sábado, 23 de maio de 2026

1941 - Uma Guerra Muito Louca

1941 - Uma Guerra Muito Louca 
O filme 1941 - Uma Guerra Muito Louca (1941) foi lançado em 14 de dezembro de 1979, dirigido por Steven Spielberg e estrelado por John Belushi, Dan Aykroyd, Ned Beatty, Toshiro Mifune, Christopher Lee e Treat Williams. Ambientado poucos dias após o ataque japonês a Pearl Harbor, o filme apresenta uma versão cômica e caótica do medo de uma invasão japonesa na Califórnia. A população entra em estado de paranoia enquanto militares despreparados, civis atrapalhados e oficiais excêntricos causam uma série de confusões absurdas. Entre perseguições, explosões, aviões desgovernados e tanques destruindo ruas de Hollywood, a trama transforma o pânico da guerra em uma gigantesca sátira. O filme combina humor físico exagerado com grandes cenas de destruição, refletindo a influência das comédias clássicas e dos desenhos animados. Spielberg buscou criar uma espécie de “supercomédia” em escala épica. A narrativa acompanha diversos personagens simultaneamente, aumentando a sensação de caos. Assim, 1941 – Uma Guerra Muito Louca mistura humor, ação e espetáculo visual de maneira extravagante.

Quando foi lançado, 1941 – Uma Guerra Muito Louca recebeu uma recepção crítica bastante dividida, especialmente porque vinha logo após o enorme sucesso de Spielberg com Jaws e Close Encounters of the Third Kind. O The New York Times comentou que o filme era “visualmente impressionante, mas excessivamente barulhento e descontrolado”. Já o Los Angeles Times elogiou a ambição da produção, afirmando que Spielberg havia criado “uma comédia gigantesca, embora irregular”. A revista Variety descreveu o longa como “um espetáculo técnico admirável que nem sempre consegue manter o humor funcionando”. Muitos críticos consideraram que o filme exagerava no caos e no número de personagens, tornando a narrativa confusa. Entretanto, houve elogios à direção energética e às elaboradas sequências de ação. A atuação de John Belushi também chamou atenção por sua intensidade cômica. A crítica geral considerou o filme divertido em alguns momentos, mas excessivo em outros. Assim, a recepção inicial ficou longe da aclamação esperada para um projeto de Spielberg.

A recepção crítica negativa surpreendeu o estúdio e o próprio Spielberg, que posteriormente admitiu que talvez tivesse exagerado na escala da produção. Apesar disso, algumas publicações, como The New Yorker, reconheceram qualidades técnicas importantes, destacando que o filme possuía “uma energia visual quase incontrolável”. O longa recebeu indicações ao Oscar em categorias técnicas, incluindo Melhor Fotografia, Melhores Efeitos Visuais e Melhor Som, evidenciando o enorme cuidado de produção. Muitos críticos elogiaram as cenas de destruição coreografadas com precisão impressionante. Com o passar dos anos, o filme começou a ser reavaliado por alguns especialistas, que passaram a enxergar nele uma ousada sátira do pânico coletivo e da histeria de guerra. O estilo exagerado da comédia passou a conquistar admiradores cult. Assim, embora tenha sido inicialmente considerado uma decepção, o filme ganhou nova apreciação entre cinéfilos e fãs da carreira de Spielberg. Sua reputação tornou-se mais interessante e complexa ao longo do tempo.

Do ponto de vista comercial, 1941 – Uma Guerra Muito Louca teve um desempenho razoável, mas abaixo das enormes expectativas criadas pelo nome de Spielberg. Com um orçamento estimado em cerca de 35 milhões de dólares, extremamente alto para a época, o filme arrecadou aproximadamente 95 milhões de dólares mundialmente. Embora tenha dado lucro, o resultado foi considerado decepcionante em comparação aos sucessos anteriores do diretor. O público ficou dividido: alguns espectadores apreciaram o humor caótico e as cenas espetaculares, enquanto outros acharam o filme cansativo e exagerado. Ainda assim, o longa conseguiu atrair boa audiência graças à curiosidade em torno da produção. Posteriormente, o filme ganhou popularidade em exibições televisivas e no mercado doméstico. Muitos fãs passaram a apreciá-lo justamente por seu tom exagerado e anárquico. Assim, seu desempenho comercial foi sólido, embora aquém do esperado. O filme acabou se tornando uma curiosidade importante dentro da carreira de Spielberg.

Atualmente, 1941 – Uma Guerra Muito Louca é visto como um dos filmes mais incomuns da carreira de Steven Spielberg. Embora continue longe de ser considerado uma de suas obras-primas, o longa conquistou um forte status cult entre admiradores de comédias caóticas e grandes produções dos anos 1970. Muitos críticos modernos valorizam a ousadia visual e a energia absurda do filme. As cenas de destruição em larga escala continuam impressionando pelo trabalho técnico realizado antes da era digital. O elenco repleto de estrelas também é frequentemente lembrado como um dos atrativos do longa. Alguns estudiosos do cinema enxergam o filme como um importante experimento de Spielberg antes de ele retornar ao cinema mais equilibrado de aventuras nos anos seguintes. Novas gerações continuam descobrindo o filme e debatendo suas qualidades e excessos. Dessa forma, sua reputação permanece peculiar, mas fascinante. 1941 – Uma Guerra Muito Louca segue como uma obra curiosa e singular dentro do cinema americano.

1941 – Uma Guerra Muito Louca (1941, Estados Unidos, 1979) Direção: Steven Spielberg / Roteiro: Robert Zemeckis e Bob Gale / Elenco: John Belushi, Dan Aykroyd, Ned Beatty, Toshiro Mifune, Christopher Lee e Treat Williams /Sinopse: Após o ataque a Pearl Harbor, o medo de uma invasão japonesa provoca uma série de confusões absurdas e destrutivas na Califórnia, envolvendo militares atrapalhados e civis em completo estado de paranoia.

Christian de Bella. 

sábado, 16 de maio de 2026

Contatos Imediatos do Terceiro Grau

Título no Brasil: Contatos Imediatos do Terceiro Grau
Título Original: Close Encounters of the Third Kind
Ano de Produção: 1977
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures      
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Steven Spielberg
Elenco: Richard Dreyfuss, François Truffaut, Teri Garr

Sinopse:
Roy Neary (Richard Dreyfuss) é um pacato homem comum que se vê imerso numa situação extraordinária. Ele acaba criando uma obsessão por seres de outro planeta, algo que vai minando sua vida pessoal e familiar. Mas Roy pensa estar indo pelo caminho certo. Sua busca o levará a uma situação jamais imaginada. Filme indicado a nove prêmios da Academia, inclusive Melhor Direção, Melhores Efeitos Especiais e Melhor Direção de Arte. Vencedor do Oscar de Melhor Fotografia (Vilmos Zsigmond). Vencedor do prêmio da Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films na categoria Melhor Direção (Steven Spielberg) e Melhor Trilha Sonora (John Williams).

Comentários:
Um dos mais marcantes filmes da carreira de Steven Spielberg. O interessante é que tudo nasceu de um roteiro que ele havia escrito há muitos anos mas que não conseguia financiamento pois era um enredo de ficção que exigia um orçamento bastante generoso. O sucesso de seu filme anterior, o blockbuster "Tubarão", acabou lhe abrindo as portas para tocar em frente essa produção. Em certo sentido o enredo é uma homenagem ao filme "O Dia em que a Terra Parou" pois Spielberg sempre havia achado genial a forma como os extraterrestres tinham sido enfocados nesse clássico Sci-fi. Ao invés de monstros invasores, sedentos para dominar o planeta, eles eram retratados como fazendo parte de uma civilização superior que procurava entrar em contato com a humanidade para criar uma aliança de cooperação e fraternidade. O roteiro de "Close Encounters of the Third Kind" segue pelo mesmo caminho. Outro ponto muito positivo é que Spielberg não banaliza o encontro com os seres de outros planetas. Ele, ao contrário disso, cria todo um clima de suspense e ansiedade até o clímax que até hoje é lembrado. Na época Spielberg queria o que havia de melhor para a cena final e conseguiu, pois mesmo tendo se passado tantos anos a sequência ainda hoje impressiona pela qualidade técnica de seus ótimos efeitos especiais. Some-se a isso a brilhante trilha incidenal de John Williams. Um clássico moderno, sem a menor sombra de dúvida.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Tubarão

Tubarão
Quando Steven Spielberg dirigiu Tubarão em 1975 ele era apenas um jovem diretor com muitas idéias na cabeça e pouca confiança do estúdio em lhe dar um orçamento generoso. Para falar a verdade os executivos da Universal não levavam muita fé na produção. Seu roteiro lembrava em muito as produções de monstros da década de 50 e ninguém poderia realmente prever o sucesso que o filme alcançaria. O interessante é que o Tubarão era uma engenhoca grande e sem jeito que sempre pifava nas filmagens. Sem poder contar com aquele ferro velho Spielberg resolveu ser criativo e usou e abusou da chamada câmara subjetiva. Já que o público não veria o monstro então que tivessem a sensação de estar vendo o que a criatura via. Com isso o filme ganhou muito em suspense e tensão. Além disso a música tema escrita pelo sempre talentoso John Williams virou ícone, sendo sempre muito lembrada até nos dias de hoje. O elenco era liderado por dois atores considerados de segundo escalão, Roy Scheider e Richard Dreyfuss. Houve uma certa tensão entre elenco e diretor por causa das péssimas condições de trabalho durante as filmagens. Um dos barcos em que estavam afundou e vários membros correram risco.

Além disso a idéia de filmar em alto mar se revelou péssima pois a tonalidade do mar sempre mudava comprometendo a continuidade do filme, além de expor tudo aos humores do clima, ora chovendo, ora fazendo sol forte. Apenas a diplomacia e a camaradagem de Spielberg conseguiram evitar uma rebelião entre os envolvidos. Mesmo sendo caótica a produção do filme, o longa "Tubarão" logo caiu nas graças do público, virando rapidamente um fenômeno de bilheteria. A empolgação levou a crítica junto e "Jaws" conseguiu um feito e tanto conquistado três prêmios Oscar nas categorias Edição, Trilha Sonora e Som (todos merecidos). E por uma surpresa geral também foi indicado ao Oscar de melhor filme, feito raro para um filme com essa temática. Visto hoje em dia "Tubarão" se revela bem datado. A consciência ecológica desmontou seu argumento pois todos sabem atualmente que as verdadeiras vítimas são os tubarões e não os seres humanos, esses os verdadeiros predadores. O filme de Spielberg também ostenta uma curiosidade interessante pois foi o primeiro filme a ganhar o título de Blockbuster dado pela imprensa americana. No final das contas vale pelo menos uma revisão. E por favor esqueça suas continuações, todas ruins e mercenárias. O original é o único que merece ainda ser redescoberto.

Tubarão (Jaws, Estados Unidos, 1975) Direção: Steven Spielberg / Roteiro: Peter Benchley, Carl Gottlieb baseados na novela de Peter Benchley / Elenco: Roy Scheider, Robert Shaw, Richard Dreyfuss, Lorraine Gary, Murray Hamilton. / Sinopse: Tubarão assassino faz várias vítimas em uma pequena cidade litorânea da costa dos Estados Unidos. 

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Louca Escapada

Título no Brasil: Louca Escapada
Título Original: The Sugarland Express
Ano de Lançamento: 1974
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Hal Barwood, Matthew Robbins
Elenco: Goldie Hawn, William Atherton, Michael Sacks, Ben Johnson

Sinopse:
O filme The Sugarland Express conta a história de Lou Jean Poplin, uma jovem determinada que decide resgatar seu marido da prisão para juntos recuperarem a guarda do filho, que foi colocado sob custódia do Estado. Durante a fuga, o casal acaba sequestrando um policial e inicia uma perseguição que atravessa o Texas, acompanhada por dezenas de viaturas. À medida que a situação ganha atenção da mídia, o caso se transforma em um espetáculo público, misturando tensão, humor e crítica social, enquanto os protagonistas se aproximam de um desfecho inevitável.

Comentários:
The Sugarland Express foi o primeiro longa-metragem dirigido para o cinema por Steven Spielberg, marcando o início de uma das carreiras mais importantes de Hollywood. O filme já demonstra características que se tornariam marcas do diretor, como o foco em personagens humanos, a mistura de aventura com emoção e a habilidade em conduzir narrativas dinâmicas. Goldie Hawn se destaca com uma atuação carismática e intensa, equilibrando ingenuidade e determinação. Apesar de não ter sido um grande sucesso de bilheteria na época, a obra foi bem recebida pela crítica e é frequentemente lembrada como um trabalho promissor que antecipava o talento que Spielberg consolidaria em filmes posteriores como Jaws e E.T.

Erick Steve. 

domingo, 3 de maio de 2026

Filmografia - Steven Spielberg


Filmografia - Steven Spielberg
Encurralado
Louca Escapada
Tubarão
Contatos Imediatos de Terceiro Grau
1941: Uma Guerra Muito Louca
Os Caçadores da Arca Pedida
ET O Extraterrestre
No Limite da Realidade
Indiana Jones e o Templo da Perdição
Contos Assombrosos
A Cor Púrpura
Império do Sol
Indiana Jones e a Últma Cruzada
Além da Eternidade
Hook
Jurassic Park
A Lista da Schindler
Jurassic Park: O Mundo Perdido
Amistad
O Resgate do Soldado Ryan
AI: Inteligência Artificial
Minority Report
Prenda-me se for Capaz
O Terminal
Guerra dos Mundos
Munique
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
As Aventuras de Tintim
Cavalo de Guerra
Lincoln
Ponte de Espiões
O Bom Gigante Amigo
The Post
Jogador Numero 1
Amor, Sublime Amor
Os Fabelmans

Pesquisa: Pablo Aluísio.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Tucker - Um Homem E Seu Sonho

Tucker - Um Homem E Seu Sonho
Uma das obras mais nostálgicas da filmografia de Francis Ford Coppola. A ideia nasceu do próprio cineasta que, colecionador de carros, resolveu contar a história desse empresário ousado que teve a coragem de desafiar as grandes corporações automobilísticas ao criar um carro diferente, muito inovador e avançado para a época, o Tucker Torpedo. Assim Coppola investiu seu personagem de um certo heroísmo, ao colocar o empreendedor como alguém que desafiou todo um monopólio poderoso dentro da indústria para realizar o seu sonho. “Tucker” foi uma produção cara, bancada pelo próprio Francis Ford Coppola, que através de seu estúdio, Zoetrope, captou recursos e levou em frente seu projeto. O grande impulso acabou vindo depois da Lucasfilm, de George Lucas, que também investiu bastante na produção. O próprio desafio de colocar o carro original em cena se revelou complicado. Poucos carros Tucker sobreviveram, sendo que Coppola teve que contar com o apoio de um grupo de colecionadores americanos que cederam gentilmente suas preciosidades sobre quatro rodas para serem usadas no filme.

Como foi um filme feito com muito capricho e carinho por parte de Coppola, logo vemos isso na tela. Tecnicamente o filme é muito bem realizado, muito bem fotografado, com ótimas tomadas de cena e reconstituição histórica primorosa. Jeff Bridges defende muito bem o papel principal dando o entusiasmo e a paixão que o personagem exige. Embora o resultado final tenha se mostrado bem realizado o filme não escapou das criticas na época de seu lançamento. A principal foi a de que Coppola teria romantizado demais o próprio Preston Tucker, em um processo que anos depois se repetiria de certa forma com o industrial Oskar Schindler no famoso filme de Spielberg. Pessoalmente não vejo isso como uma falha ou um demérito, alguns ajustes sempre são feitos para que o filme seja mais interessante do ponto de vista dramático, algo que se repete aqui. Assim deixamos a dica de “Tucker – Um Homem e seu Sonho”, um filme que retrata a visão e os sonhos de um industrial americano que ousou inovar no selvagem mundo dos negócios do capitalismo americano.

Tucker - Um Homem E Seu Sonho (Tucker: The Man and His Dream, Estados Unidos, 1988) Direção: Francis Ford Coppola / Roteiro: Arnold Schulman, David Seidler / Elenco: Jeff Bridges, Joan Allen, Martin Landau / Sinopse: Cinebiografia do industrial Tucker que no pós guerra resolveu criar um carro revolucionário que ia contra os interesses da grande indústria automobilística dos EUA.

Pablo Aluísio.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Papillon

Papillon
Henri 'Papillon' Charriere (Steve McQueen) é condenado por assassinar um gigolô e é enviado para a terrível penintenciária de Saint Laurent na Guiana Francesa. A prisão era conhecida por seu regime de trabalhos forçados em pântanos e pela rígida disciplina interna. Na viagem para o local acaba conhecendo Louis Dega (Dustin Hoffman) um falsificador de bônus de guerra que acumulou grande riqueza com sua atividade ilegal. Papillon lhe oferece proteção em relação a outros prisioneiros que já sabem que Dega tem uma verdadeira fortuna pessoal e certamente vão querer tirar algum proveito disso. O que começa como um simples acordo de proteção acaba ao longo dos anos se tornando uma sólida amizade pessoal entre ambos. "Papillon" é um filme visceral. O roteiro foi baseado no relato autobiográfico de Henri Charrière que foi mandado para a Ilha do Diabo na década de 1930. Seu teor cru e realista até hoje impressiona. Não poderia ser diferente. Aqui temos um dos maiores roteiristas da história de Hollywood, Dalton Trumbo, o mesmo de Spartacus que foi perseguido durante o macartismo e que foi trazido de volta do ostracismo por Kirk Douglas. Seu texto é brilhante, um grande estudo e denúncia sobre as péssimas condições que existiam no local. Um claro atentado aos direitos mais básicos dos apenados.

Para se ter uma pequena ideia da rigidez do sistema prisional basta citar o fato de que era prática constante o envio de prisioneiros para a solitária durante longos anos. O próprio Papillon passou cinco anos encarcerado no chamado "buraco" por ter agredido um guarda da prisão que estava espancando seu amigo Dega. Isolado, sem luz e com comida racionada ele aos poucos vai perdendo o senso de realidade chegando ao ponto de saciar sua fome comendo pequenos insetos que infestam sua cela como baratas e centopeias. Essas cenas passadas na solitária aliás são as melhores de todo o filme, mostrando de forma inequívoca o grande talento de Steve McQueen, um ator que sempre achei muito subestimado pela crítica. Outro ponto muito marcante é a obstinação de seu personagem que nunca se rende e está sempre em busca de sua liberdade. Sua frase "Estou vivo desgraçados!" é muito significativa nesse ponto. Papillon é uma pessoa que não se rende, que não desiste. No fundo o filme é uma crônica sobre a perseverança humana que a despeito de todas as adversidades jamais se dobra ao que o destino parece lhe impor. Um grande momento do cinema americano da década de 70 e uma obra essencial para todos os cinéfilos.

Papillon (Papillon, Estados Unidos, 1973) Direção: Franklin J. Schaffner / Roteiro: Dalton Trumbo, Lorenzo Sample Jr baseado no livro "Papillon" de Henri Charrière / Elenco: Steve McQueen, Dustin Hoffman, Victor Jore, Don Gordon / Sinopse: Henri 'Papillon' Charriere (Steve McQueen) é condenado por assassinar um gigolô e é enviado para a terrível penintenciária de Saint Laurent na Guiana Francesa. Lá se torna protetor e amigo de Louis Dega (Dustin Hoffman). Ao longo dos anos não desiste de sempre ir em busca de sua liberdade, sempre pronto a planejar fugas cada vez mais mirabolantes.

Pablo Aluísio.