RoboCop 2 (RoboCop 2) foi lançado em 22 de junho de 1990, dirigido por Irvin Kershner e estrelado por Peter Weller, Nancy Allen, Dan O’Herlihy, Tom Noonan e Belinda Bauer. Sequência direta do sucesso de 1987, o filme retorna à Detroit futurista marcada por criminalidade extrema, colapso urbano e domínio corporativo sobre as instituições públicas. A narrativa acompanha a continuidade da atuação do policial ciborgue Alex Murphy, agora enfrentando uma nova ameaça ligada ao tráfico de uma droga devastadora e aos experimentos de uma corporação que busca aperfeiçoar o controle tecnológico sobre a polícia. O ponto de partida dramático acontece quando surge um projeto alternativo de aplicação da tecnologia RoboCop, colocando em risco tanto a cidade quanto a própria identidade do protagonista. A partir dessa premissa, o filme amplia a escala da ação e da sátira social, mantendo o suspense sobre as consequências finais desse confronto entre humanidade e máquina.
No momento de seu lançamento, RoboCop 2 recebeu uma reação crítica mista da imprensa americana. O The New York Times observou que a continuação possuía energia visual e violência intensa, mas carecia da surpresa intelectual e do equilíbrio satírico do filme original. Ainda assim, o jornal reconheceu que havia momentos de humor negro e comentário social característicos do universo criado anteriormente. O Los Angeles Times destacou o aumento da escala de ação e efeitos especiais, embora tenha apontado que o tom parecia mais próximo de um espetáculo convencional de ficção científica do que de uma sátira provocativa.
A revista Variety avaliou o longa como uma sequência comercialmente eficiente, porém menos sofisticada, ressaltando que o roteiro — com participação de Frank Miller — trazia ideias sombrias interessantes, mas execução irregular. O The New Yorker comentou que o excesso de violência gráfica e de subtramas diluía o impacto emocional presente no primeiro filme. Parte da crítica elogiou a performance contínua de Peter Weller e a expansão do universo distópico, enquanto outra parte considerou que o filme priorizava o espetáculo em detrimento da reflexão. O consenso geral foi dividido, reconhecendo qualidades pontuais, mas sem o mesmo entusiasmo crítico do original.
No aspecto comercial, RoboCop 2 apresentou desempenho sólido nas bilheterias, embora inferior ao primeiro longa. Produzido com orçamento estimado em cerca de US$ 35 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 45 milhões nos Estados Unidos e ultrapassou US$ 45 milhões adicionais no mercado internacional, alcançando cerca de US$ 90 milhões mundialmente. Esses números confirmaram a força da marca RoboCop junto ao público e garantiram a continuidade da franquia em diferentes mídias. Apesar de não repetir o impacto cultural do original, o resultado financeiro foi considerado satisfatório para uma sequência de grande orçamento no início dos anos 1990.
Com o passar do tempo, RoboCop 2 passou a ser visto como uma sequência cult irregular, mas relevante dentro da ficção científica distópica. Críticos contemporâneos tendem a valorizar mais seus elementos sombrios, a crítica social ampliada e certas escolhas ousadas de roteiro, mesmo reconhecendo problemas de ritmo e tom. O filme também ganhou interesse entre fãs de quadrinhos e do trabalho de Frank Miller, que trouxe uma visão mais pessimista e violenta para o universo. Hoje, é lembrado como um capítulo imperfeito, porém importante, da trilogia original e como reflexo do endurecimento estético do cinema de ação do período.
RoboCop 2 (RoboCop 2, Estados Unidos, 1990) Direção: Irvin Kershner / Roteiro: Walon Green e Frank Miller (baseado nos personagens criados por Edward Neumeier e Michael Miner) / Elenco: Peter Weller, Nancy Allen, Dan O’Herlihy, Tom Noonan, Belinda Bauer, Gabriel Damon / Sinopse: Enquanto combate o crime em uma Detroit dominada por drogas e corrupção corporativa, um policial ciborgue enfrenta um novo projeto tecnológico que ameaça sua identidade e o futuro da cidade.
Erick Steve.

Cinema Classe A
ResponderExcluirPablo Aluísio.