sábado, 27 de junho de 2026

O Franco Atirador

Título no Brasil: O Franco Atirador
Título Original: The Deer Hunter
Ano de Produção: 1978
País: Estados Unidos
Estúdio: EMI Films, Universal Pictures
Direção: Michael Cimino
Roteiro: Michael Cimino, Deric Washburn
Elenco: Robert De Niro, Meryl Streep, Christopher Walken, John Cazale, John Savage, George Dzundza

Sinopse:
Um grupo de amigos de uma cidade industrial dos Estados Unidos é enviado para a Guerra do Vietnã. No país asiático são feitos prisioneiros, submetidos a torturas físicas e psicológicas. A guerra cria traumas praticamente impossíveis de superar, afetando a vida de todos eles. Filme vencedor do Oscar nas categorias de melhor filme, melhor direção, melhor ator coadjuvante (Christopher Walken) e melhor som. Também premiado pelo Globo de Ouro na categoria de melhor filme.

Comentários:
Esse filme foi o grande vencedor do Oscar no ano de 1978. Foi premiado em categorias importantes, inclusive melhor filme, melhor direção e melhor ator coadjuvante (Christopher Walken). O roteiro é nitidamente dividido em três grandes atos. No primeiro é mostrado a vida dos jovens amigos antes da guerra. Eles trabalham em uma indústria pesada de sua cidade. A vida é dura, mas há momentos de felicidade, como o casamento de um deles antes de ir para a guerra do Vietnã. No segundo ato temos os personagens visitando o inferno no sudeste asiático. A guerra no Vietnã se mostra um beco sem saída. Eles são capturados pelos inimigos e submetidos a torturas, inclusive um jogo de vida ou morte com roleta russa. Enquanto os americanos puxam o gatilho contra a cabeça, os vietcongues apostam em quem vai sobreviver. O terceiro e último ato mostra o retorno de Michael (Robert De Niro) aos Estados Unidos. Ele é o único que consegue sair são e salvo do Vietnã. Tentando recomeçar sua vida ele tenta iniciar um romance com Linda (Meryl Streep), que trabalha em um supermercado da cidade. O caso entre eles porém nunca consegue decolar. Esse filme traz todas as qualidades e defeitos que marcaram a filmografia de Michael Cimino. Entre suas qualidades estava o domínio de mostrar cenas bem elaboradas, envolvendo um grande número de atores. De seus defeitos podemos perceber o corte excessivo do filme, que resultou numa duração de quase 3 horas. Mesmo assim é um clássico do cinema que merece ser redescoberto, principalmente para quem se interessa pela história do Oscar.

Pablo Aluísio.

sábado, 20 de junho de 2026

New York, New York

New York, New York
Jimmy Doyle (Robert De Niro) é um saxofonista boêmio que volta da II Guerra Mundial e decide se casar com uma talentosa cantora, Francine Evans (Liza Minnelli), que tem o sonho de virar uma grande estrela de Hollywood. “New York, New York” foi uma curiosa tentativa do diretor Martin Scorsese em dirigir um musical ao velho estilo. Apaixonado por filmes antigos ele tentou, nessa rara incursão pela gênero, renovar e revitalizar os antigos musicais inspirados  nas peças da Broadway. Apesar dos grandes talentos envolvidos não há como negar que se trata de um filme bem abaixo das expectativas. Scorsese não mostra muita intimidade com musicais tornando o filme lento, pesado, muito melodramático para algo que deveria ser leve, divertido, simpático. A escolha de Robert De Niro também se mostra um equivoco já que ele definitivamente não leva jeito para a coisa, demonstrando em vários momentos que não tem qualquer familiaridade com o instrumento musical que finge tocar o filme inteiro.

Assim com tantos marinheiros de primeira viagem em filmes musicais sobra para Liza Minnelli a complicada tarefa de salvar musicalmente o filme, coisa que faz com raro brilhantismo. Não é de se estranhar já que Liza é um talento nato, que descende de uma linhagem de grandes cantoras. Ela se destaca pois tem talento musical para dar e emprestar ao resto do elenco. Apesar disso o filme não foi bem nem de bilheteria e nem de critica, que não comprou a idéia de Scorsese. Anos depois De Niro reconheceu os problemas do filme afirmando que já sabia que não daria certo pois Scorsese não tinha experiência com esse tipo de produção. Assim “New York, New York” foi sendo gradualmente esquecido até que Frank Sinatra resolveu resgatar a canção tema do filme, a transformando em um de seus maiores sucessos na carreira. Uma canção que virou símbolo da cidade de Nova Iorque sendo sempre lembrada em inúmeros filmes e comerciais até os dias de hoje. Um ícone cultural representativo de uma das maiores metrópoles do mundo.

New York, New York (New York, New York, Estados Unidos, 1977) Direção: Martin Scorsese / Roteiro: Earl Mac Rauch, Mardik Martin / Elenco: Liza Minnelli, Robert De Niro, Lionel Stander / Sinopse: O filme narra as duras lutas de um casal de artistas em Nova Iorque após o fim da segunda guerra mundial.

Pablo Aluísio.

sábado, 13 de junho de 2026

Parceiros da Noite

Parceiros da Noite
Steve Burns (Al Pacino) é um policial de Nova Iorque que decide se infiltrar dentro da comunidade gay para investigar uma série de assassinatos envolvendo homossexuais. A imersão nesse submundo acabará causando grandes mudanças em seu modo de pensar e agir. "Parceiros da Noite" é um dos filmes mais polêmicos da filmografia de Al Pacino. Tocando em um tema complicado o filme tenta trazer uma boa trama policial com a questão gay como pano de fundo. Eu nunca assisti um filme com Al Pacino que me decepcionasse. Sabia que com esse não seria diferente e não foi. "Parceiros da Noite" é um policial bem acima da média que apesar de ter sido lançado no começo dos anos 80 tem um jeitão de filme policial dos anos 70, característica que só pesa ao seu favor. Em muita coisa me lembrou outro grande filme de Pacino, o famoso "Serpico". Gostei do roteiro e como sempre da atuação de Pacino. Aqui ele surge um pouco mais contido do que de costume, é verdade, mas isso pode ser interpretado como parte de sua caracterização pois o personagem acaba passando por um dilema durante as investigações. 

 "Parceiros da Noite" foi produzido com tinhas fortes. Realmente a primeira hora do filme pode ser ofensiva para quem não gosta de ver cenas que mostrem homossexualismo entre homens. Por isso caso esse seja o seu caso é bom ir se preparado para essa terça parte inicial. Devo confessar que achei um pouco carregado nas tintas, criando uma tênue ligação, mesmo que involuntária, entre homossexualismo e criminalidade. Só não vou dizer que foi excessivo porque realmente não sei se o nível de promiscuidade entre os gays de Nova Iorque chegava naqueles extremos. Esse aspecto inclusive incomodou alguns setores GLS na época que protestaram contra a visão que o filme passava dos gays. Pois bem, de qualquer forma, passado essa parte o filme vai melhorando gradativamente e cresce absurdamente em seus vinte minutos finais. Aliás o final "em aberto" é genial. Não vou colocar aqui porque seria ruim para quem ainda não viu o filme, mas tenho certeza que grande parcela do público ficará intrigada. Enfim, deixem o preconceito de lado e não deixem de ver "Parceiros da Noite" pois vale muito a pena. Mais um ótimo momento de Pacino nas telas.

Parceiros da Noite (Cruising, Estados Unidos, 1980) Direção: William Friedkin / Roteiro: William Friedkin, baseado na novela de Gerald Walker / Elenco: Al Pacino, Paul Sorvino, Karen Allen / Sinopse: Steve Burns (Al Pacino) é um policial de Nova Iorque que decide se infiltrar dentro da comunidade gay para investigar uma série de assassinatos envolvendo homossexuais. A imersão nesse submundo acabará causando grandes mudanças em seu modo de pensar e agir.  

Pablo Aluísio.

sábado, 6 de junho de 2026

Justiça Para Todos

Justiça Para Todos
Advogado criminalista (Al Pacino) acaba tendo que aceitar defender um juiz que odeia e que está sendo acusado de estupro contra uma garota. O cinema americano tem longa tradição em filmes que mostram o meio jurídico. Não é para menos. Quem trabalha na área sabe que esse é repleto de dramas e situações aflitivas que acabam gerando ótimos roteiros e filmes. Um processo judicial não é apenas uma sucessão de atos jurídicos ou procedimentos mas também um capítulo de extrema importância da vida das pessoas que atuam nele. O filme mostra justamente esse aspecto. O ponto alto é novamente a atuação do elenco. Al Pacino está brilhante na minha opinião e nem adianta argumentar dizendo que ele está novamente "over", exagerado ou fora de controle em cena. Nada disso, achei sua atuação muito adequada principalmente pela situação que seu personagem se encontra. Se existe algum exagero em "Justiça Para Todos" talvez seja seu clímax que é realmente um pouco inverossímil. Mesmo assim não macula o resto da produção que é muito relevante, diria até didática, sobre o que acontece debaixo dos olhos vendados do poder judiciário.

Outro destaque de "Justiça Para Todos" é a mensagem subliminar que ele transmite. Em um deles Pacino diz a seu velho avô que está sofrendo os problemas da velhice: "Ser honesto e ao mesmo tempo ser advogado é algo bem complicado". Realmente, poucas profissões do mundo transitam tanto entre a moralidade e a imoralidade, a legalidade e a ilegalidade. O profissional do direito vive realmente em um fio da navalha e o filme toca muito bem nisso ao colocar o sócio de Pacino no filme em crise existencial (ele consegue liberar um cliente da cadeia que acaba matando duas crianças poucos dias depois de solto). Quais são os limites, a linha que separa a ética da necessidade de se defender o cliente? Como se sente um advogado ao defender um criminoso capaz de atos bárbaros contra o próximo? É isso, "Justiça Para Todos" é um filme para se pensar sobre o poder judiciário, seus anacronismos e contradições. Uma lição que não se aprende nas faculdades de direito.

Justiça Para Todos (...And Justive For All, Estados Unidos, 1979) Direção: Norman Jewison / Roteiro: Valerie Curtin, Barry Levinson / Elenco: Al Pacino, Jack Warden, John Forsythe / Sinopse: Arthur Kirkland (Al Pacino) é um advogado criminalista que tenta transitar entre sua ética pessoal e a necessidade de defender seus clientes, entre eles um juiz corrupto e acusado de estupro contra uma inocente garota.

Pablo Aluísio

sábado, 30 de maio de 2026

Tocaia

Tocaia
Na década de 80 a Touchstone Pictures se tornou o braço adulto do império Disney. As produções dessa companhia, embora feitas para o público acima dos 16 anos,  ainda eram leves, divertidas e realizadas para toda a família. Nada de palavrão, nem de situações ofensivas. Tudo era light e soft. Dentro do selo vários atores fizeram bastante sucesso como os dois protagonistas desse delicioso policial com várias pitadas de comédia. Estamos falando da dupla Emilio Estevez e Richard Dreyfuss. Esse tipo de roteiro que explorava a diferença de personalidade entre dois policiais já não era nenhuma novidade na época (basta lembrar de “Máquina Mortífera”) mas a boa química entre esses atores garantiram uma ótima diversão. Na deliciosa trama acompanhamos dois tiras, Chris (Richard Dreyfuss) e Bill (Emilio Estevez), que recebem a missão de vigiar a casa onde mora Maria (Madeleine Stowe), ex-namorada de um criminoso foragido da lei. A chamada tocaia é sempre uma operação de muita paciência e espera e aqui a dupla passa por vários apuros para transformar sua missão em um sucesso. Escondidos na casa em frente e armados com potentes equipamentos de espionagem eles esperam... esperam... e esperam um pouco mais. Tudo em nome da possibilidade de colocar as mãos no criminoso.

Como sempre acontece nesse tipo de filme temos no roteiro dois policiais com personalidades bem opostas. Bill (Estevez), o tira mais jovem, é quadrado, certinho e procura seguir todos os procedimentos e protocolos de sua corporação policial. Já o veterano Chris (Dreyfuss) é o extremo oposto disso. Fanfarrão e pouco avesso a seguir as normas ao pé da letra ele acaba fazendo o impensável ao se relacionar com a mulher que está vigiando. Isso obviamente vai contra todas as regras da polícia. O que poderia se tornar bem cansativo – assistir a uma dupla de policiais em tocaia – logo se torna uma ótima diversão justamente por causa das atitudes fora dos padrões de Chris. “Tocaia” é aquele tipo de filme que você não cria maiores expectativas mas acaba gostando muito por causa do roteiro bem escrito e das situações bem armadas e desenvolvidas. Os atores em cena também ajudam muito. Dreyfuss é ótimo para interpretar personagens assim, a do cara mais velho e nada responsável ou maduro. Idem para Estevez (filho de Martin Sheen e irmão de Charlie Sheen) que faz o tira nerd e careta. Do choque entre eles teremos as melhores cenas do filme. O resultado é dos mais simpáticos e agradáveis e isso tudo se reverteu na excelente bilheteria – que daria origem a uma continuação bem inferior e sem idéias novas. De qualquer forma se você quiser conhecer um policial divertido e bem humorado da década de 80 procure por “Tocaia”, uma produção que diverte bastante e mostra que nem só de “Um Tira da Pesada” vivia o gênero naqueles anos.

Tocaia (Stakeout, Estados Unidos, 1987) Direção: John Badham / Roteiro: Jim Kouf / Elenco: Richard Dreyfuss, Emílio Estevez, Madeleine Stowe, Aidan Quinn, Dan Lauria, Forest Whitaker, Earl Billings./ Sinopse: Dois policiais, um jovem e um veterano, ficam de tocaia na frente da casa de uma ex-namorada de um fugitivo perigoso procurado pelo FBI. O que começa como uma simples operação de rotina acaba virando um caos após um dos tiras decidir, de forma irresponsável, se envolver com a mulher que é justamente o foco de sua investigação.

Pablo Aluísio.

De Quem é a Vida Afinal?

Título no Brasil: De Quem é a Vida Afinal?
Título Original: Whose Life Is It Anyway?
Ano de Produção: 1981
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)
Direção: John Badham
Roteiro: Brian Clark
Elenco: Richard Dreyfuss, John Cassavetes, Christine Lahti, Bob Balaban, Kenneth McMillan, Kaki Hunter

Sinopse:
Ken Harrison (Richard Dreyfuss) é um artista, um escultor, que fica paralítico após um sério acidente de carro. Inconformado com sua nova situação de saúde que é irreversível, ele passa a lutar pelo direito de tirar a própria vida. Uma questão jurídica que se torna alvo de polêmicas.

Comentários:
O filme "De Quem é a Vida Afinal?" discute a questão do suicídio assistido e até mesmo da eutanásia. O roteiro pergunta se o direito de tirar a própria vida pertence ao próprio indivíduo que não quer mais viver ou se isso pode ser impedido legalmente pelo Estado. Tema polêmico, com defensores ardorosos de ambos os lados. Outro aspecto interessante desse filme é que apesar do tema pesado, há uma certa leveza na forma como se comporta o personagem principal. Alguns críticos chegaram até mesmo a considerar o filme uma espécie de comédia de humor negro, algo que eu pessoalmente não concordo pois se trata mesmo de um drama, mesmo que o protagonista interpretado pelo ator Richard Dreyfuss seja em alguns momentos morbidamente engraçado. Então é isso, deixo a dica do filme para quem se interessa pelo tema proposto pelo seu roteiro. Dentro dessa seara é um dos melhores filmes já feitos sobre o assunto.

Pablo Aluísio.

sábado, 23 de maio de 2026

E.T. - O Extraterrestre

E.T. - O Extraterrestre
O filme E.T. – O Extraterrestre (E.T. the Extra-Terrestrial) foi lançado em 11 de junho de 1982, dirigido por Steven Spielberg e estrelado por Henry Thomas, Dee Wallace, Robert MacNaughton, Drew Barrymore e Peter Coyote. A história acompanha Elliott, um garoto solitário que encontra um pequeno extraterrestre abandonado na Terra após sua nave partir sem ele. Assustado e curioso ao mesmo tempo, Elliott decide esconder a criatura em sua casa e acaba desenvolvendo uma profunda amizade com ela. Enquanto tenta proteger E.T. das autoridades e ajudá-lo a entrar em contato com seu planeta de origem, o menino percebe que ambos compartilham uma conexão emocional e quase telepática. O filme mistura ficção científica, fantasia e drama familiar de maneira extremamente sensível. Spielberg utiliza o olhar infantil para construir uma narrativa sobre amizade, perda e esperança. O relacionamento entre Elliott e E.T. é o coração emocional da obra. O filme também explora temas como separação familiar e empatia. Assim, E.T. – O Extraterrestre tornou-se uma das histórias mais emocionantes e universais do cinema.

Quando foi lançado, E.T. – O Extraterrestre recebeu uma recepção crítica extraordinariamente positiva, sendo imediatamente reconhecido como uma obra-prima. O The New York Times descreveu o filme como “uma experiência mágica, profundamente humana e emocionalmente poderosa”. Já o Los Angeles Times afirmou que Spielberg havia criado “um dos filmes mais encantadores da história do cinema moderno”. A revista Variety comentou que o longa era “um triunfo absoluto de narrativa emocional e imaginação cinematográfica”. Muitos críticos elogiaram a capacidade do filme de emocionar públicos de todas as idades. A atuação do jovem Henry Thomas foi amplamente destacada, especialmente pela intensidade emocional de sua interpretação. Spielberg recebeu elogios por equilibrar fantasia e realismo de forma delicada. A crítica também destacou os efeitos especiais e a trilha sonora emocionante composta por John Williams. Assim, o filme conquistou aclamação quase unânime desde sua estreia.

A recepção crítica continuou extremamente favorável ao longo dos anos. Publicações como The New Yorker passaram a considerar o longa “um dos filmes mais emocionantes e influentes já produzidos em Hollywood”. O filme recebeu 9 indicações ao Oscar e venceu 4, incluindo Melhor Trilha Sonora, Melhores Efeitos Sonoros, Melhor Som e Melhores Efeitos Visuais. Spielberg também recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Diretor. Muitos críticos passaram a enxergar o filme como a expressão mais pessoal e emocional da carreira do diretor. A relação entre Elliott e E.T. tornou-se um símbolo do poder da amizade e da imaginação infantil. A famosa cena das bicicletas voando diante da lua entrou para a história do cinema. O filme também influenciou inúmeras produções posteriores sobre amizade entre humanos e seres fantásticos. Dessa forma, sua reputação cresceu ainda mais ao longo das décadas. Hoje ele é considerado um dos grandes clássicos do cinema mundial.

Do ponto de vista comercial, E.T. – O Extraterrestre foi um fenômeno gigantesco. Com um orçamento de cerca de 10 milhões de dólares, o filme arrecadou aproximadamente 792 milhões de dólares mundialmente em seus lançamentos originais e relançamentos posteriores. Durante muitos anos, foi a maior bilheteria da história do cinema, superando inclusive Star Wars. O público respondeu com enorme entusiasmo à história emocionante e aos personagens carismáticos. Famílias inteiras retornavam aos cinemas diversas vezes para rever o filme. O boca a boca foi extraordinário e ajudou a transformar o longa em um evento cultural global. O sucesso gerou uma enorme quantidade de produtos licenciados e consolidou Spielberg como o principal diretor comercial de Hollywood. O filme também teve vida longa em VHS, televisão e edições especiais. Assim, seu impacto financeiro e cultural foi imenso. Poucos filmes alcançaram tamanho sucesso popular.

Atualmente, E.T. – O Extraterrestre é considerado um dos filmes mais importantes e amados da história do cinema. A obra continua emocionando novas gerações graças à simplicidade e sinceridade de sua narrativa. Críticos contemporâneos frequentemente destacam a sensibilidade de Spielberg ao retratar a infância. A trilha sonora de John Williams continua sendo uma das mais reconhecidas do cinema. A imagem das bicicletas voando tornou-se um ícone cultural universal. O filme também é lembrado por mostrar a ficção científica sob uma perspectiva emocional e familiar, diferente do enfoque mais militar ou tecnológico comum na época. A atuação de Henry Thomas permanece impressionante para muitos espectadores. O longa segue presente em listas dos maiores filmes de todos os tempos. Dessa forma, sua reputação permanece absolutamente consolidada. E.T. – O Extraterrestre continua sendo uma obra-prima emocionante e inesquecível.

E.T. – O Extraterrestre (E.T. the Extra-Terrestrial, Estados Unidos, 1982) Direção: Steven Spielberg / Roteiro: Melissa Mathison / Elenco: Henry Thomas, Dee Wallace, Robert MacNaughton, Drew Barrymore, Peter Coyote e K.C. Martel / Sinopse: Um garoto encontra um pequeno extraterrestre perdido na Terra e cria uma forte amizade com ele, enquanto tenta ajudá-lo a voltar para casa antes que as autoridades o capturem;

Erick Steve.