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sábado, 26 de setembro de 2026

Chuva Negra

Título no Brasil: Chuva Negra
Título Original: Black Rain
Ano de Lançamento: 1989
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Ridley Scott
Roteiro: Craig Bolotin, Warren Lewis
Elenco: Michael Douglas, Andy Garcia, Ken Takakura, Kate Capshaw, Yusaku Matsuda, John Spencer

Sinopse:
Dois detetives de Nova York escoltam um perigoso mafioso japonês até Osaka, mas ele consegue escapar ao chegar ao Japão. Perdidos em uma cultura que desconhecem, os policiais precisam trabalhar com a polícia local para recapturá-lo, enfrentando a violenta e hierarquizada yakuza. O choque cultural, a brutalidade do submundo criminal japonês e os códigos de honra orientais transformam a missão em uma corrida mortal.

Comentários: 
Resolvi rever, após muitos anos, esse filme policial dirigido por Ridley Scott. A minha lembrança era a de um filme com um visual muito bem caprichado, além das motos envenenadas que parecem estar por todo o enredo. Não me decepcionei. O filme envelheceu bem, apesar de alguns detalhes o tornarem um pouco datado, como a trilha sonora cheia de sintetizadores, algo tão típico dos anos 80. Só que isso não é uma falha, mas sim uma assinatura cinematográfica daquela década. Curiosamente apesar de ter visto pela última vez há uns bons 30 anos, ainda me lembrava de certas cenas marcantes, como a decapitação do personagem de Andy Garcia. Pode ter certeza que foi um choque na época e ainda hoje causa surpresa no espectador. Outra coisa que se deve valorizar nesse filme é um certo realismo na construção dos personagens. O tira interpretado por Michael Douglas é de fato um corrupto das ruas, um cara que rouba dinheiro de traficantes se eles derem mole. Assim caiu por terra aquele velho clichê dos roteiros onde o protagonista sempre era um inocente injustamente acusado de um crime. Enfim, bom filme policial. Ridley Scott sempre foi um mestre mesmo!

Pablo Aluísio. 

sábado, 18 de julho de 2026

Indiana Jones e o Templo da Perdição

Indiana Jones e o Templo da Perdição
O filme Indiana Jones e o Templo da Perdição (Indiana Jones and the Temple of Doom) foi lançado em 23 de maio de 1984, dirigido por Steven Spielberg e produzido por George Lucas. O elenco principal é formado por Harrison Ford, Kate Capshaw, Ke Huy Quan, Amrish Puri, Roshan Seth e Philip Stone. Embora tenha sido o segundo filme lançado da franquia, sua história se passa cronologicamente antes de Os Caçadores da Arca Perdida, em 1935. Após escapar de criminosos em Xangai, Indiana Jones, a cantora Willie Scott e o jovem Short Round caem de avião na Índia e chegam a uma aldeia assolada pela fome e pelo desaparecimento de suas crianças. Os moradores acreditam que uma pedra sagrada foi roubada, e Indy aceita a missão de recuperá-la. A investigação o conduz ao sinistro Palácio Pankot, onde uma seita secreta liderada pelo sacerdote Mola Ram realiza sacrifícios humanos e escraviza crianças para explorar minas subterrâneas. O filme combina aventura, ação, fantasia e elementos de terror, apresentando algumas das sequências mais intensas de toda a série.

Quando foi lançado, Indiana Jones e o Templo da Perdição recebeu uma recepção crítica positiva, mas mais dividida do que a de seu antecessor. O The New York Times elogiou o ritmo frenético e a inventividade das cenas de ação, afirmando que Steven Spielberg demonstrava novamente um domínio excepcional da linguagem cinematográfica. O Los Angeles Times destacou o espetáculo visual e a criatividade das sequências de aventura, especialmente a perseguição nos carrinhos de mina e a ponte suspensa. A revista Variety classificou o filme como "um espetáculo de ação extraordinário", ressaltando os efeitos especiais, a direção e o carisma de Harrison Ford. Entretanto, parte da crítica considerou o longa excessivamente sombrio e violento, principalmente em comparação com o tom mais leve de Os Caçadores da Arca Perdida. Também houve críticas à representação da cultura indiana, que muitos consideraram estereotipada. Apesar dessas ressalvas, a atuação de Harrison Ford foi novamente amplamente elogiada, assim como o humor proporcionado por Ke Huy Quan no papel de Short Round.

Na temporada de premiações, Indiana Jones e o Templo da Perdição conquistou o Oscar de Melhores Efeitos Visuais, reconhecimento pelo impressionante trabalho realizado pela Industrial Light & Magic. O filme também recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Trilha Sonora Original, composta por John Williams. Além disso, venceu o BAFTA de Melhores Efeitos Visuais Especiais. Embora não tenha alcançado o mesmo nível de aclamação crítica de seu predecessor, muitos especialistas reconheceram a ousadia de Spielberg ao explorar uma atmosfera mais sombria e elementos de horror dentro de uma aventura destinada ao grande público. O impacto do filme também teve consequências importantes para a indústria cinematográfica: devido às reclamações de pais sobre seu conteúdo violento, Steven Spielberg apoiou a criação da classificação PG-13 pela Motion Picture Association, introduzida poucos meses depois. Assim, o longa exerceu influência não apenas artística, mas também na regulamentação da classificação indicativa dos filmes nos Estados Unidos.

Do ponto de vista comercial, Indiana Jones e o Templo da Perdição foi um enorme sucesso. Produzido com um orçamento de aproximadamente US$ 28 milhões, arrecadou cerca de US$ 333 milhões nas bilheterias mundiais, tornando-se um dos maiores sucessos de 1984. Nos Estados Unidos, o filme faturou aproximadamente US$ 179 milhões, enquanto o mercado internacional respondeu por cerca de US$ 154 milhões. O público compareceu em massa aos cinemas, atraído pela popularidade de Harrison Ford e pelo enorme sucesso do primeiro filme da série. As espetaculares cenas de ação, os efeitos visuais inovadores e o ritmo acelerado conquistaram os espectadores, mesmo entre aqueles que consideravam a história mais sombria. Posteriormente, o filme tornou-se um enorme sucesso em VHS, DVD, Blu-ray e plataformas digitais, consolidando-se como um dos títulos mais populares da franquia.

Atualmente, Indiana Jones e o Templo da Perdição é visto de maneira muito mais favorável do que em seu lançamento. Muitos críticos modernos o consideram uma das aventuras mais ousadas dirigidas por Steven Spielberg, elogiando sua energia, criatividade visual e a disposição de explorar um tom mais sombrio. Sequências como a fuga inicial em Xangai, o jantar no Palácio Pankot, os sacrifícios conduzidos por Mola Ram, a perseguição nos carrinhos de mina e o confronto final na ponte suspensa tornaram-se clássicos do cinema de aventura. Embora as críticas à representação da cultura indiana continuem sendo debatidas, a maioria dos estudiosos reconhece a importância do filme para a evolução da franquia Indiana Jones. Quatro décadas após sua estreia, Indiana Jones e o Templo da Perdição permanece como um dos maiores filmes de aventura já produzidos e uma das obras mais memoráveis da parceria entre Steven Spielberg, George Lucas e Harrison Ford.

Indiana Jones e o Templo da Perdição (Indiana Jones and the Temple of Doom, Estados Unidos, 1984) Direção: Steven Spielberg / Roteiro: Willard Huyck e Gloria Katz, baseado em uma história de George Lucas / Elenco: Harrison Ford, Kate Capshaw, Ke Huy Quan, Amrish Puri, Roshan Seth e Philip Stone / Sinopse: Antes de enfrentar os nazistas em busca da Arca da Aliança, Indiana Jones viaja à Índia, onde precisa impedir uma seita fanática que escraviza crianças e realiza rituais macabros para dominar um poderoso artefato sagrado.

Erick Steve.