidas ladeira abaixo no meio da lama, pontes caindo aos pedaços, lutas corporais, tiroteios, perseguições, enfim tudo o que o espectador espera mesmo de uma aventura no meio da floresta.

Michael Douglas encontra aqui um personagem muito interessante, levemente cafajeste e cínico, mas também honesto e confiável, leal acima de tudo. Kathleen Turner também se sai muito bem com seu papel, a de uma escritora de livros românticos que está sempre idealizando o homem perfeito de seus sonhos. Curiosamente se verá apaixonada pelo personagem de Douglas que no fundo é o extremo oposto do que sempre sonhou. “Tudo Por Uma Esmeralda” fez muito sucesso mas não escapou das comparações com os filmes de Indiana Jones. O clima, o roteiro, as peripécias que os personagens se envolvem, realmente havia muitas semelhanças entre os filmes mas esse aqui é bem mais centrado no humor, numa aventura que não chega a se levar à sério em nenhum momento. O tom mais ameno, com clima de aventuras antigas, da década de 40, acabou também caindo no gosto do público que lotou os cinemas. Michael Douglas certamente não tinha planos de virar um herói de filmes de ação e aventura mas sentiu-se recompensado, tanto que voltaria à carga anos depois com “A Jóia do Nilo”, com a mesma Kathleen Turner. A volta da dupla daria origem a outro sucesso de bilheteria e eles voltariam a atuar juntos mais uma vez no também muito bem humorado, “A Guerra dos Roses” com Danny De Vito de tiracolo. Enfim recomendo o filme a quem sente saudades das antigas aventuras da década de 80. Trinta anos depois o filme ganhou uma bela áurea nostálgica, quem diria.

Tudo Por Uma Esmeralda (Romancing the Stone, Estados Unidos, 1984) Direção: Robert Zemeckis / Roteiro: Diane Thomas / Elenco: Michael Douglas, Kathleen Turner, Danny DeVito / Sinopse: Uma escritora de livros românticos se vê envolvida numa grande aventura nas selvas da Colômbia em busca de uma jóia rara, uma esmeralda conhecida como "El Corazon". Divertida aventura assinada pelo mesmo cineasta que dirigiu a famosa série de filmes "De Volta Para o Futuro".

Pablo Aluísio.