sábado, 14 de fevereiro de 2026

RoboCop 3

RoboCop 3
RoboCop 3 (RoboCop 3) foi lançado em 5 de novembro de 1993, dirigido por Fred Dekker e estrelado por Robert John Burke, Nancy Allen, Rip Torn, John Castle e Jill Hennessy. Terceiro capítulo da franquia iniciada em 1987, o filme retorna à Detroit futurista dominada por criminalidade, colapso social e controle corporativo exercido pela poderosa OCP. A narrativa acompanha a continuidade da missão do policial ciborgue responsável por proteger civis em meio a políticas violentas de remoção urbana e militarização das forças de segurança. O ponto de partida dramático surge quando moradores de uma comunidade ameaçada de despejo entram em conflito direto com interesses corporativos, colocando o protagonista diante de escolhas morais que desafiam sua programação. A partir dessa premissa, o longa amplia o escopo político e tecnológico da série, desenvolvendo uma história de resistência, identidade e justiça sem antecipar seus acontecimentos finais.

No momento de seu lançamento, RoboCop 3 recebeu uma reação crítica predominantemente negativa na imprensa americana. O The New York Times observou que o filme suavizava a violência e a sátira que marcaram os capítulos anteriores, resultando em uma abordagem considerada menos impactante. O jornal também apontou que a substituição do ator principal enfraquecia a continuidade emocional da franquia. Já o Los Angeles Times criticou o tom mais voltado ao público juvenil, afirmando que a produção parecia “diluída” em comparação com a intensidade dos filmes anteriores.

A revista Variety descreveu o longa como uma sequência com ambição temática, mas execução irregular, destacando efeitos especiais inconsistentes e narrativa menos coesa. O The New Yorker comentou que a crítica social permanecia presente, porém sem a ironia mordaz característica do primeiro filme. Parte da crítica reconheceu elementos interessantes, como a ênfase em resistência civil e tecnologia avançada, mas o consenso geral foi negativo, considerando o filme um encerramento fraco para a trilogia original.

No aspecto comercial, RoboCop 3 teve desempenho decepcionante nas bilheterias. Produzido com orçamento estimado em cerca de US$ 22 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 10 milhões nos Estados Unidos, com retorno internacional apenas moderado. O resultado representou queda significativa em relação aos capítulos anteriores e contribuiu para o encerramento temporário da série no cinema. Ainda assim, o longa encontrou alguma audiência posterior no mercado de vídeo doméstico e em exibições televisivas, mantendo a presença da marca junto a fãs da ficção científica.

Com o passar do tempo, RoboCop 3 passou a ser visto como um capítulo menor, porém curioso, dentro da franquia. Críticos contemporâneos tendem a valorizar alguns de seus elementos conceituais, como a resistência popular e a tecnologia do jetpack, embora continuem apontando limitações de tom e orçamento. O filme permanece lembrado principalmente como exemplo das dificuldades de manter coerência artística em séries de longa duração. Mesmo assim, conserva interesse histórico dentro do universo RoboCop e da ficção científica dos anos 1990.

RoboCop 3 (RoboCop 3, Estados Unidos, 1993) Direção: Fred Dekker / Roteiro: Fred Dekker e Frank Miller (baseado nos personagens criados por Edward Neumeier e Michael Miner) / Elenco: Robert John Burke, Nancy Allen, Rip Torn, John Castle, Jill Hennessy, CCH Pounder / Sinopse: Em uma Detroit controlada por interesses corporativos, um policial ciborgue alia-se a civis resistentes para enfrentar políticas violentas de remoção urbana e novas ameaças tecnológicas.

Erick Steve. 

3 comentários:

  1. Esse poderia ser verbete de dicionário se procurar "caça niqueis".

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  2. Eu assisti em VHS, nos anos 90. Lembro que não gostei de nada. O Frank Miller, tão celebrado no mundo dos quadrinhos, fez muita besteira aqui nesse terceiro e último filme da franquia original do tira robô.

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