quarta-feira, 4 de março de 2026

Golpe de Mestre

Golpe de Mestre
O filme Golpe de Mestre (The Sting) foi lançado em 25 de dezembro de 1973, dirigido por George Roy Hill e estrelado por Paul Newman, Robert Redford, Robert Shaw, Charles Durning, Ray Walston e Eileen Brennan. Ambientado durante a Grande Depressão nos Estados Unidos, o filme acompanha a história de Johnny Hooker, um jovem vigarista que, após o assassinato de seu parceiro por um poderoso chefão do crime, decide se vingar. Para isso, ele se une ao experiente golpista Henry Gondorff, formando uma dupla que planeja um elaborado esquema para enganar o criminoso Doyle Lonnegan. O plano envolve uma série de truques complexos, identidades falsas e encenações cuidadosamente coreografadas. À medida que o golpe se desenvolve, o espectador é conduzido por uma trama cheia de reviravoltas e surpresas. O filme mistura humor, suspense e drama com grande habilidade narrativa. A ambientação de época, inspirada nos anos 1930, contribui para o charme da produção. Assim, Golpe de Mestre se destaca como uma história inteligente sobre engano, vingança e estratégia.

Quando foi lançado, Golpe de Mestre recebeu uma recepção crítica amplamente positiva, sendo rapidamente reconhecido como uma das grandes produções do cinema americano da década de 1970. O jornal The New York Times elogiou o filme por sua narrativa engenhosa e afirmou que ele era “um entretenimento elegante e perfeitamente estruturado, que prende o espectador do início ao fim”. Já o Los Angeles Times destacou a química entre Paul Newman e Robert Redford, descrevendo a dupla como “uma das parcerias mais carismáticas e eficazes do cinema”. A revista Variety ressaltou o equilíbrio entre humor e suspense, afirmando que o filme “é um exemplo brilhante de como um roteiro inteligente pode elevar uma história de crime a um nível superior”. Muitos críticos também elogiaram o ritmo da narrativa e a forma como o roteiro mantém o público constantemente intrigado. A direção de George Roy Hill foi considerada precisa e elegante. A crítica, de maneira geral, destacou o filme como um grande entretenimento aliado a uma execução sofisticada. Dessa forma, o longa rapidamente conquistou prestígio entre críticos e espectadores.

A recepção crítica continuou extremamente favorável, consolidando o filme como um dos destaques daquele ano. A revista The New Yorker comentou que o longa era “uma peça de engenharia narrativa quase perfeita”, destacando a complexidade do golpe apresentado na trama. Além disso, o filme teve grande reconhecimento em premiações importantes. Golpe de Mestre foi indicado a 10 Oscars e venceu 7, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor para George Roy Hill e Melhor Roteiro Original para David S. Ward. Também venceu nas categorias de direção de arte, figurino, edição e trilha sonora, esta última baseada nas composições de Scott Joplin. O sucesso nas premiações reforçou a reputação do filme como uma das grandes produções de sua época. Muitos críticos destacaram a habilidade do roteiro em enganar o público da mesma forma que os personagens enganam suas vítimas. A construção do suspense foi amplamente elogiada. Assim, o filme não apenas conquistou o público, mas também se tornou um marco na história do cinema.

Do ponto de vista comercial, Golpe de Mestre foi um enorme sucesso de bilheteria. Com um orçamento relativamente modesto de cerca de 5,5 milhões de dólares, o filme arrecadou mais de 150 milhões de dólares mundialmente, tornando-se uma das maiores bilheterias de 1973. Nos Estados Unidos, o longa liderou as bilheterias e permaneceu em cartaz por um longo período. O público respondeu de forma extremamente positiva à mistura de humor, inteligência e suspense. A química entre Newman e Redford foi um dos fatores principais para atrair espectadores. Além disso, o boca a boca contribuiu significativamente para o sucesso contínuo do filme. Muitos espectadores voltaram aos cinemas para assistir novamente, tentando captar todos os detalhes do elaborado golpe. O filme também teve grande sucesso em exibições televisivas posteriores. Assim, Golpe de Mestre não apenas conquistou a crítica, mas também se tornou um fenômeno comercial. Seu sucesso consolidou a dupla de protagonistas como uma das mais populares do cinema.

Com o passar dos anos, Golpe de Mestre passou a ser considerado um verdadeiro clássico do cinema. A obra é frequentemente lembrada como um dos melhores filmes sobre golpes e vigaristas já produzidos. Sua estrutura narrativa influenciou diversas produções posteriores que exploram histórias de enganação e reviravoltas. A trilha sonora baseada no ragtime de Scott Joplin ajudou a criar uma identidade única para o filme, sendo reconhecida instantaneamente até hoje. A parceria entre Paul Newman e Robert Redford continua sendo celebrada como uma das mais icônicas da história do cinema. O filme também é frequentemente incluído em listas dos melhores filmes da década de 1970. Críticos contemporâneos ainda elogiam sua elegância e inteligência narrativa. Mesmo décadas após seu lançamento, o longa mantém sua capacidade de surpreender novos espectadores. Dessa forma, Golpe de Mestre permanece relevante e admirado. Sua reputação como clássico é amplamente consolidada.

Golpe de Mestre (The Sting, Estados Unidos, 1973) Direção: George Roy Hill / Roteiro: David S. Ward / Elenco: Paul Newman, Robert Redford, Robert Shaw, Charles Durning, Ray Walston e Eileen Brennan / Sinopse: Durante a Grande Depressão, dois golpistas elaboram um plano sofisticado para enganar um poderoso chefão do crime, utilizando truques, disfarces e uma elaborada encenação para executar uma vingança cuidadosamente planejada.

Erick Steve. 

terça-feira, 3 de março de 2026

O Candidato

Título no Brasil: O Candidato 
Título Original: The Candidate
Ano de Lançamento: 1972
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros.
Direção: Michael Ritchie
Roteiro: Jeremy Larner
Elenco: Robert Redford, Peter Boyle, Melvyn Douglas, Don Porter, Allen Garfield, Karen Carlson

Sinopse:
Bill McKay é um jovem advogado idealista, filho de um ex-governador influente, que é convidado a concorrer ao Senado dos Estados Unidos contra um candidato veterano praticamente imbatível. Sem chances reais de vitória, McKay aceita a proposta com a condição de poder falar livremente sobre suas ideias e valores. No entanto, à medida que a campanha avança e sua popularidade cresce, ele passa a ser moldado pelos estrategistas políticos, que o incentivam a suavizar suas posições e adaptar seu discurso para conquistar eleitores. O filme acompanha essa transformação gradual, mostrando o conflito entre integridade pessoal e ambição política.

Comentários:
No lançamento em 1972, The Candidate foi amplamente elogiado pela crítica. O jornal The New York Times destacou a relevância do filme ao retratar os bastidores das campanhas eleitorais americanas, enquanto a revista Variety elogiou o desempenho de Robert Redford e o realismo do roteiro. O filme conquistou o Oscar de Melhor Roteiro Original para Jeremy Larner, reforçando seu impacto no cinema político da época. Comercialmente, teve um bom desempenho e consolidou Robert Redford como uma das grandes estrelas de Hollywood nos anos 1970. Ao longo do tempo, O Candidato tornou-se um clássico do cinema político, frequentemente citado por sua crítica à superficialidade das campanhas eleitorais e à influência da mídia na construção de candidatos. Hoje, o filme permanece atual, sendo lembrado como uma obra perspicaz e relevante sobre o funcionamento da política moderna.

Erick Steve. 

segunda-feira, 2 de março de 2026

Um Dia de Cão

Título no Brasil: Um Dia de Cão
Título Original: Dog Day Afternoon
Ano de Lançamento: 1975
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros.
Direção: Sidney Lumet
Roteiro: Frank Pierson, P. F. Kluge
Elenco: Al Pacino, John Cazale, Charles Durning, Chris Sarandon, Penelope Allen, Carol Kane

Sinopse:
Baseado em fatos reais ocorridos em Nova York em 1972, o filme acompanha Sonny Wortzik, um homem desesperado que decide assaltar um banco no Brooklyn ao lado de seu amigo Sal. O que deveria ser um roubo rápido se transforma em um longo e tenso cerco policial quando tudo começa a dar errado. Cercados pela polícia, pela mídia e por uma multidão de curiosos, Sonny tenta negociar a saída enquanto a situação se torna cada vez mais caótica e imprevisível. Durante as horas de impasse, a história revela motivações pessoais complexas por trás do crime, incluindo o desejo de Sonny de ajudar financeiramente seu parceiro sentimental. O filme mistura suspense, drama e crítica social ao retratar a tensão entre criminosos, autoridades e a opinião pública.

Comentários:
O filme foi amplamente elogiado pela crítica na época de seu lançamento. O jornal The New York Times, por exemplo, destacou a direção precisa de Sidney Lumet e a atuação intensa de Al Pacino, considerada uma das melhores de sua carreira. A revista Variety também elogiou o roteiro e o tom realista da narrativa, ressaltando a forma como o filme retrata a mídia, a polícia e a sociedade urbana da década de 1970. Chris Sarandon recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, enquanto Frank Pierson venceu o Oscar de Melhor Roteiro Original. Entre o público, o filme também foi um sucesso comercial, arrecadando várias vezes seu orçamento e consolidando ainda mais o prestígio de Pacino após seu trabalho em grandes produções da década. Com o passar dos anos, Um Dia de Cão passou a ser considerado um clássico do cinema americano dos anos 1970, frequentemente citado como um dos melhores filmes de assalto já feitos. Seu estilo realista, suas atuações memoráveis e sua abordagem de temas sociais — incluindo mídia sensacionalista e questões de identidade — fazem com que o filme continue sendo estudado, revisto e celebrado como uma obra fundamental da chamada “Nova Hollywood”

Pablo Aluísio. 

domingo, 1 de março de 2026

1900

Título no Brasil: 1900
Título Original: Novecento
Ano de Lançamento: 1976
País: Itália, França
Estúdio: Artemis Films
Direção: Bernardo Bertolucci
Roteiro: Giuseppe Bertolucci, Bernardo Bertolucci
Elenco: Robert De Niro, Gérard Depardieu, Dominique Sanda, Paolo Nicole, Francesco Napoli

Sinopse:
O filme conta a história de dois amigos de infância que vivem na virada do século XIX para o século XX. É um momento de intensa vida política em seu país e eles acabam, com o passar dos anos, ficando em lados opostos dessa visão política da vida. Na luta de classes do começo do século eles acabam em lados opostos, lutando um contra o outro. 

Comentários:
Eu me recordo quando esse filme foi lançado no Brasil em VHS pelo selo CIC nos anos 80. Foi um lançamento badalado porque, apesar de ser um filme antigo, dos anos 70, a crítica se debruçou em elogios e mais elogios. De certa forma foi um dos picos do cinema italiano, que se sentia forte o suficiente para contratar atores de Hollywood, gastando milhões em uma produção requintada. Apesar de tudo isso a favor nunca consegui gostar muito desse filme. Ele tem uma duração excessiva, excesso também de personagens, muitos secundários que entram e somem dentro da história, que muitas vezes é mal conduzida. Além disso o teor da mensagem do roteiro é claramente socialista e muitas vezes o filme se torna panfleto de propaganda da ideologia de esquerda. Enfim, nunca ficou entre os meus filmes preferidos nem do Bernardo Bertolucci e nem muito menos do Robert De Niro. Ao longo de suas carreiras eles fizeram coisa bem melhor. 

Pablo Aluísio.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

As Minas do Rei Salomão

Jesse Huston (Sharon Stone) é uma estudante de arqueologia que resolve contratar o aventureiro Allan Quatermain (Richard Chamberlain) para localizar o paradeiro de seu pai que desapareceu misteriosamente após revelar que havia conseguido finalmente o mapa que levaria para as famosas minas do Rei Salomão. Vivendo mil e uma aventuras o casal adentra nas regiões mais remotas da África selvagem para tentar achar o famoso tesouro do mitológico rei bíblico. “As Minas do Rei Salomão” é uma aventura oitentista que procura seguir os passos da franquia de sucesso “Indiana Jones”. Produzido pelo estúdio Cannon Group o filme tenta em vão capturar o charme das produções de Steven Spielberg e George Lucas. O personagem Allan Quatermain vem da literatura, é obviamente mais antigo do que Indiana Jones, mas pouco ou quase nada se encontra do Quatermain original dos livros aqui. Na realidade ele deixa de ter uma personalidade própria para se tornar um mero Indiana Jones genérico.

Sharon Stone tem sua primeira grande chance de aparecer em um filme no cinema. Antes disso ela só tinha experiência com séries e telefilmes. Seu papel não é grande coisa (nenhum papel do filme é minimamente profundo para dizer a verdade), mas vale como curiosidade. Richard Chamberlain que vinha do sucesso de TV Shogun também tenta virar um astro de filmes de aventura mas não deu muito certo. O grande problema de “As Minas do Rei Salomão” é que seu roteiro não desenvolve nenhum personagem, se limitando a colocar todos em uma sucessão de cenas de ação em trens em movimento, aviões caindo, fugindo de tribos canibais, etc. Tudo bem vazio e derivativo. Os efeitos obviamente envelheceram muito (numa era pré-digital tudo era feito com maquetes e marionetes, inclusive com uma nada verídica aranha gigante em cena). Como fez um relativo sucesso acabou ganhando uma continuação um ano depois, “Allan Quatermain e a Cidade do Ouro Perdido”, com a mesma dupla central. Depois de alguns anos Allan Quatermain voltaria às telas sendo interpretado dessa vez por Sean Connery em “A Liga Extraordinária” mas essa é uma outra história...

As Minas do Rei Salomão (King Solomon's Mines, Estados Unidos, 1985) Direção: J. Lee Thompson / Roteiro:  Gene Quintano baseado na novela de H. Rider Haggard / Elenco: Richard Chamberlain, Sharon Stone, Herbert Lom / Sinopse: Jesse Huston (Sharon Stone) é uma estudante de arqueologia que resolve contratar o aventureiro Allan Quatermain (Richard Chamberlain) para localizar o paradeiro de seu pai que desapareceu misteriosamente após revelar que havia conseguido finalmente o mapa que levaria para as famosas minas do Rei Salomão.

Pablo Aluísio.

Shogun

Título no Brasil: Shogun
Título Original: Shogun
Ano de Produção: 1980
País: Estados Unidos
Estúdio: National Broadcasting Company (NBC)
Direção: Jerry London
Roteiro: James Clavell, Eric Bercovici
Elenco: Richard Chamberlain, Toshirô Mifune, Yôko Shimada, Furankî Sakai, Alan Badel, Damien Thomas

Sinopse:
O Major John Blackthorne (Richard Chamberlain) é um navegador inglês que torna-se peão e jogador nos jogos políticos mortais do Japão feudal.

Comentários:
É curioso como a mente pode pregar peças na gente. A minha memória mais viva desse "Shogun" era como minissérie sendo exibida na Rede Globo lá no começo dos anos 80 (eu era um garotinha na época, é bom esclarecer). Entretanto em todas as referências que encontrei vi que na realidade se trata de um telefilme, de pouco mais de 2 horas de duração. Foi um dos trabalhos mais lembrados do ator Richard Chamberlain, aqui tendo a honra (honra mesmo!) de contracenar com o grande Toshirô Mifune. Olhando para o passado e percebendo como esse filme da NBC (canal de TV aberto nos Estados Unidos) está datado, fica a pergunta: Por que ainda não fizeram uma nova versão de uma história tão boa? Quem sabe em breve surja alguma novidade por aí.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Kramer Vs Kramer

Kramer Vs Kramer
O grande vencedor do último Oscar da década de 70 mostrava o desmoronamento de um relacionamento, os problemas advindos de um divórcio complicado e sofrido e as tentativas de uma família em tentar juntar os pedaços de tudo ao redor. O título do filme já dá bem uma idéia do que se trata, na verdade o roteiro realista e pé no chão (típico do cinema daquela época) procura enfocar os novos desafios que o núcleo familiar enfrentava naquele momento. No Brasil o filme foi ainda mais marcante porque a Lei do Divórcio entrou em vigor poucos anos antes do filme estrear por aqui e certamente isso fez com que muitos se identificassem com o que se passava na tela. A luta pela guarda dos filhos, as pequenas e grandes desavenças, o sentimento de fracasso e frustração, o arrependimento, a raiva, a ira, tudo foi captado com extremo talento pelo cineasta  Robert Benton que procurou acima de tudo passar para as telas um momento que certamente era vivenciado por centenas de milhares de casais nos EUA e fora dele.

Como não poderia deixar de ser o grande destaque do elenco era realmente o ator Dustin Hoffman. Aqui ele interpreta o marido que não sabe direito como agir diante daquela variedade de sentimentos conflitantes que surgiram da noite para o dia com seu divórcio. Ao mesmo tempo em que tenta lidar com a guarda do pequeno filho não tem certeza absoluta se isso seria mesmo a melhor decisão. Sua mulher simplesmente abandona a casa e deixa tudo em suas mãos. Quando retorna exigindo a guarda do filho encontra a resistência do marido. A briga acaba indo parar nos tribunais, Kramer contra Kramer, como o título sugere. Outro nome que se destaca é Mery Streep, que interpreta a esposa, Joanna. O que falar dessa atriz tão consagrada? Streep tem uma das filmografias mais ricas da história do cinema americano e esse é certamente outro de seus grandes filmes. obrigatório para seus fãs.
 
Kramer Vs Kramer (Idem, Estados Unidos, 1979) Direção: Robert Benton / Roteiro: Robert Benton / Elenco: Dustin Hoffman, Meryl Streep, Justin Henry, June Alexander / Sinopse: Casal em processo de divórcio resolve ir ao tribunal para lutar pela guarda do único filho. Filme vencedor dos Oscars de Melhor Filme, Direção, Ator (Dustin Hoffman), Roteiro e Atriz Coadjuvante (Meryl Streep). Filme vencedor do Globo de Ouro nas categorias Melhor Filme – Drama, Direção, Ator (Dustin Hoffman), Atriz Coadjuvante (Meryl Streep) e Roteiro.

Pablo Aluísio.