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sábado, 26 de setembro de 2026

A Guerra dos Roses

Título no Brasil: A Guerra dos Roses
Título Original: The War of the Roses
Ano de Produção: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: Danny DeVito
Roteiro: Warren Adler, Michael Leeson
Elenco: Michael Douglas, Kathleen Turner, Danny DeVito, Marianne Sägebrecht, Sean Astin, Heather Fairfield

Sinopse:
Oliver Rose (Michael Douglas) é casado com Barbara Rose (Kathleen Turner). Após muitos anos de casamento a vida em comum começa a se tornar insuportável. E aí que surge o advogado Gavin D'Amato (Danny DeVito) pronto para se colocar no meio da guerra que surge entre o casal.

Comentários:
Danny DeVito dirigiu e atuou nesse filme e chamou para participar seu amigo de longa data Michael Douglas. Era uma comédia no fundo, indo para um lado mais de humor negro, mas que funcionou muito bem. Na realidade o roteiro é um longo "estudo" sobre os motivos e as razões que podem levar ao fim de um casamento. O marasmo, o tédio, o dia a dia massacrante que destrói todo tipo de paixão e amor que um dia havia existido no relacionamento do casal. O curioso é que o roteiro tem também espaço para momentos bem pastelão como pratos voando, socos, gente caindo pela escada. A trilha sonora apela para o vintage, para o clássico, com destaque para a música "Only You" do grupo The Platters, só que aqui sendo usada não em seu efeito romântico, mas como uma ironia do que poderia ser um grande amor, mas que termina em desastre completo. Filme indicado ao Globo de Ouro nas categorias de Melhor Atriz (Kathleen Turner) e Melhor Ator (Michael Douglas).

Pablo Aluísio.

sábado, 19 de setembro de 2026

A Jóia do Nilo

A Jóia do Nilo
Já que “Tudo Por Uma Esmeralda” se tornou um grande sucesso de bilheteria sua continuação viria mais cedo ou mais tarde, era apenas uma questão de tempo. Afinal de contas em Hollywood nada se desperdiça, até filmes que não dão margem a seqüências acabam ganhando novas produções, tudo obviamente em busca de gordas bilheterias. Michael Douglas não queria voltar ao personagem do aventureiro cínico Jack T. Colton. Em entrevistas na época o ator explicou que fazer o primeiro filme tinha sido muito divertido mas que aquilo certamente não era bem o caminho que ele queria seguir como intérprete sério. De fato Douglas estava obcecado em ganhar um Oscar para ser finalmente reconhecido dentro da indústria não apenas como um astro de sucesso mas também como um profissional respeitado no meio. Era óbvio que ele não chegaria nesse status interpretando personagens como Jack T. Colton, um “Indiana Jones” mais ácido e falastrão.

O estúdio porém não desistiu. As ofertas continuaram a chegar na mesa de Michael Douglas até o ponto em que a proposta, segundo as próprias palavras do ator “se tornou indecente”. O cachê era milionário! Com todo aquele dinheiro sobre a mesa Michael Douglas finalmente disse sim ao projeto. Também ganhou partes na bilheteria, caso o filme se tornasse um novo sucesso. De certa forma esse “A Jóia do Nilo” faz parte daquele tipo de continuação que conhecemos bem, ou seja, é um filme feito para ser igual ao primeiro, com mudanças pontuais aqui e acolá, para ficar tudo menos óbvio demais. Ao invés da estória se passar na América do Sul temos agora o casal de aventureiros na África, em busca novamente de uma jóia maravilhosa e rara, tal como acontecia na primeira aventura.  O fã de “Tudo Por Uma Esmeralda” certamente não teve o que reclamar. As mesmas cenas ao estilo aventura em ambientes hostis estão presentes e o carisma do casal volta a funcionar em cena. Não é um grande filme, de fato é bem inferior ao primeiro, mas pelo menos mantém o clima divertido. E diversão é, em última análise, tudo o que esse filme queria proporcionar ao seu espectador. Missão cumprida então.

A Jóia do Nilo (The Jewel of the Nile, Estados Unidos, 1984) Direção: Lewis Teague / Roteiro: Mark Rosenthal, Lawrence Konner, Diane Thomas / Elenco: Michael Douglas, Kathleen Turner, Danny DeVito / Sinopse: O casal formado pelo aventureiro Jack T. Colton (Michael Douglas) e pela romancista Joan Wilder (Kathleen Turner) volta a viver grandes aventuras, só que dessa vez no norte da África.

Pablo Aluísio.

sábado, 29 de agosto de 2026

Um Estranho no Ninho

Um Estranho no Ninho
Segue sendo lembrado como um dos melhores filmes da carreira de Jack Nicholson. De certa forma ajudou até mesmo a compor sua mais conhecida persona nas telas – a do sujeito meio maluco, prestes a cruzar a fronteira entre sanidade e insanidade, sempre com um largo sorriso na face. Não é para menos, Jack Nicholson foi criado pensando ser irmão daquela que mais tarde revelou-se ser na verdade sua mãe! E a mulher que ele pensava ser sua mãe era na verdade sua avó! Confuso? Claro que sim mas a vida familiar complicada do ator se refletiria depois em ótimas perfomances como essa, excelentes interpretações que até hoje marcam a história do cinema. Afinal de contas de pessoas disfuncionais o velho Jack sabia tudo! O grande filme da carreira de Jack até aquele momento era “Chinatown”. É certo que “Sem Destino” foi a produção que mudou os rumos de sua carreira mas o filme de Polanski ajudou a sedimentar o caminho para o estrelato de Nicholson. Mesmo com toda sua repercussão apenas “Um Estranho no Ninho” trouxe o reconhecimento pleno da crítica e de seus colegas uma vez que o filme foi louvado pela Academia e pelos demais principais prêmios do cinema americano e internacional. De fato foi uma consagração pessoal de Nicholson mais do que qualquer outra coisa. 

Em “Um Estranho no Ninho” Jack interpreta Randle Patrick McMurphy, um prisioneiro que decide simular sintomas de doença mental para ser transferido da prisão onde cumpre pena para um hospital psiquiátrico pensando encontrar lá um sistema menos rígido e disciplinador do que dentro das grades da penitenciaria. Para sua surpresa porém nada era o que ele esperava encontrar. No hospício encontra um sistema rígido, baseado em um forte controle de cada passo dos pacientes, tudo sob comando da enfermeira-chefe Ratched (Louise Fletcher). A partir daí Patrick começa uma série de desentendimentos com a direção do lugar, tudo para conseguir impor um sistema bem mais liberal do que o que está em vigor. Esse é o tipo de papel em que Jack Nicholson se esbalda em cena. Cabelo despenteado, sorriso insano, olhar vidrado, tudo de acordo com o estilo indomado do ator. Sua interpretação de fato é brilhante, alternando momentos de pura malandragem de seu personagem com ataques de insanidade sem controle. Sem Jack o filme certamente não teria o impacto que teve. Por seu trabalho venceu o Oscar, o Globo de Ouro, o Bafta e o prêmio dos críticos de Nova Iorque (NYFCCA). Todos mais do que merecidos. Não se engane, “Um Estranho no Ninho” traz Jack Nicholson em sua mais pura essência. Uma verdadeira obra prima!

Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo's Nest, Estados Unidos, 1975) Direção: Milos Forman / Roteiro: Lawrence Hauben, Bo Goldman / Elenco: Jack Nicholson, Louise Fletcher, Danny DeVito, William Redfield, Brad Dourif / Sinopse: Preso se faz passar por maluco para ser levado para uma instituição psiquiátrica onde espera encontrar um lugar mais ameno, com mais regalias. Para sua surpresa porém o local é controlado rigidamente por uma enfermeira-chefe linha dura que não admite mudanças em seu cronograma pessoal. Filme vencedor dos Oscars de melhor filme, melhor ator (Jack Nicholson), melhor atriz (Louise Fletcher), melhor direção (Milos Forman) e melhor roteiro adaptado. Vencedor do Globo de Ouro nas categorias melhor filme / drama, melhor direção, melhor ator / drama (Jack Nicholson), melhor atriz / drama (Louise Fletcher), melhor revelação masculina (Brad Dourif) e melhor roteiro.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Tudo Por Uma Esmeralda

Tudo Por Uma Esmeralda
Um dos grandes sucessos da carreira de Michael Douglas foi essa aventura chamada “Tudo Por Uma Esmeralda”. A trama se passa nas selvas da Colômbia quando uma romancista de livros açucarados, Joan Wilder (Kathleen Turner), conhece o aventureiro Jack T. Colton (Michael Douglas). Ela está lá para entregar um mapa que leva até a esmeralda conhecida como El Corazon. Sua irmã foi seqüestrada e o resgate é justamente a entrega do mapa. Já Cotton é um ex-marinheiro que agora tenta ganhar a vida vendendo pássaros exóticos que captura selva adentro. Juntos tentarão sobreviver à perseguição de policiais corruptos, bandidos e todo tipo de aproveitadores que querem também colocar as mãos na jóia rara. O ritmo é obviamente alucinado com várias seqüências que misturam ação e bom humor. Há descidas ladeira abaixo no meio da lama, pontes caindo aos pedaços, lutas corporais, tiroteios, perseguições, enfim tudo o que o espectador espera mesmo de uma aventura no meio da floresta.

Michael Douglas encontra aqui um personagem muito interessante, levemente cafajeste e cínico, mas também honesto e confiável, leal acima de tudo. Kathleen Turner também se sai muito bem com seu papel, a de uma escritora de livros românticos que está sempre idealizando o homem perfeito de seus sonhos. Curiosamente se verá apaixonada pelo personagem de Douglas que no fundo é o extremo oposto do que sempre sonhou. “Tudo Por Uma Esmeralda” fez muito sucesso mas não escapou das comparações com os filmes de Indiana Jones. O clima, o roteiro, as peripécias que os personagens se envolvem, realmente havia muitas semelhanças entre os filmes mas esse aqui é bem mais centrado no humor, numa aventura que não chega a se levar à sério em nenhum momento. O tom mais ameno, com clima de aventuras antigas, da década de 40, acabou também caindo no gosto do público que lotou os cinemas. Michael Douglas certamente não tinha planos de virar um herói de filmes de ação e aventura mas sentiu-se recompensado, tanto que voltaria à carga anos depois com “A Jóia do Nilo”, com a mesma Kathleen Turner. A volta da dupla daria origem a outro sucesso de bilheteria e eles voltariam a atuar juntos mais uma vez no também muito bem humorado, “A Guerra dos Roses” com Danny De Vito de tiracolo. Enfim recomendo o filme a quem sente saudades das antigas aventuras da década de 80. Trinta anos depois o filme ganhou uma bela áurea nostálgica, quem diria.

Tudo Por Uma Esmeralda (Romancing the Stone, Estados Unidos, 1984) Direção: Robert Zemeckis / Roteiro: Diane Thomas / Elenco: Michael Douglas, Kathleen Turner, Danny DeVito / Sinopse: Uma escritora de livros românticos se vê envolvida numa grande aventura nas selvas da Colômbia em busca de uma jóia rara, uma esmeralda conhecida como "El Corazon". Divertida aventura assinada pelo mesmo cineasta que dirigiu a famosa série de filmes "De Volta Para o Futuro".

Pablo Aluísio.